COMUNICAÇÕES LIVRES

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Gênero e família II
Coord:Silvia Maria Favero Arend
Local: Sala 330 - CFH
Data: 10/10/2002



Adriana Schmidt Bolda
- bolda@intergate.com.br
Mônica Terezinha Marçal - monicamarcal@hotmail.com
Vivência feminina no morro e na praia: pistas, vozes, semblantes
Com um conjunto de vozes e imagens,usamos as mesmas como instrumento de um enfoque onde o relato de histórias de vidas foram utilizados em dois lugares sociais distintos: o morro e a praia. Buscamos rastrear as memórias e os sentimentos que estão explicitadas por corpos de mulheres,através do relato de práticas vivenciadas na infância,na juventude e na constituição da família. Um vir a ser que se faz numa relação de cada dia, na identidade, na construção da imagem do feminino.


Cássia Maria Carloto - ccarloto@uol.com.br
As políticas focalizadas de combate à pobreza dirigida às famílias têm uma perspectiva centrada nos papeis tradicionais da mulher dentro do lar e da família. A grande maioria das políticas enfocam seus papeis de esposas e mães dentro da divisão sexual do trabalho. As mulheres são tratadas como receptoras passivas mais que participantes ativas sendo a criação dos filhos e seu papel mais efetivo em todos os aspectos do desenvolvimento econômico. Através do papel de mãe, a mulher de baixa renda tem sido um dos alvos primordiais para melhorar o bem estar da família, especialmente das crianças .A principal estratégia é a entrega direta de bens ou atividades de capacitação que reforçam as habilidades consideradas adequadas as donas de casa e mães não trabalhadoras. Exemplos de programas sãos o de provisão direta de alimentos, os programas de planejamento familiar e mais, recentemente, o programa bolsa-escola, que exige que seja a mãe a responsável pelo recebimento do beneficio. Reforça-se a perspectiva instrumentalizadora dos papeis tradicionais de gênero e não uma perspectiva emancipadora de combate às desigualdades de gênero.


Gláucia de O. Assis -galssis@hotmail.com
Gustavo Berni Gomes - f6gbg@udesc.br
De Criciúma para o mundo: uma genealogia das famílias migrantes para os EUA e Itália
Pesquisas recentes têm demonstrado a importância das mulheres nos fluxos migratórios contemporâneos como articuladoras de redes sociais na migração. Estas redes familiares e de parentesco são fundamentais tanto para aqueles que pretendem empreender a aventura de migrar quanto para auxiliar nos momentos da chegada no local de destino. Desta forma pretende-se demonstrar, através de uma discussão teórica de dados de pesquisa de campo, realizada em Criciúma (SC) e nos EUA, os re-arranjos familiares e de gênero na migração.


Maria Aparecida Fleury Costa Spanger - cidaspanger@yahoo.com.br
O lugar das herdeiras no processo sucessório das empresas familiares - um estudo de caso em Curitiba
Esta pesquisa tem por objetivo identificar o lugar das herdeiras no processo de sucessão de empresas familiares, conhecer as regras que norteiam este processo e identificar os fatores que influenciam o acesso ou não das herdeiras ao comando das empresas. A motivação para esta pesquisa partiu da constatação do reduzido percentual de mulheres em cargos de mando nas organizações em Curitiba, inclusive nas empresas familiares, espaço que, a priori, seria mais fácil de conquistar pela herança. Utilizou-se, para o referencial teórico, conceitos de gênero, em uma perspectiva política, o papel da família brasileira na constituição dos papéis sociais para o sexo feminino e masculino, cultura organizacional e cultura da empresa familiar. A empresa selecionada para a pesquisa é do ramo de alimentos, sediada em Curitiba, com vários processos de sucessão já realizados. A metodologia escolhida foi o enfoque qualitativo, através de entrevistas semi-estruturadas, com as herdeiras.


Mary Alves Mendes - mryam@uol.com.br
Mulheres chefes de família: da sobrevivência à autonomia
A crescente participação feminina na esfera do trabalho traz à tona uma situação cada vez mais freqüente na sociedade em geral, trata-se da mudança de gênero no tocante à manutenção da família. As estatísticas revelam que 24,9% das famílias brasileiras são chefiadas por mulheres. Parcela significativa desse percentual advém das camadas pobres indicando que o crescimento da presença das mulheres no mercado de trabalho, bem como a condição de chefes de domicílios não significa apenas uma evidência de emancipação feminina, mas também de desigualdades sociais. Nesse sentido, pretende-se mostrar a condição da chefia feminina em camadas pobres na cidade do Recife, considerando aspectos relacionados às atividades desenvolvidas e às relações de gênero constituídas, conservadas e alteradas sob a condição da chefia.


Silvia Maria Favero Arend - silvia@newsite.com.br
A Escolha de Sofia: filiação adotiva, relações de gênero e exclusão
No Brasil, ao longo do século XX, mães e pais provenientes dos grupos populares urbanos transferem ou doam os seus filhos para as famílias oriundas da classe média. Os institutos jurídicos da guarda, da destituição do pátrio poder e da adoção são estratégias utilizadas por essas pessoas visando sobretudo a sobrevivência das crianças e dos jovens. Nesta pesquisa, através dos autos produzidos pelo Poder Judiciário em Florianópolis (SC), entre 1935 e 1980, buscamos conhecer a relação existente entre a filiação adotiva e as relações de gênero. Observamos que as mudanças operadas nestas práticas no período estudado estão vinculadas em grande parte às representações de gênero e trabalho infantil vigentes na sociedade brasileira.