Tela de Vera Sabino que compõe  o painel inspirado nas paisagens da Costa da Lagoa e no cotidiano do povo ilhéu

 


Coordenadora: Alcione Leite da Silva (Enfermagem - UFSC)
alcionep@nfr.ufsc.br

"Somatofobia: dicotomias e destruição; contribuição da epistemologia feminista à análise da cultura bélica e de sua linguagem privada."
Sônia Terezinha Felipe (Filosofia - UFSC)
felipe@cfh.ufsc.br

Trato neste trabalho da somatofobia, da hostilidade contra o corpo, expressão viva da diferença de raça, classe, sexo ou espécie (Elizabeth Spelman, Carol Adams). As dicotomias tradicionais corpo/alma, razão/sensibilidade, virilidade/fragilidade, hierarquizam e fragilizam o sujeito (Susan Griffin, William Andrew Myers). A mesma epistemologia que, para melhor conceituar, desmembra, divide, distingue e hierarquiza, naturaliza a diferença e produz a falta de sentido político de um ser em relação a outro, abertura para o ataque bélico e sexual (Barbara Andrew, Wirginia Woolf, Mary Wollstonecraft). Conflitos políticos e sexuais são eliminados pela violência, linguagem radical do ser esvaziado do Outro, dicotomizado (Jane Caputi). O que parece determinação biológica resulta, no entanto, do silêncio e da cumplicidade passiva de toda sociedade. (Larry May e Robert Strikwerda

A Violência de Gênero Produzida nos Serviços Públicos de Saúde
Wilza Rocha Pereira (Enfermagem - UFMT)
wilzarp@zaz.com.br

Ao adentrar na área de estudos sobre gênero e saúde, percebi uma significativa ausência da temática da violência produzida dentro dos serviços de saúde, seja por seus profissionais, seja pelas normas e regras caducas que ali existem. A partir dessa constatação, como profissional da área da saúde da mulher, fiz um estudo sobre a questão da violência simbólica a partir do olhar de Pierre Bourdieu, que está presente nas ações de saúde dirigidas à mulher em situação de gestação, parto e puerpério que procura assistência nos serviços públicos de saúde neste momento da sua vida. Concluí que nas relações que se dão entre pacientes e profissionais de saúde, estão presentes elementos pouco palpáveis como o poder, a violência e a dominação simbólicos que vêm contribuindo sobremodo para a invisibilidade da violência presente nas práticas de medicina e de enfermagem, que estudei mais especificamente.

 

Esta página foi desenvolvida por Rita Maria Xavier Machado e Anacris de Oliveira