Tela de Vera Sabino que compõe  o painel inspirado nas paisagens da Costa da Lagoa e no cotidiano do povo ilhéu

 


Coordenadora: Cristina Scheibe Wolff
cwolff@mbox1.ufsc.br

Gênero e sustentabilidade: questões para uma pesquisa histórica na Amazônia
Cristina Scheibe Wolff

cwolff@mbox1.ufsc.br
Fábio José da Silva
phabiojs@bol.com.br

Ao longo da última década, as relações de gênero e as relações entre sociedade e meio ambiente tem sido muito discutidas, e foram alvo de várias propostas metodológicas de compreensão e de políticas públicas as mais variadas. A articulação entre estes dois tipos de relação tem sido cada vez mais exigida pelos movimentos feministas, ecológicos e mesmo por órgãos internacionais. Entretanto a compreensão destes termos pelos sujeitos sociais é muito variada. Gênero muitas vezes confunde-se com "as mulheres"; sustentabilidade, desenvolvimento sustentável e utilização dos recursos naturais são colocados também, muitas vezes, em um mesmo patamar. Através da pesquisa de uma situação histórica em que as relações de gênero foram fundamentais na construção de uma situação de sustentabilidade entre sociedade e meio ambiente, nos seringais do Alto Juruá durante o período de crise da borracha, pretendemos discutir novas possibilidades de interpretação destas questões, lançando para o debate a idéia da construção de novas sustentabilidades nas quais preservação ambiental, qualidade de vida e liberdade possam caminhar juntas

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"Ecofeminismo: limites e possibilidades para a discussão das relações sobre gênero e meio ambiente"
Liliane Edira Ferreira

lilith@cfh.ufsc.br

Nos anos 70 surgiu uma nova articulação do movimento feminista, o Ecofeminismo, que tomou impulso no Brasil após a Eco'92. Configurando-se a partir da positivação da relação mulher/natureza, antes negativada frente o homem/cultura, este movimento pauta suas discussões sobre o papel da mulher na manutenção da vida. Assim, para as ecofeministas, a mulher, pelo ventre fecundo, equipara-se à terra, tomando a dominação da natureza como a sua própria e vice-versa. Nesta luta pela defesa da vida no planeta, o "masculino" é visto como o destruidor e o "feminino" como a força de renovação.
Tendo por base o projeto de pesquisa "Relações de Gênero e sustentabilidade ou de como sobreviveram os seringais do Alto Juruá à crise da borracha de 1912 a 1943", coordenado pela Prof. Dra. Cristina Scheibe Wolff, busco discutir, à luz da experiência da Reserva Extrativista do Alto Juruá/Acre, as possibilidades e limites da teoria ecofeminista sobre relações de gênero e meio ambiente

Gênero, Gerações e Meio Ambiente no Parque Nacional do Jaú/AM
Maria Jasylene Pena de Abreu

jasy@fva.org.br

Este trabalho discute resultados de um estudo sobre relações de gênero e representações de meio ambiente no Parque Nacional do Jaú (PNJ), no Amazonas, analisando as mudanças ocorridas nos modos de vida de seus habitantes, em função da institucionalização do local em Unidade de Conservação (UC). Teve como sujeitos homens e mulheres de diferentes gerações que habitam duas das várias comunidades existentes no PNJ, e utilizou método etnográfico. No uso da categoria gênero, distancia-se da visão de Shiva (1988) que relaciona mulher e natureza como geradoras de vida, colocando a mulher como aquela que tem capacidade natural para cuidar do meio ambiente. Entendendo que as ações humanas, de forma geral, podem afetar o planeta (Maier 1994), esta pesquisa se pauta na perspectiva de que a problemática ambiental é muito ampla e a solução dos problemas não está em apontar quem tem capacidade para cuidar melhor do MA, já que todos são responsáveis pela degradação ambiental.




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