Tela de Vera Sabino que compõe  o painel inspirado nas paisagens da Costa da Lagoa e no cotidiano do povo ilhéu

 


Coordenadora: Aglair Maria Bernardo
aglair@ig.com.br

Corpos alinhados e desalinhados
Aglair Maria Bernardo

aglair@ig.com.br

Este trabalho procura problematizar questões relativas à produção de imagens de corpos de mulheres no universo dos serviços telefônicos de disque-sexo. O fato de os usuários destes serviços não interagirem em um contexto face a face permite-lhes trafegarem livre e desejosamente nas linhas produzindo imagens que rompem com fronteiras historicamente estabelecidas na ordem do tempo, do espaço e das necessidades. O desacoplamento de corpos, a circulação atomizada, fragmentada, a multiplicação de imagens, a simulação, a programação das fantasias, colocam, em meu entendimento, questões significativas sobre a multitude de sistemas maquínicos processadores e articuladores do desejo que emergem nas sociedades contemporâneas.vv

Garotas Adolescentes, Música e Identidades Juvenis
Elisabethe Maria Garbin

emgarbin@terra.com.br

Apresento uma investigação em andamento que busca delinear aspectos da constituição de identidades juvenis através da análise de chats (salas de bate-papo sobre música na Internet). Parto do referencial teórico dos Estudos Culturais que apontam a fragmentação e a instabilidade das identidades na pós-modernidade e de estudos sobre música e gênero, buscando entender de que formas tais identidades são trazidas e concomitantemente constituídas nos chats. Especificamente nesta comunicação focalizarei como a dimensão de gênero implica ou não diferenças em tais identidades, considerando que o mundo do rock and roll - temática dominante em tais chats - tem sido um campo predominantemente masculino.

O Discurso da Propaganda: a mulher en-cena
Maria Aparecida Alves Pereira

pereira@sinos.net

Como se dá a construção da mulher na propaganda hoje? Esta pergunta conduz o tema central do trabalho, que busca descrever e analisar os modos de ser mulher hoje na propaganda. Inscrito no campo da Educação este estudo traz à discussão a problemática da constituição da mulher através de práticas e discursos nas propagandas da revista Nova, no período de 1994 a 1999, concentrando a análise no que dizem, como dizem e como operam esses discursos em relação à mulher. A propaganda constitui um hipertexto construído a partir de vários discursos, saberes, crenças e práticas, que se entrecruzam formando uma espécie de texto educacional para a mulher, no sentido de trazer orientações, conselhos, imposições, prêmios e castigos. Marcada pela hibridização de vários discursos, a publicidade explicita e faz co-existir saberes e crenças comuns e/ou contraditórias entre si. Essa pluralidade faz emergir diferentes modos de constituição da mulher, quanto às mudanças e continuidades em relação ao seu modo de ser e se constituir no mundo, forjando uma nova forma de ser, de fazer, uma nova ética de si. Adotando os discursos da Religião, da Educação, da Psicanálise, da Medicina, do senso comum, de mitos e crenças, a publicidade reúne em um tipo de "mosaico" os saberes que são organizados para orientar e ensinar como a mulher deve cuidar de si para se tornar independente, bonita, sensual, amada e desejada pelo outro e, dessa forma, alcançar a felicidade.

Pedagogia cultural, gênero e sexualidade
Ruth Francini Ramos Sabat

ruthsabat@uol.com.br

A partir do campo teórico dos Estudos Culturais, discuto as representações de gênero e sexualidade na publicidade. A publicidade é um dos artefatos que estão inseridos em um conjunto de instâncias culturais e, como tal, funciona como mecanismo de representação, ao mesmo tempo em que opera como constituidor de identidades culturais. Muito mais do que seduzir o/a consumidor/a, ou induzi-lo/a a consumir determinado produto, tais pedagogia e currículo culturais, entre outras coisas, produzem valores e saberes; regulam condutas e modos de ser; fabricam identidades e representações; constituem certas relações de poder. Utilizando a semiótica barthesiana, analiso em imagens publicitárias as representações de gênero e sexualidade. Neste contexto, argumento que existem formas determinadas de pedagogia e de currículo sendo operadas em diversas instâncias sociais, por diferentes artefatos culturais.

Pornografia infantil na Internet: violência sexual ou pornografia?
Tatiana Savoia Landini

tatalan@uol.com.br

O presente texto tem como objetivo discutir a difusão da pornografia infantil na Internet. Argumento que uma possível explicação para o aumento desse tipo de troca seja o não entendimento, por parte dos internautas, de que a pornografia infantil é uma forma de violência sexual contra a criança. Essa visão é engendrada pelas especificidades que tornam a Internet um espaço singular de troca desse tipo de material e a diferenciam de outros meios de troca, permitindo que a pornografia infantil seja entendida como uma dentre outras formas de pornografia.
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