Tela de Vera Sabino que compõe  o painel inspirado nas paisagens da Costa da Lagoa e no cotidiano do povo ilhéu

 


Coordenadora: Maria Lúcia Tiellet Nunes
flamotta@bol.com.br


"É luxo!": Algumas drags e outras histórias de carnaval na Ilha de Santa Catarina
Anna Paula Vencato

anna@cfh.ufsc.br

Esse trabalho apresenta dados preliminares, coletados em observações realizadas e depoimentos registrados acerca das drag queens que participam dos carnavais de rua que acontecem no centro da capital catarinense. O período observado compreende o que vai dos anos de 1997 a 2000. A abordagem gira em torno das roupas e maquiagens que usam, o fenômeno da visibilidade, a violência com que por vezes têm que lidar, além de uma descrição dos diversos grupos e sujeitos que circulam por aquele espaço, bem como do espaço em si. Nesse sentido, utilizando categorias oriundas dos estudos de gênero, busca compreender as drag queens e sua transcondição dentro dessa situação específica que é o carnaval.

Cazuza: O tempo não para
Jussara Bittencourt de Sá

Esta dissertação aborda o vídeo O tempo não pára com Cazuza, dirigido por Luís Gleiser em 1992. A partir das imagens em movimento de alguns momentos dos shows que compõem o vídeo, tenta-se apreender e analisar as significações das performances e composições de Cazuza, observando-se a sedução das imagens do corpo com sinais da doença AIDS manifestos, em contraste com números em que seu corpo apresenta-se ainda sadio, bem como das imagens de seu corpo sadio nos clipes das canções. As performances de Cazuza são, ainda, analisadas levando-se em conta sua manipulação/utilização pela indústria do espetáculo. Elabora-se também uma leitura das letras de algumas canções, para que se privilegia a contaminação pelo vírus da AIDS como chave intertextual.

Amor Sem Vergonha
Luiz Fernando Neves Córdova

Este trabalho é fruto de um estudo de caso com casais de gays e lésbicas, moradores de uma antiga freguesia do município de Florianópolis. Para tanto, realizou-se uma etnografia do lugar, bem como entrevistas em profundidade com oito sujeitos, com o objetivo de analisar os modos de vida e estratégias de conjugalidade que constituíram para si ao longo de suas trajetórias. Tratam-se de sujeitos que norteiam suas relações sociais e amorosas a partir de modelos e valores tradicionais, baseados no ideal do amor romântico, apoiado em padrões acentuados de fidelidade, honestidade e lealdade dos parceiros na união conjugal. As relações sociais que estabelecem com os moradores nativos do local onde vivem são pautadas em vínculos de trocas solidárias e discrição quanto à orientação sexual. A preservação da intimidade nos limites da moradia e das relações com o grupo de pares mantém estes sujeitos "protegidos" dos preconceitos que usualmente os atingem quando sua orientação sexual é "revelada".

Autonomia e Submissão e a Afiliação Amorosa Por Pessoas do Mesmo Sexo
Maria Lúcia Tiellet Nunes et alli

tiellet@pucrs.br


Diversas fases e graus de dependência são vividos até que se atinja autonomia e autodeterminação. Entrevistas com quatro pares de pessoas com afiliação afetivo-sexual por pessoa do mesmo sexo revelam as dificuldades na vivência de dependência - independência a partir de questões impostas por fidelidade, presença de filhos e a diferença nas necessidades de presença mais constante do parceiro/a em diferentes atividades e circunstâncias. Tais achados são discutidos à luz da psicologia do amor, das homossexualidades e das relações de gênero
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