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Educação, tecnologia e gênero
Coord:Claudete Amália Segalin de Andrade
Local: Auditório do Centro de Convivência
Data: 09/10/2002


Carla Giovana Cabral -
carla@ctc.ufsc.br
Educação tecnológica + gênero = investigando o caráter situado do conhecimento
A tecnologia empunhou no século XX seu poderio. O desenvolvimento tecnológico instaurado (trans)formou e (de)formou o quotidiano dos indivíduos. O que é natural e o que é artificial? Vale o racional? A engenharia e a educação tecnológica que encerra são bastante responsáveis por uma já não tão nova (des)ordem em que ainda se insiste na lógica positivista de um sujeito neutro. Constitui-se um coletivo de pensamento em que as mulheres são minoria e excluídas dos postos de decisão. Aproprio-me deste cenário para refletir sobre as engenheiras-professoras como parte de um estilo de pensamento onde figuram como sujeitos situados. Penso que a epistemologia feminista pode desnuar o espaço destas mulheres como potencialmente interdisciplinar e mais receptivo às abordagens do campo de estudos Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS), e aqui + Gênero, na educação tecnológica. São reflexões para um modo de educar.


Cristina Tavares da C. Rocha - ctavares@ppgte.cefetpr.br
Marília Gomes de Carvalho
- carvalho@ppgte.cefetpr.br
As duas extremidades dos sistemas de informação e as questões relacionais de gênero
Os Sistemas de Informação (SI) apresentam duas extremidades. Em uma, há o(a)s produtore(a)s de softwares (SW), iniciadores do processo que se desencadeia tanto de informação, de intercâmbio quanto de outras atividades, como programação de portais na Internet, por exemplo. Na outra, há o(a)s usuário(a)s finais dos SI. Este estudo objetiva tecer reflexões a partir das abordagens relacionais de gênero sobre atividades desenvolvidas nessas duas extremidades, visando a detectar se há diferenças significativas entre esse(a)s atores(atrizes) nos cenários digitais no que se refere a produzir x usar as novas tecnologias da informação e da comunicação.


Janine Dornelles Furtado - furtadonine@hotmail.com
Uma análise discursiva sobre gênero em livros didáticos da língua inglesa: qual o papel do professor?
Ao propor uma análise dos discursos veiculados pelos livros didáticos, tenho por objetivo demonstrar o papel fundamental que o professor exerce na construção da formação de uma leitura crítica. Especialmente em livros didáticos de língua inglesa, lugar este que venho focalizando meu corpus de pesquisa, observo uma certa reprodução de valores da ideologia dominante, de preconceitos e de estereótipos. Nesse momento, seria necessário uma reflexão acerca do lugar que o professor ocupa no desenvolvimento do aluno através de leituras questionadoras sobre os discursos dos livros. Essa atitude de desmascaramento do significado real oculta e disfarçada pelo texto do livro, acarretaria a construção de autonomia por parte do educando, ou seja, entraríamos no processo de formação de leitores autônomos. Nesse sentido, cabe ao professor deparar o aluno com situações que ele mesmo tem de resolver, com momentos em que tem de refletir e opinar, criticando, posicionando-se, envolvendo-se, decidindo. Dessa forma, busquei, através de um estudo teórico e analítico, uma forma de denunciar alguns valores presentes na representação social do sujeito feminino.


Joce Daiane Borili - nreali@unoesc.rct-sc.br
Sirlei Anschau
A construção de masculinidades e feminilidades através dos brinquedos
Apesar das lutas democráticas e democratizantes em busca da equidade entre os gêneros, concepções androcentricas e patriarcais ainda estão fortemente ativadas. Meninas e meninos estão sendo fabricadas/os nos mais tradicionais moldes de submissão e subserviência. Uma estratégia fundamental para minimizar os efeitos modeladores desta cultura implica em desconstruir as micro técnicas que este poder elabora e distribui. Este estudo tem como principal objetivo analisar a generificação das identidades culturais de meninas e meninos através dos brinquedos. A pesquisa procura analisar o formato, a exposição, a quantidade e o significado educativo e generificador presente nos brinquedos infantis.


Teresa Cristina Nascimento - teresacn@ig.com.br
O potencial da educação tecnológica com mulheres em geração de renda: rodeadas de linguagem, gerando conhecimento
O trabalho objetiva conhecer o potencial da educação tecnológica nas experiências de geração de renda, desenvolvidas por mulheres de baixa renda no âmbito do trabalho informal, em Curitiba e Região Metropolitana. O assunto é instigante a partir do momento em que o desemprego vem trazendo transformações no espaço reprodutivo. A metodologia adotada foi a pesquisa qualitativa e a entrevista semi-estruturada foi escolhida como técnica da pesquisa. Delineando o referencial teórico, partiu-se para a identificação das representações que as mulheres têm sobre o trabalho,compreensão das interações entre elas e apreensão das possíveis mudanças no cotidiano. Concluiu-se que é possível a parceria entre a educação tecnológica e as experiências das mulheres, constituindo cidadãs e empreendedoras.


Claudete Amália Segalin de Andrade - claudetesegalin@yahoo.com.br
Leitura de literatura: uma questão de gênero?
Neste trabalho pretendo discutir a questão do gênero pelo viés da leitura. Para tanto, analiso a recepção e as condições em que se promove a leitura, a partir de observações do cotidiano da sala de aula e de constatações verificadas durante entrevista sobre leitura de literatura com alunos recém ingressados nos cursos de Pedagogia e de Engenharia de Materiais, da UFSC, no ano de 1999. As informações constantes nesse material apontam para mudanças no consumo de leitura e para aspectos novos em relação à formação do leitor/a contemporâneos. Que mudanças se apresentam e em que medida são conseqüências do trabalho desenvolvido pela escola, constituem algumas das questões que pretendo refletir aqui.