Tela de Vera Sabino que compõe  o painel inspirado nas paisagens da Costa da Lagoa e no cotidiano do povo ilhéu

 


Coordenadora: Carmen Susana Tornquist
sartori@cfh.ufsc.br

Maternidade e novas tecnologias médicas: idealização de uma experiência de liberdade no campo da bioética e do senso comum
Lourdes Maria Silva Araújo

schenber@tropical.com.br

A pesquisa enfoca a recente idealização da experiência de maternidade como experiência de liberdade que resultaria da utilização das novas tecnologias reprodutivas (NTR). O corpo feminino reprodutor tornou-se objeto de reflexão e intervenção tecnológica, esperando-se que as mulheres o dominem, que decidam racional e sinceramente a respeito de sua prole potencial. Encontramos e analisamos paradoxos nesta idealização da liberdade, restrições de várias ordens à autonomia feminina. Destacam-se restrições quanto à idade, ao acesso às NTRs, à imposição de racionalidades médicas e as legais. A pesquisa foi feita com base em: revisão bibliográfica sobre temas maternidade, bioética e NTRs, com recorte especial para a perspectiva feminista;e pesquisa em revistas e jornais de circulação local e nacional, no que respeita ao tema da maternidade e NTRs nos últimos três anos.

Corpo, poder e a arte de partejar: reflexões à luz das relações de gênero
Lúcia Helena Rodrigues Costa

lcosta@nfr.ufsc.br

O presente trabalho pretende apresentar e discutir alguns pontos sobre as questões relativas ao corpo feminino e o poder que perpassam o ato de partejar, compreendido este como o momento no qual através do trabalho "do(a) outro(a), uma mulher dá a luz". Trata-se de um estudo introdutório buscando como instrumento de análise as relações de gênero.

"Flashes, relâmpagos, fogachos e calorões." As biotecnologias criando uma nova temporalidade para a existência feminina
Patrícia de Freitas
Orientadora: Profª Drª Joana Maria Pedro

patifreitas@ig.com.br


Pretendo analisar vivências especificamente femininas de modo particular a menopausa e a como estas vivências estão sendo reelaboradas através das intervenções da medicina na área da reprodução e pós-reprodução implantadas entre 1960/2000. Questões acerca da saúde feminina estiveram por muito tempo ligadas a preocupação materno-infantil e o controle da população e planejamento familiar; a mulher de meia-idade passou a ser tema de pesquisa há bem pouco tempo, a mulher está vivendo mais e melhor, neste final de século estamos testemunhando a configuração de uma novo sujeito histórico logo, é necessário problematizar tais questões, a ampliação do conceito de saúde que englobe a integridade corporal da pessoa e a diversidade dos problemas reprodutivos e pós-reprodutivos é o primeiro passo.

Análise de experiência em humanização do parto hospitalar em Florianópolis
Carmem Susana Tornquist

sartori@cfh.ufsc.br

A Maternidade do HU é conhecida por ser um dos poucos espaços institucionais de Florianópolis preocupados com o que se tem chamado de "humanização do parto". Esta proposta, no entanto, tem sido interpretada tanto por membros da equipe hospitalar quanto pelas parturientes de formas distintas, o que configura uma situação complexa e boa para se pensar no parto como um evento polissêmico e heterogêneo. Através de uma etnografia da Maternidade , busca-se perceber estas diferenças e analisar em que medida as propostas de humanização, considerando suas variações, rompem com os ideais hegemônicos que reiteram um essencialismo da mulher e da maternidade, ou se, ao contrário, garantem efetivamente o poder de decisão das mulheres sobre seus corpos no processo do parto.



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