Tela de Vera Sabino que compõe  o painel inspirado nas paisagens da Costa da Lagoa e no cotidiano do povo ilhéu

 


Coordenadora: Luciana Amaral
lamaral@uol.com.br

Narrativas Acerca da Experiência do Câncer de Colo Uterino em Idade Jovem: o significado atribuído à retirada do útero através da histerectomia
Annemarie Janssen
annemarie_j@yahoo.com

Este trabalho diz respeito à pesquisa de campo a ser realizada no mestrado em Antropologia Social da UFSC, junto a mulheres jovens que tenham passado pela experiência do câncer de colo uterino e realizado histerectomia, dentro de uma proposta de rede social. A idéia é centrar a atenção na experiência da doença e tentar perceber de que forma ela foi vivenciada subjetivamente, tendo como questões norteadoras mais gerais as mudanças que ocorreram no que diz respeito à percepção e uso do corpo, à sexualidade - e de como essas mulheres experienciaram a 'cura' que a própria dinâmica da doença impõe: a retirada do útero através da histerectomia. Eixos centrais de discussão: a doença enquanto experiência; a retirada do útero - símbolo, no que diz respeito ao corpo, de feminilidade e fertilidade - as eventuais mudanças que possam ocorrer nos papéis sociais, nas práticas afetivo-sexuais, na percepção e uso do corpo - e a expressão do vivido, que emerge nas narrativas acerca da experiência da doença.

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Mulher e Saúde Mental: a constituição do sujeito nas relações de gênero
Gianine Sandr
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gianine@zipmail.com.br

A relevância em investigar a temática da saúde mental das mulheres tem a ver com o fato de que estas são as maiores consumidoras de terapias e serviços assistenciais; são quem mais procuram atendimentos em postos de saúde e ambulatórios. Nos estudos desenvolvidos pela psicologia e ciências médicas, todavia, falta uma leitura da saúde mental inserida nos processos históricos, sociais, econômicos, ou seja, contextualizada nos múltiplos entrecruzamentos que vão configurando os modos de adoecer desde uma perspectiva que explique as vicissitudes da construção social da subjetividade feminina, isto é, sob um recorte de gênero. A condição feminina de gênero, que se apresenta como estrutura objetiva no campo das relações, mediará a relação das mulheres com o mundo, com o seu próprio corpo e a constituição do sofrimento psíquico das mesmas.

Menopausa: crise de produção
Luciana Amaral

lamaral@uol.com.br

Partindo da menopausa, evento associado ao envelhecimento e universal para todas as mulheres em torno dos cinqüenta anos, a autora discute o conceito da OMS que afirma ser uma doença. Discorre sobre modelo biomédico, que trata a menopausa como uma doença de privação hormonal, critica sua conseqüente medicalização, concorrente produção de hormônios pela indústria farmacêutica e estímulo, quase imposição do seu consumo. Salienta a relação enganosa que se estabelece entre a juventude, um corpo mais belo e saudável e o uso, quase indiscriminado, dessas substancias, os hormônios, e aponta para a ausência das vozes, da possibilidade de decisão sobre seu corpo, e da subjetividade nesta fase da vida..



Esta página foi desenvolvida por Rita Maria Xavier Machado e Anacris de Oliveira