Tela de Vera Sabino que compõe  o painel inspirado nas paisagens da Costa da Lagoa e no cotidiano do povo ilhéu

 


Coordenadora: Claudia J. de Lima Costa (Literatura - UFSC)
clcosta@floripa.com.br

"Ressignificações e Circulação das teorias feministas e de gênero. O campo intelectual brasileiro: escutas e olhares"
Lia Zanotta Machado (Antropologia - UnB)

cipgeral@unb.br

O campo intelectual brasileiro das teorias feministas e de gênero desde os anos setenta até os dias de hoje estabelece simultaneamente como interlocutores privilegiados as produções teóricas francesa e anglo-saxã. Os modos como se concebem as formas de institucionalização de tais estudos nas diferentes disciplinas e em diferentes departamentos ou núcleos erigem como referentes modelos tão diversos como os franceses, americanos e ingleses. Estas reflexões buscam analisar os efeitos paradoxais de um campo que se define mais como antropofágico que antropoêmico, tanto em relação aos saberes disciplinares quanto às suas segmentações internas, como na referência às posições intelectuais críticas aos estudos de gênero. Buscam também mostrar a inversão especular do campo intelectual de gênero face ao campo intelectual como um todo: a predominância dos atores femininos e a preeminência da perspectiva de repensar a sociedade , o estado e o domínio público, através dos recortes até então inusitados da análise de gênero transversais às subjetividades, às emoções e razões, às éticas e às modalidades culturais, realizando e participando assim de novas modalidades de análises teóricas e de posturas críticas à modernidade.

Diálogos del género o cómo no caerse del mapa
Nora Domingues (Univ. Buenos Aires)

ndomingu@filo.uba.ar

Rosi Braidotti trazó en Nomadic Subjects un mapa de las líneas teóricas actuales de la teoría feminista. En él están ausentes las corrientes latinoamericanas que, de acuerdo con este cuadro de situación, podrían ser incluidas de manera lateral. Este trabajo intenta pensar no solo las razones de esa ausencia sino también las dificultades de la teoría feminista latinoamericana de participar de este debate teórico conceptual.
A través de la articulación que propone el título se plantearán dos cuestiones: la posibilidad de sostener una distancia crítica con respecto a las discusiones generadas en otros contextos de producción teórica junto a la necesidad de practicar un debate hacia adentro que retome y reponga los conceptos desarrollados por una tradición de crítica literaria feminista latinoamericana (Masiello, Franco, Molloy, Richards).

Deslocamentos da Identidade: teorizando a violência na Delegacia de Mulheres
Sandra Azeredo (Psicologia - UFMG)

azeredo@fafich.ufmg.br

O argumento central deste trabalho é que teoria e prática são indivisíveis porque não se pode ignorar a dimensão do político ao fazermos teoria. Aqui continuo uma reflexão sobre minha própria trajetória na teoria e prática feministas, publicada no Debate sobre "Gênero, trajetórias e perspectivas" em Cadernos Pagu (1998), enfocando agora o sentido da viagem da teoria, mais especificamente o deslocamento de dois conceitos que têm sido fundamentais em meu trabalho - o conceito de identidade e de sujeito - conceitos relacionados entre si e com os conceitos de mudança e de diferença. Para estudar esses deslocamentos, me apoio na experiência de fazer pesquisa sobre violência na Delegacia de Mulheres de Belo Horizonte, em que fica muito clara a dimensão de meu envolvimento político no processo de teorizar a violência ao me deparar com questões de identidade e de produção de diferença.

"O Feminismo nos Jornais: um olhar aos anos 70/90"
Simone Pereira Schmidt (Literatura - UFSC)

simones@cce.ufsc.br

Preocupado com o tema das "viagens das teorias", ou seja, dos mapas imaginários traçados pelos discursos que informam a cultura no Ocidente contemporâneo, em sentidos norte-sul, sul-norte... descrevendo inusitados percursos e redefinindo fronteiras, este trabalho se propõe a enfocar os modos como o feminismo foi apresentado/representado pela mídia brasileira, particularmente em suplementos culturais de jornais de ampla circulação. Através deste enfoque, pretendo percorrer as mudanças que se vão estabelecendo entre os modos de representação do feminismo em diferentes momentos da história recente do Brasil
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