Tela de Vera Sabino que compõe  o painel inspirado nas paisagens da Costa da Lagoa e no cotidiano do povo ilhéu

 


Coordenadora: Helena Heloísa Fava Tornquist
htorn@cce.ufsc.br

A Flor e a Florette
Carlos Eduardo Schmidt Capela
capela@cce.ufsc.br

A cena cultural brasileira no início do século XX, notadamente no terreno da imprensa, mostra uma tendência para o exercício de uma intrigante política representacional. Um dos traços dessa política é seu caráter confirmatório, que se mostra com nitidez sobretudo nas representações que têm por recorte segmentos sociais marginalizados, como imigrantes e mulheres. Nestes casos, os seres são usualmente representados em conformidade com o lugar a eles reservado, e com o tipo de atuação deles esperado, pelos grupos hegemônicos. A despeito deste quadro geral, nas páginas de O Pirralho (1911-1917) emergem vozes que ousam protestar contra essa ordem. É o caso de Florette Patapon, cronista cujas posições femininas destoam daquelas usualmente expressas no periódico. Seus (poucos) textos fundamentam uma breve discussão daquela política representacional

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Entre o Dito e o Não Dito: a representação feminina no teatro oitocentista
Helena Heloísa Fava Tornquist

htorn@cce.ufsc.br

Estudo de figuras femininas da comédia francesa que, no decorrer do seçulo XIX, teve larga repercussão no Brasil com atenção especial à apropriação desse modelo dramático por Machado de Assis. Procura-se ver, entre outros aspectos, por que numa sociedade empenhada na defesa da família, as vozes que se destacam no palco são as da viúva e da cortesã.

"Diários femininos: Um singular múltiplo"
Maria Teresa Santos Cunha
vscunha@matrix.com.br

A partir da leitura e análise de dois conjuntos de Diários Femininos, compostos de 12 (doze) cadernos, escritos entre 1966 e 1974, por duas jovens estudantes, em Florianópolis, pretende-se inventariar como as autoras dão textualidade ao corpo físico, em suas primeiras inquietações físicas e inaugurações amorosas entremeadas de fantasias, devaneios e dúvidas. O núcleo estruturante, o momento reflexivo, é dado pela escrita memorialística onde tanto se destacam os traços comuns à época ou à geração quanto é possível perceber a singularidade de itinerários descritos por inflexões pessoais. No estudo dessa matriz documental parece ser possível captar uma multiplicidade de acontecimentos e dilacerações existenciais presentes na vida brasileira e florianopolitana dos anos 60-70.

A (est)ética (bio)grafada de Marguerite Duras
Rafael Andrés Villari

villari@cce.ufsc.br

O trabalho pretende continuar, e avançar, a discussão iniciada no texto apresentado no seminário anterior - Fazendo Gênero 3 -, Marguerite Duras: A Dor do Século. Esta vez, tentamos abordar a imbricação dos aspectos estético e ético na obra e vida de Marguerite Duras. Para isto, utilizamos a análise da biografia sobre a autora, de Laure Adler; assim como a proposta de Jacques Lacan sobre a relação do desejo e a ética.



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