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Mídia, poder e cultura
Coord: Maria do Socorro B. Barbosa
Local: Sala 331 - CFH
Data: 10/10/2002



Aleksandra Piasecka-Till
- piasecka@yahoo.com
A representação das mulheres no discurso da retidão política dos jornais britânicos
A análise crítica do discurso (Fairclough 1994 e 1996) afirma que práticas discursivas específicas são um meio de criar ou recriar, reforçar ou desafiar relações e identidades sociais, assim como tipos específicos de conhecimento. Numa investigação desses processos na mídia, mostro a interdependência do uso da linguagem e da prática social dentro do gênero textual 'notícia.' Após examinar os textos de The Times e Sunday Times, aonde a frase political correctness (PC) foi usada, sustento que o conceito de PC está lingüisticamente representado como um fenômeno ameaçador e que a representação das mulheres segue a ideologia patriarcal, construindo as relações de gênero assimetricamente. Concluo, que discursos variados da mídia servem aos que detêm poder social para preservar o status quo.


Ana Cláudia de Souza Bevaqua - bevacqua@ppgte.cefetpr.br
Juliana Schwartz -
schwartz@ppgte.cefetpr.br
Sonia Ana Leszczynski
(orientadora)- sonia@ppgte.cefetpr.br
Cinema e representações de gênero
Este estudo visa analisar se o contexto do cinema atende aos reflexos culturais das comunidades a que se destina. Levando em consideração que os filmes ao serem produzidos trazem impressos aspectos culturais de quem os produz, ou seja são representações de múltiplas percepções vindas dos participantes responsáveis na construção dos artefatos (filmes) que estão inseridos em uma sociedade. Pressupondo que as características de contexto se modificam, também as formas de representação são modificadas decorrentes das ferramentas usadas na confecção dos artefatos (filmes). Em foco a questão das relações de gênero que o cinema apresenta e a forma como este meio pode estar reificando modelos estereotipados dos papéis exercidos por homens e mulheres em determinada sociedade.


Liliane Maria Macedo Machado - guimmaguiar@globo.com
À margem do elemento X: desconstruindo os (super)poderes das meninas
O artigo aborda o enunciável acerca das mulheres na mídia especializada em público infantil, por meio da análise do filme "As Meninas Superpoderosas" e do desenho homônimo, exibido no Brasil pelo Cartoon Network. A análise é feita com base nos pressupostos de Foucault e Deleuze acerca do enunciável e do dízível nas práticas discursivas, bem como nos estudos feministas de Teresa de Lauretis e Judith Butler. Assim, observa-se que o cinema participa ativamente da construção do sistema de sexo-gênero, já que é um eficaz meio de divulgação das tecnologias de gênero.


Maria do Socorro Baptista Barbosa - baptistas@ig.com.br
I spoke litlle, you said. And you listened less. Som e silêncio na história de Pocahontas
Edward Said, no seu artigo "From Silence to Sound and Back Again," questiona: "how then to restore the role of these subalterns who left behind no documents or record?" (522) Neste pequeno ensaio, tentaremos mostrar de que forma esta pergunta pode ser respondida em relação à história de Pocahontas, uma jovem mulher nativa americana que, dizem as crônicas da época, representou importante papel no processo de colonização da Virginia. Para isso, levaremos em conta a forma como silêncio e som se misturam e se separam no decorrer de sua história bem como em alguns dos textos que foram depois escritos sobre ela.


Roseli Fatima Stempkowski - nreali@unoesc.rct-sc.br
Sandy e Júnior: conservadorismo e consumo em ritmo infanto juvenil
Por que Sandy e Junior encantam tanto as crianças? Que estratégias eles tem usado para fascinar a família? Que modelo cultural de família está sendo legitimado através da dupla? Quais os interesses culturais e mercadológicos que são acionados através da cantora e do cantor? Este estudo procura dismistificar parte do aparato ideológico e cultural que produz uma das duplas de maior sucesso de todos os tempos.


Noeli Gemelli Reali - nreali@unoesc.rct-sc.br
Gênero, classe e etnia no mundo maravilhoso da Disney: sujeição e dominação
Mídia poder e cultura tem sido considerado por vários/as pensadores/as contemporâneos o tripé político-ideológico de terceiro milênio. Os textos midiáticos sempre mais saturados de mensagens politicamente definidas, vão fabricando identidades particulares, sociais e culturais cada vez menos democráticas e solidárias. Patriarcado, racismo, consumismo, classismo e localismo são posições de fundo e de caráter permanente nos textos midiáticos e de modo especial nos filmes infantis. Este estudo mostra pretende desconstruir os elementos androcentricos, racistas e classistas sistematicamente repetidos nos roteiros dos filmes da Disney.