Tela de Vera Sabino que compõe  o painel inspirado nas paisagens da Costa da Lagoa e no cotidiano do povo ilhéu

 


Coordenadora: Maria Josť Angeli de Paula

"Eu não sou feminista, sou feminina. Não tenho alergia a homem.": relações de gênero e atuação política entre mulheres de grupos populares portoalegrenses
Alinne de Lima Bonett
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alinnebonetti@hotmail.com

Este estudo analisa as concepções de gênero e política, relacionados à atuação política em entidades que visam a promoção dos direitos femininos, de algumas mulheres de grupos populares porto-alegrenses. A análise centra-se na oposição colocada pelo grupo entre ser feminista e ser feminina. A partir disso, busca-se compreender as representações subjacentes à conotação acusatória atribuída à categoria ser feminista, bem como os significados dessa oposição na prática política dessas mulheres. Pretende-se, assim, dar visibilidade às concepções particulares de feminilidade e atuação política do grupo estudado. A pesquisa etnográfica foi realizada junto a algumas mulheres moradoras de vilas populares da periferia de Porto Alegre - RS

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Antonieta de Barros - A Novidade do Voto Feminino em SC na Década de 30
Karla Leonora Dahse Nunes

karladahse@uol.com.br

Em 1932, Getúlio Vargas concedeu por Decreto o direito de voto às mulheres brasileiras, uma novidade que gerou intensos debates de apoio ao ato ou, de repúdio, em todo território nacional. A despeito da mobilização feminina em torno da legitimação dessa conquista na Constituição a ser outorgada em 1934, a maioria das mulheres catarinenses não envolveram-se em tais debates. No entanto, justamente nesse Estado que até então não havia manifestado significativamente apelo pró-voto-feminino, também considerado um Estado branco, elegeu-se como Deputada uma mulher negra - a professora Antonieta de Barros - personagem ímpar na história catarinense, por ter representado, ainda que não intencionalmente, a quebra de estereótipos relacionados a etnia, classe social e gênero.

Gênero e Cidadania
Denise Rodrigues Prehn

prehn@zaz.com.br

Em muitos momentos, através da história, a cidadania foi recusada às mulheres, que não possuíam direitos sociais e representatividade nos centros de decisão. A esfera política fazia parte do chamado espaço público, espaço do qual as mulheres estavam alijadas, por ser reservado aos homens.
Para alcançar a compreensão sobre a participação das mulheres na instituição política necessitamos, além de um contato direto com a realidade com que elas se defrontam, do auxílio de enfoques teóricos que possibilitem lançar maior clareza sobre o fenômeno em estudo. Com essa crença, e à luz das teorias feministas e da abordagem dos aspectos relacionados à questão ideológica envolvida nesse processo, propomos um estudo que venha a, efetivamente, auxiliar na participação feminina como cidadã de um Estado.

As Mulheres e as Guerrilhas Revolucionárias: Ficções dos anos 60?
Maria José Angeli de Paula

depaula@cce.ufsc.br

A década de 60 marca seu espaço na história brasileira como os anos em que os sonhos que vinham sendo construídos, tanto no campo político quanto social, esbarram-se na implantação da ditadura militar através do Golpe de 1964. A supressão das liberdades democráticas e a imposição de um crescente processo de repressão político-ideológica são algumas das atitudes dos governos militares.
Os romances de Benito Barreto, que compõem a tetralogia Os Guaianãs, retratam esse período relacionando a literatura à história. Através de diferentes perfis femininos, vemos surgir uma outra face da luta armada contra o poder ditatorial, aquele da preparação da guerrilha. As figuras aqui representadas variam desde os esteriótipos mais comuns até personagens complexas e inquietantes. Analisar algumas figuras femininas destes romances e como elas participaram das guerrilhas revolucionárias daqueles anos é a intenção desta comunicação




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