Tela de Vera Sabino que compõe  o painel inspirado nas paisagens da Costa da Lagoa e no cotidiano do povo ilhéu

 


Coordenadora: Ilse Scherer-Warren

Ressemantizações no Mundo das Mulheres Camponesas
Arlene Anelia Renk

arlene@unoesc.rct-sc.br

Trata-se de resultado de pesquisa realizada junto às/aos camponesas/ses do Oeste Catarinense, num contexto de mudança social, vivenciado enquanto crise. A presente comunicação aborda o "desenclave" do mundo camponês, as estratégias clássicas de reprodução social camponesas e as alterações dos padrões de herança, as representações e práticas, bem como as ressemantizações das categorias nucleantes, que afetam a percepção da condição camponesa. Se, ao camponês [elemento masculino] a condição camponesa é vivenciada enquanto uma transubstanciação negativa, as mulheres construíram uma ressemantização do papel feminino, da campesinidade internalizada, dos embates públicos e privados, resultando na sua visibilidade e na desnaturalização de práticas anteriores.

"...pois sem mulher a luta vai pela metade". Prescrições para uma nova relação de gênero no MST
Cristiani Bereta da S. Luiz
crisbsl@bol.com.br
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Neste trabalho busca- se perceber de que forma os homens e mulheres que passam a fazer parte do MST, mudam suas relações, e as maneiras que se contituem enquanto sujeito masculino ou feminino no interior de assentamentos e acampamentos. Como as prescrições em forma de canções, assembléias, manuais, jornais, circulam e são apreendidos, indicando mudanças em seus comportamentos sócio- culturais. Essa investigação parte principalmente do entendimento que num outro espaço, anterior à integração ao movimento, os mesmos constituíam- se e eram constituídos de outras maneiras, inclusive através de outros papéis estendidos a ambos os gêneros.

Herança e identidade de gênero entre agricultores familiares
Maria José Teixeira Carneiro

mjcarneiro@alternex.com.br

O artigo discute as implicações das identidades sociais de gênero para o sistema de herança da terra entre agricultores familiares em diferentes contextos sócio- culturais. Toma-se como referência as mudanças recentes nas condições de reprodução social das famílias de agricultores e o processo de individuação da mulher no interior da família e na sociedade.

Novas Feminilidades no Campo: o movimento das mulheres rurais em Pernambuco
Rosineide de Lourdes Meira Cordeiro

rocordeiro@uol.com.br

Este trabalho tem como objetivo analisar as repercussões do movimento de mulheres rurais nas relações de gênero no campo, buscando identificar a emergência de novas noções de feminilidade e as implicações destas mudanças na vida dos homens e mulheres no contexto rural em Pernambuco. Pretendemos assim, com os aportes da psicologia social e com ênfase no diálogo interdisciplinar, compreender as mutações sociais sob o prisma dos processos psicossociais e culturais. O universo empírico do nosso estudo é o Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais do Sertão Central de Pernambuco. As nossas primeiras análises apontam que o movimento de mulheres rurais contribui para a redefinição das relações de gênero no campo. As mulheres resignificam práticas, rompem com determinados valores e redesenham um padrão mais igualitário das relações sociais com particularidades culturais e regionais.




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