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Ecologia, meio ambiente e desenvolvimento
Coord: Toni Tapani Eerola
Local:Sala 206 - CCE A
Data:11/10/2002



Edenilse Pellegrini -
edenilse@cfh.ufsc.br
Trabalho e relações de gênero na maricultura
Esta pesquisa compreende um estudo entre mulheres maricultoras do Ribeirão da Ilha - Fpolis. A maricultura tem surgido em Santa Catarina no final da década de 80 e começo de 90, teve um ótimo desenvolvimento e tem contribuído para a geração de emprego e renda. Por muito tempo a mulher permaneceu fora do mar, mesmo que trabalhasse na pesca, seu trabalho sempre foi considerado complementar ao do homem, sempre foi identificada como mãe, esposa ou filha de pescador. Mas, a maricultura pode vir a desconsiderar a idéia do mar como espaço masculino, pois a atividade faz com que a mulher atue dentro dele. O trabalho na maricultura é familiar, e o objetivo do estudo é perceber como as relações de trabalho estão associadas ao gênero e como a mulher reconhecida como trabalhadora, articula entre os afazeres domésticos e a maricultura.


Fátima Cristina Vieira Perurena - perurena@terra.com.br
O amor fazendo gênero
Este trabalho propõe-se expor resultado de pesquisa realizada durante os anos de 1996 a 1999 em Porto Alegre e cujo público alvo foi os usuários e terapeutas de medicina floral. A idéia sempre foi explicar os motivos pelos quais mulheres são maioria entre a referida população. Para este fim foram feitas entrevistas semi-estruturadas bem como trabalhou-se com histórias de vida. O corpo metodológico do trabalho está assente em correntes teóricas feministas que reivindicam uma nova forma de fazer ciência - uma ciência não masculinizada pelo pensamento cartesiano.


Jaciane Pinto Guimarães - jaciane@tdenet.com.br
O projeto de desenvolvimento a partir de uma perspectiva das mulheres
O objetivo desse estudo é fornecer uma visào contextualizada da inserçào das mulheres nos projetos de desenvolvimento. Intentamaos estabelecer um diálogo da vertente "oficial"da história da inserção feminina nesses programas e as concepções críticas dessa história oficail. Para o aprofundamento do estudo desses projetos de desewnvolvimento é extremamente importante a concepçào histórica das mulheres, pois ela considera qua a ligaçãoda mulher com a natureza é social e culturalmente construída e não biologicamente dada. Esse estudo privilegia a reflexào sobre a participação das mulheres buscando problematizar a inserção das mulheres nos projetos de desenvolvimento desde a década de 50 até os dias de hoje.


Luciana Pinheiro - lucianapbio@yahoo.com.br
Marta J. Cremer -
mcremer@ilhanet.com.br
Gênero, cultura e meio ambiente: aspectos da divisão de trabalho em comunidades pesqueiras tradicionais da Baía da Babitonga
Descreve-se a dinâmica de transformação na divisão de trabalho entre mulheres de comunidades pesqueiras da baía da Babitonga, importante estuário de SC. As mulheres dos pescadores confeccionavam manualmente as redes de pesca. Atualmente, os pescadores compram os "panos de rede" e entralham. A mulher, que apenas auxiliava no processamento do pescado, hoje participa ativamente da pesca, além de encarregar-se da venda deste. Deixou de ser apenas dona de casa, educadora dos filhos e coletora. O pescador não mais depende de parceiro de pesca, não divide o que pescou com pessoas que não pertencem aos seu núcleo familiar, e assim os lucros são maiores. Essa nova estratégia poderia ser enquadrada nos pressupostos do forrageio ótimo, em que obter o alimento e mantê-lo no núcleo familiar seria uma forma de concentrar o recurso. São conclusões preliminares e questões para futuras pesquisas as indagações: A neotradicionalidade é fator de modificação na divisão de trabalho? As mulheres têm perspectivas e possibilidades de ocupar cargos de chefia na tradição da pesca?


Maria Jasylene Pena. de Abreu - jasy@fva.org.br
As visões de meio ambiente e a questão de gênero
Este trabalho se propõe fazer uma análise das visões de meio ambiente tendo como pano de fundo as relações de gênero e para tal, utilizou o método etnográfico. Os informantes foram moradores de duas comunidades Parque Nacional do Jaú (PNJ), no estado do Amazonas. Ao utilizar a categoria gênero entendemos que este conceito permite pensar homens e mulheres como produtos de uma construção social e cultural, enfatizando o aspecto relacional em que se engendram historicamente, masculinidades e feminilidades. Nas relações, gênero é um elemento cultural constituinte dos sujeitos. Em relação a questão ambiental, nos pautamos na perspectiva de que todos são responsáveis pela degradação do meio ambiente, assim como por sua conservação. Foi com base nestas assertivas que buscamos compreender as relações de gênero e as visões de meio ambiente no seio das comunidades do PNJ.


Maira Borgonia - borgonia@cttmar.univali.br
Mirtes Cristiane Vorgonia -
mirborgonia@hotmail.com
Um estudo sobre a presença da mulher na pesca artesanal em comunidades do litoral centro-norte catarinense
A pesca artesanal é uma atividade tradicional na Zona Costeira do Estado de Santa Catarina exercendo um importante papel histórico, social e econômico nesta região. O litoral Centro-Norte catarinense é composto pelos municípios de Barra Velha, Piçarras, Penha, Navegantes, Itajaí, Balneário Camboriú, Itapema, Porto Belo, Bombinhas e Tijucas, entre os quais na pesca artesanal se destacam as comunidades da Praia da Canoa (Barra Velha) e da Barra do Rio Camboriú (Balneário Camboriú). Considera-se estas duas comunidades as mais importantes para a região por apresentarem maior concentração de pescadores, e por destacarem-se neste trabalho. A atividade pesqueira, tanto na escala artesanal quanto industrial, é tida como prática exclusivamente masculina. Primordialmente e ao longo do desenvolvimento da atividade, o "papel de pescador" é logo associado à figura do homem, tendo em vista os "perigos" oferecidos pela profissão: longos períodos de permanência no mar; necessidade de habilidades como força e resistência física; condições precárias das embarcações, etc. Nas comunidades que vivem da pesca, diz-se que cabe à mulher as atividades de processamento ou venda do pescado. Embora estas situações sejam realmente observadas, a mulher tem participação ativa em todos os processos. Assim, este estudo procura descrever as atividades atualmente desenvolvidas por mulheres nas duas comunidades mencionadas e analisar o papel que elas desempenham enquanto presença feminina na pesca.


Toni Tapani Eerola - toni_eerola@hotmail.com
Arte, gênero e geologia - as mulheres geoconservacionistas de Mäntsälä, Finlândia
A participação da comunidade é fundamental na conservação geológica. A questão do gênero pode também ser importante nesta atividade. Os jardins privados de Mäntsälä, Finlândia, tem afloramentos de rochas cientificamente importantes (geosítios). As moradoras locais, de 40 a 70 anos de idade, expõem estes retirando a sua cobertura de musgo, o que exige esforço físico. Os geosítios são lavados e integrados nos jardins. A estética natural das rochas é complementada com arranjos florais e instalações de pedras como arte ambiental, sendo uma representação essencialmente feminina. O ato revela uma relação íntima e especial das moradoras com a geologia local. Este fenômeno foi de grande ajuda na pesquisa da região.