COMUNICAÇÕES LIVRES

 mesas redondas 
comunicações livres 
mostras e exposições 
inscrição 
contato
comissão organizadora 

 

 

Identidades e representações III
Coord: Maria Aparecida Leite
Local: Auditório do CCE
Data: 9/10/2002



Alder Júlio Ferreira Calado- alderfcalado@yahoo.com.br
Implicações ético-políticas no cotidiano das relações de gênero
O cotidiano revela-se como um complexo nó de relações. Desfiar essa malha implica ter presentes seus múltiplos fios (subjetividade, espacialidade, gênero, geração, classe, etnia, relação com a natureza, com o sagrado...) que, embora distintos, atuam em dinâmica interação. Aqui se enfatizará uma dimensão específica: as relações sociais de gênero, numa perspectiva ético-política transformadora, a partir dos desafios da atual conjuntura marcada por uma extraordinária carga de elementos estruturais. À semelhança dos demais fios do tecido social, as relações de gênero encontram no chão do cotidiano um mostruário eficaz da (in)coerência ético-política dos projetos declarados pelos pólos das relações de gênero.


Ana Paula Martins - anapmrts@hotmail.com
Identidade Feminina: um estudo antropológico sobre mulheres de camada média-alta em Blumenau
Meu trabalho trata de uma investigação a cerca da identidade feminina de mulheres de camada média-alta em Blumenau. A pergunta central foi: "O que é ser mulher no século XXI?" Realizei nove entrevistas abertas semi-estruturadas e participei de dois eventos sociais, além de construir um diário de campo que acompanhou todo processo. Dessa pesquisa resultou o meu TCC que analisa questões e relações entre dados sobre identidade de gênero, sexualidade, trabalho e camada social.


Juliana Gonzaga Jaime - juliana.jayme@terra.com.br
Gênero e identidade hoje: em algum lugar é possível uni-los?
Minha proposta é pensar a relação entre Gênero e Identidades. Embora atualmente muitas das reflexões sobre gênero apontem para o fato de que, antes de referir-se a identidades, essa categoria aponta para as relações sociais, entendo que a contraposição à identidade refere-se àquela formulação reificada do conceito. Numa perspectiva relacional de gênero, então, a crítica seria a uma identidade feminina, por exemplo, que emergisse no fato de "ser mulher". Compreender o gênero através de uma abordagem relacional é perceber que essa categoria refere-se a outras interações sociais, que é uma complexidade e não uma totalidade, podendo afirmar identidades que se formulam consoante o contexto. Nesse sentido, parece ser possível uma reflexão que passa pelo gênero, mas também pela identidade, especialmente se pensarmos ambas as noções a partir da idéia de partilha de significados.


Luiz Belmiro Teixeira - heatchiff@bol.com.br
O processo de formação do sujeito na modernidade: uma perspectiva de gênero
Este trabalho se propõe a discutir as teorias sociológicas a cerca da modernidade, e sua abordagem do processo de formação do sujeito, a partir de uma perspectiva de gênero. Pretendo demonstrar a parcialidade de alguns autores no tratamento da questão,e as eventuais contradições de seus trabalhos, desde Marx e Weber,passando por Louis Dumont,e chegando a Alain Touraine e Anthony Giddens.Estes problemas decorrem de que sua narrativa da modernidade é formulada a partir das experiências de determinados sujeitos, homens de determinada classe social.Autoras que acrescentam uma perspectiva de gênero no estudo da modernidade, são Rita Felski,Carole Pateman,e Maria Rita Kehl.


Nadiá Paulo Ferreira - nadiap@centroin.com.br
O outro-sexo: eis a questão
Falar da diferença sexual, a partir da retomada dos textos freudianos por Jacques Lacan,implica,antes de qualquer coisa,desvincular essa diferença da distinção anatômica dos corpos.Os seres da espécie falante se tornam humanos porque são introduzidos no universo simbólico, reino do significante e suas leis. É nesse sentido que Lacan afirma que o homem está submetido às leis da linguagem.Isto significa que, antes mesmo do nascimento, um lugar já está inscrito por um discurso, que instaura uma significação para a diferença entre os sexos, inaugurando para sempre a discórdia e o mal entendido... Independente do sexo recebido, o ser que fala questiona: O que é ser homem? O que é ser uma mulher? Masculino ou Feminino; eis questão? O que a psicanálise tem a dizer em torno dessas indagações é o objetivo desse trabalho.


Maria Aparecida Leite - mariaaleite@zipmail.com.br
A Casa dos Budas Ditosos: uma leitura
No presente trabalho nos dedicamos a fazer uma análise de A Casa dos Budas Ditosos, romance de João Ubaldo Ribeiro, publicado pela Editora Objetiva na série Plenos Pecados. O pecado sobre o qual João Ubaldo teve que debruçar-se foi o da luxúria. A luxúria é o comportamento desregrado com relação aos prazeres do sexo, a superabundância, o excesso de ardor e a demasiada fogosidade. Esta senhora, que nos conta sobre a sua vida sexual, é exatamente assim: desregrada com relação aos prazeres do sexo, superabundante neste território, tem excesso de ardor e é demasiadamente fogosa. Através dessa narrativa, nos propomos a fazer uma breve análise, com base em conceitos da teoria psicanalítica lacaniana, sobre a lógica fálica, isto é, a lógica do discurso masculino.