Tela de Vera Sabino que compõe  o painel inspirado nas paisagens da Costa da Lagoa e no cotidiano do povo ilhéu

 


Coordenador: Fábio Luiz Lopes
flopes@cce.ufsc.br

Os Filhos da Contracultura
Dalva Marisa Ribas Brum


Apresento um mosaico colorido de fatos remontando o cenário político e cultural das décadas de 60 e 70, centrando o olhar nas juventudes que fizeram a história em maio de 68 e nos anos 70. Para uma análise mais específica, recortei uma parcela dessa juventude que optou por uma mudança de comportamento que muito chocou: o desbunde. Os filhos desses transgressores hoje se estruturam para a vida adulta. Centrando o olhar nos expoentes da contracultura, desenvolvo a discussão acerca de juventude, transgressão e sexualidade. A juventude dos anos 90, filhos da contracultura e objetos do trabalho empírico é discutida a partir dos relatos e relacionada ao cenário político e cultural dos anos 90/2000 onde deparamos com um mundo globalizado, fragmentado com uma sociedade individualista e fortemente orientada por uma ideologia neo-liberal.

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Música da mídia e identidades de gênero: um estudo de caso com adolescentes no espaço escolar
Helena Lopes da Silva
Orientadora: Profa. Dra. Jusamara Souza
helopes@zaz.com.br

O objetivo da presente comunicação é analisar como a música veiculada pela mídia contribui para estruturar as identidades de gênero em grupos de adolescentes. Partindo do pressuposto de que os adolescentes dedicam parte de seu tempo diário com música, o trabalho examina questões referentes às funções simbólicas da música e os sentidos das práticas musicais em suas vidas, bem como os sentidos que novas formas de ouvir música (Walkman, MTV) vêm produzindo. A pesquisa foi realizada com um grupo de 32 adolescentes, alunos da 8ª série do Ensino Fundamental de uma escola pública de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. O trabalho é parte da Dissertação de Mestrado, "Música no Espaço Escolar e a Construção da Identidade de Gênero: Um Estudo de Caso", ora em fase de conclusão.

Questões de Gênero na Adolescência
Maria Teresa Campos Velho et alli

tecacampos@hotmail.com

O presente trabalho constou de um estudo qualitativo onde se procurou avaliar " o processo de viver saudavelmente" de dois grupos de adolescentes de duas cidades do Rio Grande do Sul: Santa Maria e Passo Fundo. Os estudos preliminares transcorreram no período de outubro e novembro de 1999. Nestes dois meses foram realizadas quatro oficinas com cada grupo, em cada cidade, onde foram colocados os objetivos e a metodologia do trabalho, além de entrosar os indivíduos que participaram das oficinas. No último encontro, com consentimento prévio dos adolescentes e seus responsáveis, foi realizada uma filmagem da qual resultou um pequeno documentário. Através das filmagens foram categorizadas as falas principais e daí surgiram os principais temas de discussão e análise: a sexualidade (o namoro, o ficar, as relações entre os sexos, o aborto, a anticoncepção), a família, as drogas e o trabalho. Permeando quase todos estes assuntos fizeram-se evidentes as questões de gênero nesta faixa etária. Parte do trabalho pretendeu, então, revisar a importância desse tema na adolescência.

Notícias de Liliput: kids e a hiperadolescência
Fábio Luiz Lopes da Silva

flopes@cce.ufsc.br

Em minha tese de doutorado (Unicamp, 1999), procurei validar a seguinte hipótese geral de trabalho: a adolescência constitui um sintoma da modernidade. Peço aqui que aceitem, senão a verdade desta hipótese, ao menos a sua plausibilidade. Esse ato de boa vontade do leitor é a condição para que eu possa formular a pergunta que justifica a existência deste ensaio: qual a resposta articulada no seio da modernidade para isso que a afeta como sintoma? Penso que o filme Kids, de Larry Clark, gira exatamente em torno dessa interrogação - e por isso proponho que o sigamos de perto para descobrir até onde ele pode esclarecer os termos do jogo de desafios e contradesafios que parece marcar a relação da adolescência com a modernidade.




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