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Mitologia, bruxas e fadas
Coord: Eliane Debus
Local:Auditório da Biblioteca
Data: 11/10/2002



Anderson Gomes -
anndder@bol.com.br
Tecendo Atitudes
O presente ensaio analisa a postura da personagem feminina central do conto "A moça Tecelã" - de Marina Colasanti ante as relações de dominação e gênero. Caracterizado como uma história infanto-juvenil, a linguagem utilizada do texto permite também uma reflexão sobre a ideologia no processo de formação do leitor. Finalmente, são tecidas algumas considerações sobre a autora visando historicizar e contextualizar melhor o trabalho.


Barbara Santos Lima - barbaral@cruiser.com.br
Novos contos de bruxas - Emma Donoghue e a reescritura feminista nos contos de fadas
De estórias que embalam crianças a transmissores de valores, os contos de fada desempenham na sociedade a função de formar conceitos sociais de forma lúdica. Com o desenvolvimento do feminismo, os valores que são reforçados e transmitidos através desses contos têm sido questionados, e autoras como Anne Sexton e Margaret Atwood deram aos contos novos conceitos imbuídos de uma política feminista, mas acima de tudo feminina. Em seu livro intitulado Kissing The Witch: Old Takes in New Skins, Emma Donoghue reescreve doze contos de fadas sob uma ótica feminista. Minha proposta é fazer uma análise de um desses contos, apontando como a nova ideologia apresentada por Donoghue espelha as discussões contemporâneas sobre as noções de gênero, sexo, papéis sociais e ativismo feminista, através da voz de suas personagens femininas.


Eliana Alda de Freitas Calado - lubel@yahoo.com.br
Bruxas e contos de fadas: mito e representações
Esta comunicação relata os resultados de uma monografia de final de curso (História). Aborda o mito da bruxa, processo desenvolvido particularmente no final do período medieval, e analisa as formas como as bruxas foram representadas em alguns contos de fadas publicados pelos Irmãos Grimm, no século XIX. Nas últimas décadas, tem se registrado um significativo interesse na desmistificação e no esclarecimento de conceitos e valores subjacentes ao mito. Não obstante, as representações da bruxa ainda recorrem ao desenho de uma velha, de nariz adunco e vestes escuras, acompanhada de uma vassoura, sempre com vocação para a maldade. Dado o privilegiado lugar que os contos de fadas ocupam no imaginário infantil do Ocidente, sobretudo a partir do século XIX, a pesquisa trata de investigar as bases e o funcionamento das manifestações ideológicas veiculadas nesses contos.


Irene Hirsch - ireneri@usp.br
Literatura cor-de-rosa em tradução
As mulheres brasileiras começaram a ter seu espaço reconhecido no mercado consumidor de livros no início do século XIX, com a primeira revista feminina de Paula Brito, A mulher do Simplício; ou, A fluminense exaltada, de 1832. As revistas e as coleções dirigidas especificamente ao público leitor feminino se multiplicaram ao longo do século XX. A crescente importância das mulheres no mercado consumidor, a atenção que passaram a receber dos editores preocupados com as vendas, é um marco importante na luta por sua emancipação. Várias foram as coleções de "obras antigas e modernas, plenas de sentimento e imaginação, que distraem e encantam as jovens", como a BIBLIOTECA DAS MOÇAS da Companhia Editora Nacional, COLEÇÃO VERDE, da editora Globo, COLEÇÃO ROSA da Saraiva, MENINA E MOÇA da José Olympio, BIBLIOTECA DAS SENHORINHAS da Empreza Editora Brasileira, e ROMANCES PARA MOÇAS da editora Anchieta. Nessa comunicação irei discutir aspectos da tradução e da edição dos romances, que foram reunidos para atender a essa demanda do mercado editorial brasileiro.


Eliane Santana Dias Debus - edebus@bol.com.br
A representação do feminino na literatura infantil de Monteiro Lobato
A presente comunicação procura refletir sobre a representação do feminino na Literatura Infantil de Monteiro Lobato, em especial no título Marquês de Rabicó, em que o papel socialmente reservado a mulher é desconstruído pela postura emancipatória da boneca Emília. Essa representação é analisada em contraponto com o discurso dos censores da Igreja Católica que, nas décadas de 30 e 40 do século XX, empenharam-se em campanha acirrada contra a literatura lobatiana que, segundo eles, trazia ao leitor infantil, nesse caso específico a leitora menina, exemplos condenáveis e nocivos à formação cristã.