Tela de Vera Sabino que compõe  o painel inspirado nas paisagens da Costa da Lagoa e no cotidiano do povo ilhéu

 


Coordenadora: Maria Aparecida Crepaldi
crepaldi@cfh.ufsc.br
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Gênero: o que isso tem a ver com saúde?
Maria Lúcia da Silveira et alli
marial@onda.com.br

Os autores apresentam uma proposta de texto didático, preparado para o trabalho com profissionais de saúde envolvidos na Estratégia de Saúde da Família, desenvolvida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Nele se apresentam de forma recorrente e em linguagem simples, pontuada por questionamentos e referências ao cotidiano pessoal e profissional, os conceitos ligados a gênero, mostrando como as questões e comportamentos a ele ligados, interferem na prática profissional e podem ser um fator de agravamento de iniqüidades no campo da assistência a saúde.

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Em Família: trabalhando questões de gênero com profissionais de saúde
Maria Lúcia da Silveira

marial@onda.com.br

A Estratégia Saúde da Família, no Sistema Único de Saúde (SUS), pressupõe - entre outras habilidades - a competência cultural para o trato com as famílias e os indivíduos. Para tanto, no Pólo de Formação, Capacitação e Educação Continuada em Saúde da Família do Paraná, vem sendo ofertados alguns cursos e treinamentos básicos visando a sensibilização para temas dessa área (e.g.: concepções de saúde, itinerários terapêuticos, família e gênero). A autora desenvolveu algumas oficinas e cursos especificamente para profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, etc.). Nesta comunicação, comenta a perspectiva dos profissionais, as suas perplexidades diante de temas como identidade de gênero, homossexualismo; as dificuldade em lidar com os deslocamentos dos papéis tradicionalmente atribuídos aos membros de um casal, etc.

Paternidade, Maternidade e Aceitação de Filho Portador de Síndrome de Down
Marcos Augusto Faraco Peressoni

mafperessoni@ig.com.br

Ao conversar com pais de pessoas portadoras de "Síndrome de Down", freqüentemente deparei-me com a afirmação de que os pais aceitam a condição "deficiente" de seus filhos mais rapidamente do que as mães. Tal afirmação se choca com as estatísticas, segundo as quais muitos pais acabam saindo do lar antes do filho completar quatro anos. Nos casais que permanecem, as tarefas de estimulação precoce, o acompanhamento do processo educativo dos filhos compete às mães, enquanto aos pais, competem tarefas mais de socialização no espaço público. A partir de entrevistas realizadas com um casal, pretendo mostrar como a noção de "aceitação" construída pelo discurso do pai ignora essa diferença. Na competências de gênero estabelecidas pelo casal em questão..

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Família e Hospitalização: a experiência de acompanhar o filho
Maria Aparecida Crepaldi

crepaldi@cfh.ufsc.br

Baseando-se em estudos que tratam do tema da separação mãe-criança e em estudos que preocupam-se em discutir a participação de familiares na assistência à criança hospitalizada, este trabalho tem por objetivo caracterizar a experiência de pais em acompanhar o filho durante a hospitalização. Foram sujeitos da pesquisa 40 acompanhantes de crianças internadas em uma enfermaria pediátrica, entrevistados no momento da alta. Os dados foram submetidos a uma análise de conteúdo, de cunho quantitativo e qualitativo, elaborada a partir da sistematização de categorias temáticas. Os resultados mostraram que as famílias vêem aspectos positivos (apoiar o filho, acompanhar sua evolução, observar as rotinas, ficando mais tranqüilos) e negativos (conciliação entre trabalho, atividades domésticas e familiares, e permanência no hospital) na experiência de acompanhar.



Esta página foi desenvolvida por Rita Maria Xavier Machado e Anacris de Oliveira