COMUNICAÇÕES LIVRES

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Gênero na sala de aula
Coord:Vanderlei Machado
Local: Auditório do CED
Data: 09/10/2002



Ana Maria Sabino-
anasab@ca.ufsc.br
Leitura de literatura: a vez dos meninos
Pretendo, nessa comunicação, discutir a mudança na relação do aluno; gênero masculino; com a leitura de literatura. A idéia é buscar entender essa mudança associada não só aos novos encaminhamentos no trabalho com a literatura em sala de aula, mas, principalmente, às transformações por que passa a sociedade, que exige de homens e mulheres novas atitudes na relação entre os sexos, um redimensionamento dos papéis sociais, um questionamento dos modelos de masculinidade etc. As reflexões terão como ponto de partida situações vividas no cotidiano escolar e depoimentos de alunos e alunas do 2º ano do Ensino Médio; base da pesquisa que desenvolvo no curso de Pós-Graduação/UFSC em nível de Mestrado.


Divamar Carneiro Geremia
Marizete Aparecida Amaro Cassaro
Noeli Gemelli Reali
(orientadora) - nrealli@unoesc.rct-sc.br
O Centro de Educação Infantil frente a problemática da violência e exploração sexual infantil
Este projeto de pesquisa investigou as estratégias que os educadores têm utilizado para enfrentar o problema da violência e exploração sexual infantil. Conhecer as estratégias que o Centro de Educação Infantil tem utilizado para enfrentar o problema da violência e exploração sexual infantil. Possibilitar um processo de conscientização de profissionais da educação frente a esta problemática, incentivando-os a trabalhar de forma preventiva. A investigação realizou-se numa perspectiva etnográfica, através de pesquisa bibliográfica e de campo. Os instrumentos utilizados na coleta de dados foram questionários, obsevações, análise documental e entrevistas com pessoas ligadas a área social e educadores. A pesquisa demonstrou que os educadores trabalham superficialmente a temática da "Violência e Exploração Sexual Infantil", uma vez que esses ainda não estavam sensibilizados para a questão. Despertou o interesse dos educadores em estar se instrumentalizando, buscando subsídios em outras fontes para que a ação pedagógica possa estar atuando na prevenção e recuperação da criança vitimizada. Os educadores são profissionais que estão diariamente em contato mais direto e afetivo com as crianças, por isso a urgente necessidade de se fazer uma reflexão sobre a questão do currículo para estar incluindo de formas estratégicas temas tão importantes como este. O currículo de Educação Infantil e a qualidade das propostas pedagógicas podem contribuir e muito para a formação consciente dessa criança como cidadã de direitos. Para que isso aconteça torna-se necessário que o educador realize sua ação pedagógica na sala de aula com comprometimento e o que é mais importante, com competência, competência esta que fará sua ação pedagógica ser desprovida de qualquer preconceito para com a criança e os faça olhar essa criança com um olhar mais humano a ponto de compreendê-las.


Elaine Nogueira da Silva - elainensilva@bol.com.br
As relações de gênero e suas implicações no fracasso escolar
Este trabalho apresenta os resultados de uma pesquisa com alunos de 5ª a 8ª séries, buscando compreender como os alunos com ou sem histórias de reprovação percebem a escola e tentando estabelecer possíveis diferenças e/ou semelhanças entre os mesmos. A análise foi feita sob a perspectiva da Análise Crítica do Discurso, a partir das categorias da Modalidade e do Léxico. Os textos analisados integram entrevistas e redações dos dois grupos de alunos (com e sem histórias de reprovação). As diferenças de gênero começaram a surgir de forma mais explícita quando os alunos falavam de questões de disciplina e aprendizagem, apontando para critérios que interferem de forma diferente na avaliação de meninos e meninas. Um outro aspecto a destacar é a verbalização, que se manifestou de forma distinta entre as meninas e os meninos de cada um dos grupos. Nos seus vários aspectos a pesquisa demonstra a importância de analisar o discurso dos alunos para uma melhor compreensão das questões sociais que envolvem a escola.


Enilda Amorim Oliveira
Rita Marangoni Camatti
- nreali@unoesc.rct-sc.br
A construção androcêntrica de gênero no espaço escolar

A escola como local e tempo educativo constrói uma pedagogia carregada de poderes que produzem sujeitos culturamente posicionados. Complexos processos de generificação são estrategicamente elaborados para manter velhos padrões conservadores de ser homem e ser mulher. Neste estudo procuramos investigar e desconstruir os principais espaços escolares, as formas de agrupamentos espontâneos e orientados e a linguagem escolar como instrumentos de pedagogização de meninas e meninos.


Mareli Eliane Graupe - mareli@unijui.tche.br
Gênero e docência: discursos e práticas sociais

A pesquisa busca investigar quais são os discursos sobre as relações de gênero que permeiam o campo da docência. Relaciona-se gênero a docência pelo fato desta categoria demarcar a dimensão cultural, biológica, bem como pelo caráter relacional que atribui a construção social dos sexos biológicos. Opta-se pela metodologia história oral, por acreditar que dessa forma os sujeitos envolvidos na pesquisa poderão abordar os discursos que circulam entre os docentes sobre as relações de gênero, e também como acontecem essas práticas sociais. Faz parte da pesquisa um grupo de quatorze professores(as). Os estudos sobre educação relacionados com a categoria gênero podem descortinar novos paradigmas que levem à compreensão da intrínseca relação entre mulher e educação, e assim, novas hipóteses podem ser construídas.


Vanderlei Machado - vandermachado@hotmail.com
Reinaldo Lindolfo Lohn
Gênero e imagem: a iconografia nos livros didáticos de História e o exercício da diferença
As relações de gênero estão ausentes da produção didática de História no Brasil. Analisaremos como essas relações são elaboradas através do uso das imagens iconográficas e textuais encontradas nos livros didáticos de História, avaliados pelo PNLD, referentes ao período colonial. Os autores das obras didáticas não problematizam a questão, reforçando determinadas representações de gênero. Os livros didáticos são produtos de mídia e, assim, a imagem figurativa aparece como o principal veiculo de transmissão de mensagens rápidas e pouco reflexivas. As imagens de obras artísticas aparecem nas páginas dos livros, concorrendo em espaço com o texto base, sem maiores questionamentos e reforçando laços socais de assimetria entre classes e gêneros.