Tela de Vera Sabino que compõe  o painel inspirado nas paisagens da Costa da Lagoa e no cotidiano do povo ilhéu

 


Coordenadora: Cristina Scheibe Wolff (História - UFSC)
cwolff@mbox1.ufsc.b

Movimentos de Mulheres Agricultoras. Terra e Matrimônio
Maria Ignez S. Paulilo (UFSC)
paulilo@cfh.ufsc.br

O objetivo deste trabalho é ver como a exclusão das mulheres rurais do acesso à terra por ocasião da partilha por herança é vista pelas próprias mulheres. Foram entrevistadas tanto não-militantes, como pertencentes a três diferentes movimentos: Sindicalismo, Movimento dos Sem-terra (MST) e Movimento de Mulheres (MMA). Percebemos que há uma diferença profunda entre as mulheres ligadas ao MMA e as ligadas aos outros dois movimentos quanto à representação que fazem das categorias classe e gênero. Para as sindicalistas e as pertencentes ao MST, as questões de classe de alguma forma contém as de gênero, pois as mulheres são um exemplo da classe trabalhadora como um todo. Para as militantes do MMA, as mulheres são uma exceção que deve ser vista em toda sua especificidade. Esta diferença provoca outras, e não só relativas à maneira de fazer política, mas também quanto às metas a serem atingidas.

As Mulheres e a Economia da Floresta no Alto Rio Juruá
Cristina Scheibe Wolff (História - UFSC)

cwolff@mbox1.ufsc.br
Mariana Ciavatta Pantoja Franco (Doutoranda em Antropologia - UNICAMP)
mariana@obelix.unicamp.br

A criação da Reserva Extrativista do Alto Juruá, em 1990, significou o fim do sistema de patronagem vigente na área; e significou também, para os moradores espalhados em seus 500 mil ha de áreas de florestas e rios, a responsabilidade de gerenciar a Reserva mantendo os padrões de preservação e melhorando as suas condições de vida. Entre as novidades que a criação da Reserva trouxe está a maior visibilidade das mulheres, de seu papel e de suas necessidades. O fato é que mesmo de forma invisível, elas desempenham papéis fundamentais para o funcionamento da economia da região. São assim dois os objetivos deste trabalho: 1. descrever e discutir a qualidade da presença mais recente de mulheres na economia do alto rio Juruá; e 2. chamar a atenção para o recorte de gênero na construção de uma nova sustentabilidade na Reserva.

 

 

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