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Infância e gênero
Coord: Mauricio Roberto da Silva
Local: Sala Henrique Fontes - BU
Data:9/10/2002



Paula Regina Costa Ribeiro - pribeiro@vetorialnet.com.br
Pedagogias escolares: o entrelaçamento das identidades de gênero e sexuais
Neste trabalho, analiso narrativas de professoras sobre suas vivências em sala de aula envolvendo sexualidade, a fim de conhecer os discursos e as estratégias que atuavam na constituição da sexualidade das crianças através das pedagogias escolares. As narrativas mostram como as práticas escolares integram os processos de construção das identidades de gênero e sexuais, especialmente do masculino, em que os comportamentos anormais, aqueles que fugiam aos padrões instituídos como hegemônico para cada gênero, foram utilizados como marcadores do masculino. Nessas experiências, as professoras utilizaram-se de diferentes estratégias as conversas com os alunos e a mãe; a nomeação como "bichinha" para, ao trazerem os corpos "desviantes" para a normalidade, enquadrá-los no padrão masculino e heterossexual.


Paula Regina Costa Ribeiro - pribeiro@vetorialnet.com.br
Guiomar Freitas Soares - guifreso@mikrus.com.br
A inscrição das identidades de gênero nos corpos de alunos/as
Este trabalho busca analisar experiências vivenciadas por professoras das séries iniciais do Ensino Fundamental, a partir do trabalho que realizaram em suas salas de aula sobre as identidades de gênero. Estas experiências tornaram visível o funcionamento de diversos atributos sociais definidores de masculinidade e feminilidade, comportamentos, falas, gestos, condutas e posturas, que ao serem inscritos nos corpos passam a ser tidos como próprios da essência do homem e da mulher. Assim, na escola, pudemos ver atuando alguns elementos sociais como, por exemplo, as filas de alunos/as, as atividades físicas, as brincadeiras e brinquedos, determinadas maneiras de sentar e de agir, até a habilidade para o aprendizado de determinada disciplina para o menino ou para a menina.


Renata Farias de Felippe - renata.felippe@bol.com.br
Sem título
Em nossos dias o amor materno é visto como elemento de espontaneidade incontestável, o que leva a refletir sobre as diferenças com as quais a visão da figura materna, e, por extensão da infância, foram encaradas através dos tempos. A partir do texto memorialístico Infância, de Graciliano Ramos, viso a discussão a respeito do mito do amor materno, bem como considerar a forma com a qual a figura da mãe se apresenta no memorialismo brasileiro. Espero que tal análise desperte o interesse em discutir o que há de inato e imposto no ideal de maternidade contemporâneo, ideal este que percorreu uma longa trajetória até atingir a forma que hoje conhecemos.


Rosane Maria de Godoy - rosanegodoy@hotmail.com
"Tenho um caso de um menino efeminado": estereótipos de gênero no campo da educação
Este trabalho contempla algumas reflexões a partir de minha escuta enquanto professora do Curso de Pedagogia (Ed. Infantil e Séries Iniciais do Ensino Fundamental), no que diz respeito à temática sexualidade. Nos relatos de minhas alunas (professoras) sobre a construção do que é ser menino e menina em nossa sociedade, têm chamado a atenção falas como: "É normal um menino querer ser menina?"; "Não tem problema um menino querer colocar roupas de menina?"; "Na hora do brinquedo alguns meninos querem brincar de boneca"; "Tenho um caso de um menino efeminado". Os relatos deixam claro que educadoras/es têm tido dificuldades em lidar com estas diversidades, o que torna estereótipos e preconceitos de gênero difíceis de serem revistos e fazem da escola um local de perpetuação dos mesmos. Neste sentido, penso que devemos contemplar tais temas na formação das/os educadoras/es, permitindo mudar este olhar e a postura diante da questão.


Sônia Lima de Carvalho - sonli@bol.com.br
Ensino público fundamental em contexto de exclusão social: representações e situações de fracasso escolar de meninas-Feira de Santana - BA - Brasil, 2000
A pesquisa sobre situação de fracasso escolar de meninas no Ensino público fundamental em contexto de exclusão social insere-se no campo da Educação Especial, através do conceito de Necessidades Educativas Especiais e se apresenta como um novo desafio da educação Especial: o compromisso de elevar e garantir educação de qualidade a todos, tendo como princípio o respeito a diversidade e a inclusão social. O estudo foi realizado no ano de 2000, na cidade de Feira de Santana, estado da Bahia, Brasil. Este estudo de natureza de natureza qualitativa de caráter descritivo, teve como objetivo descrever as situações de fracasso escolar de meninas de famílias chefiadas por mulheres e analisar as influências das representações de gênero e educação, através dos estudos de casos de cinco meninas. Destes casos, três foram consideradaos casos de situação de fracasso escolar e dois casos de êxito como contraponto ao estudo. A correlação do objeto com as relações de gênero como incorporação doHabitus marcado pela exclusão social foi o recorte princípal deste trabalho. Para contribuir na mudança da realidade estudada, foi elaborada uma estratégia de intervenção, cujo suporte teórico baseia-se no modelo de Diagnóstico de Vigotsky, onde a interdisciplinaridade é o método e postura científica adequada para integrar a escola, família e comunidade na prevenção das situações de fracasso escolar no bairro Lagoa. Encantada.


Maurício Roberto da Silva - mauran@uol.com.br
O trabalho e o lúdico das meninas-mulheres e das mulheres-meninas da zona da mata canavieira pernambucana
O objetivo deste trabalho é investigar as imagens da vida cotidiana do trabalho e e da cultura lúdica das meninas trabalhadoras empobrecidas dos canaviais de Pernambuco.O eixo tórico-metodológico foi construído á luz dos pressupostos da Sociologia da Vida cotidiana(Lefebvre, 1950 e Heller, 1994), através dos seguintes instrumentos de coleta de dados: entrevistas,, fotografia e poesia e observação. Os resultados provisórios apontam, de um lado, a perversa realidade do trabalho precoce, conformismo e a alienação; e de outro, a transgressão e resistência expressados através dos jogos e outros conteúdos culturais do lazer.