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Presença feminina na literatura de língua inglesa
Coord: Mairim Linck Piva
Local: Sala de reuniões 6 - CCE B
Data: 10/10/2002



Ana Cecilia Acioli Lima
- cecilialima@ofm.com.br
As (trans)formações das identidades e o corpo enquanto disfarce, em The Power Book, de Jeanette Winterson
No presente trabalho, pretendo discutir e analisar as possibilidades de (trans)formação das identidades de gênero, através de (trans)figurações do corpo, exploradas por Jeanette Winterson na sua narrativa. A partir do questionamento em torno dos limites da nossa percepção do real, que norteia grande parte de seus romances, pretendo discutir, também, o corpo enquanto uma possível "irrealidade", ficção e/ou disfarce, na tentativa de aprofundar a discussão acerca do quê ou de quem constrói o nosso corpo, e do que somos em relação a ele.


Carla Denise Grüdtner - ipsisverbis@yahoo.com
A mulher construindo a subjetividade através do quilt
Trata-se da análise literária do conto 'Everyday Use' de Alice Walker como Trabalho de Conclusão de Curso de Letras. Seu objetivo foi identificar os valores implícitos na disputa por duas colchas de retalhos entre mãe e filha. Texto de 1973, retrata o crescimento do feminismo, a luta pela igualdade entre brancos e negros, a popularização do islamismo e a redescoberta dos quilts nos Estados Unidos, nesta época. A pesquisa realizada foi do tipo bibliográfica e revelou uma crítica àqueles movimentos históricos e um germe do que viria a ser o conceito 'womanista' dez anos mais tarde. Contrário ao feminismo radical, este vê a mulher como ser total que deve preservar as suas raízes culturais. Num jogo de intertextualidade entre trama de tecidos e texto escrito, realidade e ficção trabalham juntas na construção dos significados.


Cleide Antonia Rapucci - rapucci@assis.unesp.br
A busca da identidade feminina nos Contos do Japão de Angela Carter
A escritora inglesa Angela Carter (1940-1992) escreveu certa vez que no Japão aprendeu o que significa ser mulher e se tornou radical (Nothing Sacred, 1982). Em sua primeira coletânea de contos, Fireworks (1974), encontram-se três contos que poderíamos chamar de a trilogia do Japão: A Souvenir of Japan, The Smile of Winter e Flesh and the Mirror. Nesses contos, a trama é bastante diluída e predomina a enunciação. A voz feminina que narra em 1a pessoa está em busca de sua identidade, o que torna o motivo do espelho constante nesses contos. Temos aqui uma narradora que não aceita a condição feminina com a qual se defronta: a mulher como estrangeira (gaijin), aquela que ocupa o espaço de dentro (okusan) e que, para onde quer que vá, sempre acabará sendo passada pela calandra (Nothing Sacred).


Maria Eloisa Zanchet Scrozynski - eloisasr@fesau.psi.br
A trajetória de Edna Pontellier: um rito de iniciação às avessas
Este trabalho propõe uma leitura simbólica do romance norte-americano "The awakening", de Kate Chopin,1899. Partindo das considerações teóricas de Mircea Eliade, em sua obra "O sagrado e o profano", o estudo analisa a personagem principal, Edna Pontellier, discutindo sua trajetória como um rito de iniciação "às avessas", uma vez que o simbolismo de sua ressurreição não corresponde a um retorno à vida, mas se dá pela morte.O trabalho enfoca: a)a recepção da obra no contexto de sua época, responsável por mais de meio século de anonimato que envolveu o romance, devido a temas polêmicos que aborda, como a busca da individualidade feminina, o erotismo, os preceitos morais e culturais existentes etc; b) um rápido resumo do romance; c)e, o percurso vital da personagem como um rito iniciático,"às avessas", da busca desenfreada pela liberdade.


Noélia Borges de Araújo - nolly@zaz.com.br
Munira H. Mutran
Irlanda e Espanha: o encontro de culturas e o processo de construção de identidades femininas nos romances de Kate O'Brien
As personagens femininas na obra de Kate O’Brien assumem posições em relação à história e à política, não apenas dentro do contexto da Irlanda, mas também no âmbito internacional. A subversão de padrões rígidos de identidade nacional e de gênero, entrecruzada com valores estéticos modernistas desafia as ortodoxias e assenta a estética feminina numa situação problemática. Proibição e transgressão de normas sociais e morais vigentes freqüentemente se associam a escolha entre o local de origem e o estrangeiro. A transgressão e a marginalização ganham, portanto, amplo espaço na estrutura dos romances da escritora irlandesa. Este trabalho tem a pretensão de investigar como O’Brien dialoga com a tradição e com outras culturas, particularmente a espanhola, levando-se em consideração a recorrência de elementos diaspóricos no tratamento do estranho, do marginal, aliados aos deslocamentos geográficos e psicológicos das personagens em relação ao centro, ou seja, à sua própria cultura.


Mairim Linck Piva - mairim@vetorialnet.com.br
Jane Eyre - um olhar feminino?
Jane Eyre, romance de Charlotte Brontë, publicado em 1847, surgiu inicialmente sob a assinatura masculina de Currer Bell, porém, o nome de Charlotte Brontë foi logo descoberto e aceito pelo cânone literário da época, predominantemente masculino. Os pontos de vista, expressos no livro, no que concerne, por exemplo, à opinião feminina acerca de determinados valores sociais como diferenças econômicas, de comportamento e de classes sociais, assim como relativos a instituições como casamento e religião, e discussões subjacentes sobre amor, paixão e liberdade, que aparentemente foram aceitos pelos literatos da época, compõem o foco dessa análise que pretende compreender a inserção da obra no universo literário de seu tempo.