Tela de Vera Sabino que compõe  o painel inspirado nas paisagens da Costa da Lagoa e no cotidiano do povo ilhéu

 


Coordenadora: Diva do Couto Gontijo Muniz
divamuniz@tba.com.br

.

A (re)produção de padrões sexistas na escola
Celena Amaral

celena.amaral@avalon.sul.com.br

A pesquisa, que foi realizada num colégio particular, de 1º grau, em Curitiba, no ano de 1997, procura revelar os diversos mecanismos sexistas (re)produzidos no cotidiano escolar, nos quais o papel de protagonista está atribuído ao gênero masculino, mediante representação do homem e do menino, bem como daquilo que se espera deles. E o fato de o gênero feminino, quando não invisível, ocupar um lugar secundário, traz conseqüências negativas a e entre ambos os gêneros, afastando-os continuamente. Esses mecanismos principais através dos quais isso acontece e que estão presentes em todas as formas de linguagem - ilustrativa, escrita, oral e simbólica, podem ser detectados desde a decoração da sala de aula, passando por todo e qualquer material (in)formativo, na fala e outros modos de expressão entre os agentes, mesmo nos momentos de lazer
.

Gênero nas aulas de Educação Física: um olhar sobre a (re)produção das desigualdades da infância
Érica Renata de Souza

e_souza@uol.com.br

A comunicação se constituirá enquanto apresentação de uma das temáticas suscitadas pela pesquisa empírica realizada para a elaboração de minha Dissertação de Mestrado sobre as relações de gênero na infância, no caso, as desigualdades de gênero reproduzidas na instituição pública escolar através das aulas de Educação Física. A pesquisa identificou uma tendência por parte das professoras e dos garotos em excluir a participação das garotas no futebol. Quanto aos garotos, o futebol aparece como um demarcador das masculinidades, estabelecendo hierarquias; no que se refere às garotas, a prática do futebol aparece como uma ameaça à constante tentativa de "feminização" das garotas por parte das professoras.

Práticas Leitoras e a Constituição das Identidades Femininas
Lia Scholze

scholze@cpovo.net

Temos trabalhado na perspectiva de estimular a produção textual em classes dos cursos de Licenciatura onde a presença feminina é predominante e ao recebermos os textos produzidos por estas mulheres, pudemos perceber o quanto os valores fundantes em relação ao papel da mulher estão arraigados nestas alunas. Na literatura podemos encontrar mulheres vivendo papéis que subvertem esta ordem e abrem possibilidades de mudança. É justamente na contraposição aos modelos homogeneizantes e a perspectiva subversiva que a literatura permite é que apostamos provocar uma reflexão e conseguir uma produção de textos que proponha novas vivências para as mulheres.

Construção da identidade de gênero e desevolvimento da sexualidade das crianças das séries iniciais do Ensino Fundamental
Maria Cristina Tourinho Ferronato

cristina@unoesc.rct-sc.br

O presente estudo visa investigar as formas pelas quais as práticas pedagógicas desenvolvidas pelos/as professores/as influenciam na construção de identidade de gênero das crianças e, também, do desenvolvimento de sua sexualidade. O trabalho está dividido em duas partes: Num primeiro momento, o mesmo apresenta, sucintamente, as principais teorias sociais utilizadas na análise das relações sociais e também procurar desvelar o papel do processo educativo nas construções de gênero e sexualidade que legitimam os estereótipos e reforçam os papéis socialmente atribuídos a cada gênero. Num segundo momento, a partir das informações obtidas através das observações e entrevistas realizadas com os/as alunos/as e professores/as das séries iniciais do Ensino Fundamental, partiu-se para a análise dos dados coletados a fim de detectar-se, no cotidiano escolar, as ações que possibilitam desenvolvimento da sexualidade e construção da identidade dos meninos e das meninas. Dessa forma, a partir das vivências e significações das crianças na escola, busca-se questionar o papel da mesma como um espaço que pode, e deve, contribuir para transformação das relações sociais que levem a superação das desigualdades surgidas da hierarquização dos diferentes sexos.

O Tom do "Bom-tom": os manuais de civilidade e a construção de gênero
Diva do Couto Gontijo Muniz

divamuniz@tba.com.br

Esta comunicação tem por objetivo analisar a construção de gênero na sociedade mineira oitocentista, considerando o espaço institucional de seus primeiros colégios religiosos e, particularmente, o "Bom-tom", manual amplamente utilizado nas aulas de civilidade. Ser "civilizado" significava pautar o comportamento social segundo padrões sexualmente diferenciados, veiculados no manual. Observa-se que, além do traço diferenciador entre classes e distintivo inter-classes, as representações de masculinidade/feminilidade/civilidade aí disseminadas constituem matrizes e efeitos de práticas sociais vincadas pela hierarquização de classe, escolaridade e gênero.



Esta página foi desenvolvida por Rita Maria Xavier Machado e Anacris de Oliveira