Tela de Vera Sabino que compõe  o painel inspirado nas paisagens da Costa da Lagoa e no cotidiano do povo ilhéu

 


Coordenadora: Eliana de Souza Ávila
avila@cce.ufsc.br

Plá y la Mutación Social del Paradigma Moderno
Dora Angélica Segovia de Rodrigues

dora@cce.ufsc.br

Deseamos presentar una introducción a la obra de la escritora, artista plástica, periodista, investigadora, dramaturga, sobretodo poetisa, Josefina Plá. Este ensayo comenta la cuestión de la mutación en el debate entre la modernidad y la pos-modernidad en el núcleo arte-sociedad. La historia cultural paraguaya ha sido revisada por la escritora canaria, entre los aspectos más relevantes de esta obra teórica están el ñanduti (una labor que simboliza el país) y el yopará un estado terciario del bilingüismo nacional. Algunos cuentos de la categoría "el dintorno y sus gentes" fueron analizados para justificar como el foco narrativo en Plá es el compromiso de un discurso asumido dentro del género del realismo crítico.

(Novas) Cartas Portuguesas: mulher e nação revisitadas
Claudiany da Costa Pereira

dini.poa@zaz.com.br

O testamento sentimental expresso por Mariana Alcoforado, as Cartas Portuguesas, figura entre os importantes legados da literatura amorosa, seja pela exploração da forma epistolar, ou pelo lirismo apaixonado. É, sem duvida, nas epístolas da monja de Beja, que a Literatura e a sociedade Portuguesa encontram o embrião do que seria mais tarde a luta pela libertação feminina. Tal questão é revisitada três séculos mais tarde, através da "escrita cúmplice", que originou as Novas Cartas Portuguesas, de Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa. O trabalho que segue pretende, portanto, discutir tais obras, à luz das teorias de Benedict Anderson, Elaine Schowalter e Linda Hutcheon.

Identidades: quando mulher e nação se fundem no discurso literário (uma apreciação d'O Vale da Paixão de Lídia Jorge)
Miriam Denise Kelm
miriam.k@zaz.com.br

No discurso literário português de autoria feminina, mais especialmente nos últimos 50 anos, verifica-se a fusão de duas categorias conceituais possíveis, abrangidas pelo termo identidade: mulher (e as micro-relações em que se insere) e nação (auto-delimitando-se nas macro-relações). Inserindo-se na área de estudos contemplada pela Literatura Portuguesa contemporânea, a comunicação tem por fim abordar alguns dos modos pelos quais História e Gênero são representados, ficcionalmente, na mais recente obra da autora Lídia Jorge: O vale da paixão, de 1998.

"Cartografias, Contra-legendas e Saberes Insurgentes"
Susan Aparecida de Oliveira

susan@cce.ufsc.br

Pretende-se observar que, ao se tratar da escrita da cultura, o questionamento das relações espaciais estabelecidas discursivamente - dada a sua função como aporte teórico imprescindível e da sua força elocutória - inspira novas políticas contra-hegemônicas de textualização, articulando outras referências espaço-temporais muito particulares, intersticiais, locais e conjunturais, e configurando assim, novas cartografias inscritas por diversas práticas culturais. Levando em conta questões de demanda social como diferenças e experiências, este questionamento, que pretende desarmar as teorias dos efeitos geopolíticos das cartografias ocidentalistas e seus desenhos globais, pode conduzir à crítica não só dos efeitos, mas também da natureza da própria cartografia como investidura do poder escritural, ou seja, enquanto instrumento gráfico de uso irrestrito e recorrente nas representações do real.

"Pink Dog" de Elizabeth Bishop:um poema que recusa fronteiras nacionalistas e de gênero
Eliana de Souza Ávila

avila@cce.ufsc.br

Intelectuais e acadêmicas feministas (Spivak, Patai) vêm ressaltando as contradições sistir a discursos de desigualdade, tais práticas pedem rearticulações desses discursos em novas estratégias de resistência. Este trabalho examinará a rearticulação do discurso anglocêntrico no poema 'brasileiro' da norte-americana Elizabeth Bishop, "Pink Dog". Meu propósito é argumentar que, ao ser marcado por perspectivas culturais brasileiras, o poema recusa construções monolíticas de identidade e gênero; e que o poema constrói identidades heterogêneas e contingentes, irredutíveis à representação.



Esta página foi desenvolvida por Rita Maria Xavier Machado e Anacris de Oliveira