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Gênero e movimentos sociais
Coord: Ari José Sartori
Local: Sala de reuniões 14 - CCE
Data:10/10/2002



Cristiani Bereta da Silva Luiz
- cristianiluiz@hotmail.com
A arte de viver (re)produzindo subjetividades no MST/SC
Observando a história do MST nos últimos 20, é possível perceber em seu processo de (re) produção, deslocamentos bastante significativos em seus enunciados. O projeto do MST da década de 90 ainda é efeito do vir a ser MST do final da década de 70.Seu projeto político social foi tomando outras formas, foi redimensionado. Nesse processo passou evidenciar, através de seus discursos e práticas, uma certa vontade em produzir outras subjetividades para seus militantes.


Edelu Kawahala - edelu@bol.com.br
Constituição social de algumas mulheres como dirigentes sindicais em sindicatos filiados à Central Única dos Trabalhadores - CUT de Florianópolis
A pesquisa apresentada buscou investigar a trajetória de mulheres que ocupam postos na direção dos sindicatos filiados a CUT de Florianópolis. Para tanto, entrevistou-se seis mulheres e seis homens no intuito de contrapor os discursos femininos e masculinos, buscando suas possíveis semelhanças e/ou diferenças. Após, foi realizada uma análise de conteúdo do material obtido. Os resultados da pesquisa apontam para alguns pontos importantes como a divisão sexual do trabalho nas diretorias dos sindicatos, as estratégias de exclusão e discriminação das mulheres no meio sindical e para o fato que embora Gênero não seja determinante na constituição de uma liderança sindical, aparece como um elemento de grande importância. Teoricamente o trabalho demonstrou a necessidade de estudos que tragam aprofundamento da articulação Classe/Gênero.


Maria de Fátima Guimarães - fatima@nlink.com.br
Participação das líderes do movimento popular no município de Recife-PE
Este trabalho é o resultado da análise da participação política das Líderes do Movimento Popular, na cidade do Recife-PE, 1986-1996. Contextualiza-se no processo de descentralização política-administrativa do governo municipal da cidade do Recife. A importância deste estudo se da pelo papel que desenvolve as mulheres nas estratégias de sobrevivência da família, por sua ativa participação nas lutas e movimentos sociais. A partir das últimas três décadas as idéias feministas vêm impulsionando uma grande produção de conhecimento que tentam mudar a situação de discriminação em que ainda se encontram as mulheres em nossas sociedades. Neste sentido o conceito de gênero tem sido um instrumento de análises importante para esta compreensão, razão pela qual utilizamos este conceito em nossa análise.


Neiva Furlin - nfurlin@bol.com.br
A questão de gênero na agenda do MST
O estudo de Gênero no MST- Movimento dos trabalhadores Sem Terra - tem grande relevância, sobretudo porque este movimento é visto atualmente como o que melhor está articulado no Brasil e por ter expressão também em nível internacional. Assim, a pesquisa em andamento pretende verificar como o discurso da participação da mulher na liderança do MST foi sendo construído na trajetória histórica do movimento, incorporando, a partir de 1995, o debate das relações de gênero, como uma das formas de marcar um compromisso com o processo de transformações sociais mais amplas. Ao mesmo tempo procura, de forma ilustrativa, verificar se a participação da mulher nas instâncias do Poder se apresenta contraditória em relação aos discursos. A pesquisa vem sendo desenvolvida a partir de pesquisa bibliográfica, documental ( documentos, cadernos de formação do MST, jornal do movimento) e de entrevistas estruturadas com mulheres e homens que fazem parte da liderança do MST. Alguns dados parciais apontam que na consolidação do MST, no processo da luta pela terra, a participação da mulher tem sido fundamental. Nos acampamentos as mulheres participaram maciçamente ao lado dos homens, enquanto nos assentamentos se evidencia uma redução de praticamente 50% desta participação . Embora, desde os seus primórdios, o MST enfatize a importância da participação das mulheres em todos os níveis de decisão, a abertura maior para tal situação se deve a pressão das mulheres e à alguns fatores externos, como por exemplo: os inúmeros convites para as mulheres participarem em congressos e eventos internacionais, levaram o movimento a dar maior ênfase à participação das mulheres em todos os níveis de decisão e, posteriormente, a incorporar o debate de Gênero. Tal debate se apresentou então, como uma discussão tanto para os homens como para as mulheres, que deveria perpassar todos os níveis de ação do movimento. O MST assume assim, a postura de que a transformação da sociedade não se dá apenas a partir da reforma agrária, mas passa também pela conquista da cidadania e da construção de novas relações entre homens e mulheres.


Valdete Boni - valdete@cfh.ufsc.br
Gênero, Poder e Igualdade: as sindicalistas rurais do oeste catarinense
A participação das mulheres na direção dos sindicatos, incluindo o de Trabalhadores Rurais, tem aumentado nos últimos anos. O movimento sindical rural, historicamente masculino, não aceitava mulheres associadas até início dos anos 80. Hoje, as mulheres vêm ocupando cargos nas direções executivas, o que não significa que os sindicatos tenham mudado suas práticas discriminatórias. Mesmo com a abertura do espaço sindical para as mulheres e instauração da cota mínima de 30% de participação feminina estabelecida pela CUT, não há muitas mulheres nos cargos de direção, estas ficam "escondidas" nos quadros de apoio, ou não participam igualmente, já que o sindicato não evoluiu quanto às suas práticas cotidianas. Neste texto analiso as relações de gênero e poder que envolve homens e mulheres dirigentes no oeste catarinense.


Ari José Sartori - sartori@cfh.ufsc.br
As questões de gênero na prática pedagógica e no currículo de uma escola
O projeto Genus, Gênero e Sindicalismo, que iniciou em setembro de 2000, propunha-se a discutir as relações de gênero no movimento sindical e também realizar ações educativas que possibilitassem mudanças efetivas nas relações de gênero, enfatizando as práticas e as representações a respeito das relações de poder, violência, masculinidade, paternidade, saúde reprodutiva e sexual. O público envolvido foram dirigentes sindicais e educadores(as) que trabalhavam com a formação sindical e na educação de adultos. Após dois anos de implantação do projeto, vários avanços foram alcançados, mas também significativos impasses surgiram, como foi o tratamento dado pela direção desta instituição na questão do assédio sexual e moral que ocorreu nesta escola sindical.