Tela de Vera Sabino que compõe  o painel inspirado nas paisagens da Costa da Lagoa e no cotidiano do povo ilhéu

 


Coordenadora: Ângela Mara Rubel Fanini
fanini@cce.ufsc.br

A Representação do Feminino nos Personagens da HQ Aline, de Adão Iturrusgarai
Janice Primo Barcellos

janclau@matrix.com.br

Entre as tiras publicadas em alguns dos mais destacados jornais brasileiros do eixo Rio/São Paulo - O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, O Globo e Jornal do Brasil - NENHUMA é feita por mulheres. Existem muitas personagens femininas sim, mas todas são desenhadas por homens. Assim, diante de um universo de criadores exclusivamente masculino, optei por salientar algumas questões sobre representação e gênero, ou melhor, sobre o que se pensa e se quer ver retratado e sobre comportamentos culturais ideologicamente atribuídos a homens e mulheres, em uma única tira: Aline, de Adão Iturrusgarai. A HQ de Adão apresenta questões comportamentais que reforçam a ideologia patriarcal, na qual o gênero feminino é visto como frágil, inconstante e vulnerável.

Manifestação de Intimidades: a relação dos domínios público vs. privado nos textos: Amor de Clarice Lispector e Bliss de Katherine Mansfield
Margibel Adriana de Oliveira

margibel@cce.ufsc.br

A experiência de um dia, aparentemente rotineiro, na vida de dois sujeitos femininos, fornece subsídios para a leitura dos contos: Amor, de Clarice Lispector e Bliss, de Katherine Mansfield, sob a ótica da articulação dos estudos dos sujeitos e seu envolvimento com o meio social/histórico. Dessa forma, pretendo esboçar um breve estudo do comportamento desses sujeitos contemporâneos representados na produção ficcional das duas escritoras.

A construção da identidade em Their eyes were watching god
Janice Inês Nodari

jin@cce.ufsc.br

Em obras de escritoras Afro-Americanas nos Estados Unidos, o leitor pode identificar três aspectos norteando a escrita ficcional: comunidade, jornada e sensualidade/sexualidade. Tais aspectos refletem basicamente a experiência da mulher Afro-Americana inserida em um contexto histórico e social onde ela se percebe como mais um elo na corrente que funciona como eixo temporal. Os três aspectos mencionados estão presentes na obra de Zora Neale Hurston, Their eyes were watching God (1937). Cumpre salientar que Zora Neale Hurston é a primeira escritora negra dos Estados Unidos que dá voz à personagem feminina central, possibilitando assim a construção da identidade desta como sujeito atuante. Esta construção de identidade recebe a interferência dos aspectos: comunidade, jornada e sensualidade/sexualidade.

Estereótipos Femininos na Peça de Monique Mojica Princess Pocahontas in the Blue Spots - alguns comentários preliminares
Maria do Socorro Baptista Barbosa

baptistas@ig.com.br

Cada cultura tem seus próprios estereótipos, e os femininos proliferam em uma sociedade predominantemente masculina. Um dos mais dominantes no Ocidente é o das mulheres que ou são virgens ou prostitutas, sem meio termos. Na peça de Monique Mojica, a escritora critica estes estereótipos mostrando-os em diferentes representações, expondo-os como sendo realmente apenas estereótipos, nunca pessoas reais. As duas atrizes dramatizam em excesso cada cena, exagerando em suas representações, formando uma espécie de meta-teatro, no qual cada cena é super-representada de modo a mostrar para o leitor e/ou audiência que elas estão apenas representando de fato. Neste trabalho, discute-se de forma suscinta as diversas variações do estereótipo virgem/prostituta trabalhados por Mojica, e a maneira como tais estereótipos funcionam como renarrações das histórias/estórias destas personagens femininas

O desajuste das personagens femininas nas peças A streetcar named desire e The glass menagerie de Tennessee Williams
Ângela Mara Rubel Fanini

fanini@cce.ufsc.br

Escolhemos duas personagens femininas para investigar: Laura e Blanche das peças nte considerado e sua obra tem sido alvo de muitas análises literárias. Este ensaio pretende ser uma contribuição a mais para a discussão que essas obras têm propiciado. A partir de uma abordagem sociológico-literária, levantamos algumas hipóteses que explicariam por que ocorre o desajuste das personagens femininas. Essas hipóteses nos levam a ver que esse descompasso é proveniente do conflito existente a concepção e prática de vida das personagens teleguiadas pela delicadeza, timidez e romantismo e o meio racional, objetivo, individualista e darwinista social em que elas tentam transitar, mas se encontram fora do centro. As peças, escritas entre os anos 30 e 40, ainda permanecem vivas tanto pela qualidade literária e simbólica quanto pela atualidade do tema: o desajuste de alguns em um meio darwinista social que ainda impera em nossa sociedade contemporânea
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