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Representações da masculinidade
Coord: Rita Maria Xavier Machado
Local:Auditório da Reitoria
Data: 11/10/2002



Fernando Vojniak -
fernando.algo@bol.com.br
Qual masculinidade? Perfis masculinos em Chapecó - SC nas décadas de 1950 e 1960
Neste trabalho busco examinar como se constroem perfis masculinos na cidade de Chapecó e a possibilidade de um modelo de masculinidade controlador. O substrato desta pesquisa é o discurso jornalístico das décadas de 50 e 60 e a atuação do Colégio Marista São Francisco como instituições que contribuem na construção sócio-cultural do comportamento masculino não deixando de analisar como os sujeitos se constroem neste processo. Os discursos dos jornais locais e da escola ditavam um perfil de masculinidade que contemplasse, entre outros a moral, o trabalho, um modelo familiar tradicional e uma estética do corpo. Nem todos os homens contemplavam esse perfil o que nos remete a pensar a existência de vários modelos de masculinidade atuantes que questionam o controle de um modelo que pretende ser hegemônico.


Flávia de Mattos Motta - fla.motta@uol.com.br
Curió valente: masculino e feminino nas competições de pássaros do litoral catarinense
Uma etnografia dos torneios de pássaros canoros realizados no "Curiódromo da Ilha" (Sociedade Amigos do Curió) , durante a temporada de 2001, descreve e analisa as práticas relativas ao "curió", pássaro canoro extremamente valorizado pelas populações litorâneas de Santa Catarina. A análise privilegia as representações de gênero que permeiam essas práticas, especialmente as representações de masculinidades relacionadas ao aspecto agonístico dessas competições.


Simone Formiga - simone.formiga@infolink.com.br
Uma imagem diz mais do que mil palavras nas entrelinhas do texto imagético
Neste ensaio, a autora levanta a hipótese de que, nas imagens cotidianas, a representação do homem é construída de forma a estabelecer o gênero masculino como hegemônico. Através da desconstrução de anúncios e peças promocionais de cerveja, ilustração de matéria jornalística, ícones utilizados na identificação de espaços públicos e no Código Nacional de Trânsito, busca os elementos necessários para confirmar sua premissa. Conclui com a necessidade de uma política de ensino que desenvolva uma análise crítica nos alunos, principalmente nas áreas que criam e utilizam imagens, como no design gráfico, por exemplo.


Sumaya Machado Lima - suu@uol.com.br
Feminização do masculino, cultura e cinema
Através de uma lente neo-feminista, observa-se que, paralelamente à perpetuação de alguns bens simbólicos patriarcais, coexiste um processo de transformação cultural e moral verificável no resgate de aspectos femininos e na crise de identidade masculina na cultura ocidental contemporânea. Em breve análise, este processo será comentado em campos que aparentemente não se tangem como a moderna visão administrativa das grandes lideranças organizacionais e temas da cinematografia de grande bilheteria.


Valdonilson Barbosa dos Santos - valdonilson@yahoo.com.br
A construção da masculinidade: demarcação e reatualização dos códigos e significados
A construção social da masculinidade leva em consideração aspectos simbólicos da vida cotidiana que possibilitam entender como as pessoas pensam, agem, vivem, atualizam e repassam os valores, os códigos e os significados que elas atribuem às relações de gênero no seu convívio social. Diante desse pressuposto, o presente trabalho visa analisar a construção social da masculinidade a partir de algumas práticas de recreação infantil observadas numa comunidade de baixa renda da região metropolitana da cidade do Recife-PE. De acordo com a pesquisa etnográfica percebe-se não só a demarcação estabelecida entre atividades consideradas masculinas e femininas, mas a reatualização dos códigos de gênero e dos significados da masculinidade.


Rita Maria Xavier Machado - ritax@brturbo.com.br
Aposentadoria masculina: uma difícil transição
Durante entrevistas efetuadas em recente pesquisa de campo, as falas de vários dos informantes indicaram um grande desconforto ocorrendo entre os homens e seus familiares quando da aposentadoria dos primeiros. Neste trabalho pretendo aprofundar as reflexões sobre a inatividade, considerando que a psicologia, como lembra Freud em artigo de 1931, relaciona atividade com masculinidade e inatividade/passividade com feminilidade. Penso que a articulação atividade-passividade pode estar permeando as categorias ativo-inativo que utilizamos para designar trabalhadores em exercício e aposentados, constituindo-se em razão ponderável para o desconforto dos sujeitos de minha pesquisa.