Apresentação
 
Organização
 
Programação
 
Simpósios e Pôsteres
 
Autores
 



ST28 - Sexualidade, gênero e reprodução na juventude

Coordenadoras:     Maria Luiza Heilborn (UERJ)
                               Daniela Knauth (UFRGS)
                               Elaine Reis Brandão (UFRJ)

Resumo

Há um caloroso debate no país a respeito da necessidade ou não de imposição de limites ao exercício da sexualidade adolescente e juvenil. O suposto desregramento das práticas sexuais juvenis tem sido um forte argumento comumente invocado para justificar a reprodução nessa fase da vida e seus desdobramentos perversos nas trajetórias juvenis. Conhecer melhor os efeitos do discurso normativo sobre a sexualidade juvenil, identificar representações e práticas sociais dos jovens de diferentes segmentos sociais no que tange à gestão da vida íntima e de suas conexões com as instituições da família, escola, serviços de saúde, grupo de pares, se coloca hoje como via importante para a reflexão sociológica. Discutir os condicionamentos sociais, de gênero e de pertencimento racial nas trajetórias juvenis e o modo como eles se manifestam nas suas práticas sexuais e reprodutivas pode oferecer relevantes contribuições analíticas à formulação de políticas públicas para a juventude. O processo de transição à vida adulta alterou-se muito nas sociedades ocidentais modernas. As mudanças no estatuto infantil, o redimensionamento da autoridade parental, as novas normas educativas, as transformações nas relações de gênero e entre gerações compõem novo cenário social e familiar. A construção social da adolescência na atualidade se faz sob o aprofundamento do processo de individualização, com dinâmicas peculiares conforme o segmento social considerado. As transformações da sexualidade têm sido objeto de intensa investigação sociológica. Novos comportamentos e valores sexuais convivem com antigas prescrições de gênero. Comumente temas como gravidez, aborto, Aids, violência sexual integram o debate público sobre uma eventual regulação da sexualidade e fecundidade juvenil. As tensões entre normatização da sexualidade e possibilidades de construção da autonomia por meio do aprendizado da sexualidade comportam posturas distintas sobre o estatuto juvenil. Pretende-se discutir perspectivas de investigação que abordem os temas da sexualidade e do gênero na juventude.


Trabalhos

Acácia Batista Dias - Universidade Estadual de Feira de Santana/BA
Da iniciação sexual à gravidez na adolescência
O estudo realizado buscou apreender as narrativas juvenis sobre as primeiras experiências afetivo-sexuais – que revelam comportamentos moldados por uma “cultura sexual brasileira” – contemplando o relacionamento afetivo em que ocorreu o evento da gravidez na adolescência. Foram entrevistados jovens de ambos os sexos, residentes em Salvador - BA, na faixa etária de 18 a 24 anos e que tiveram a experiência de maternidade/paternidade na adolescência, ou seja, cujo nascimento do filho ocorreu até a idade de 19 anos. Esse trabalho é um desdobramento da Pesquisa GRAVAD (Gravidez na Adolescência: Estudo Multicêntrico sobre Jovens, Sexualidade e Reprodução no Brasil) realizada em três capitais do Brasil. Entretanto, os dados aqui apresentados são referentes apenas a cidade acima mencionada.
PDF

Ana Roberta Gomes Oliveira - Instituto Papai
Exercício dos direitos sexuais e reprodutivos dos jovens
Investigar como adolescentes e jovens problematizam a gravidez neste período da vida é necessário para subsidiar a formulação de políticas públicas que considerem a diversidade de experiências desta população. Realizaram-se 8 grupos focais e 16 entrevistas com alunos de ambos os sexos, idades entre 15-24 anos, de escolas públicas do Recife. Se, por um lado, a gravidez foi considerada como inconseqüente, valorada negativamente, culpabilizando as garotas por sua ocorrência, por outro, todos os grupos focais trouxeram-na como decorrência inevitável dos relacionamentos afetivos. Evidenciou-se o preconceito de gênero em ambos os sexos, ao atribuir à garota a “culpa” pela gravidez e a responsabilidade pelo cuidado dos filhos. Necessária se faz a adoção de estratégias que auxiliem no processo de desconstrução da desigualdade dos papéis de gênero nesta população.
PDF

Daniel Eduardo Jones
“Siempre se recuerda la primera vez.” Iniciación sexual de adolescentes de la Provincia del Chubut (Argentina)
El objetivo de esta ponencia es analizar la iniciación sexual de adolescentes de estratos medios que viven en la ciudad de Trelew (provincia del Chubut, Argentina). Realizamos un análisis en profundidad de los datos primarios obtenidos mediante entrevistas semiestructuradas individuales, a una muestra de cuarenta y dos jóvenes (veintiún varones y veintiuna mujeres), con edades entre 15 y 19 años. Presentamos información sobre la edad a la que tuvieron su primera relación sexual y qué tipo de relación existía con la otra persona y, desde un enfoque constructivista y una perspectiva de género, indagamos sobre las razones para iniciarse o no sexualmente y qué recuerdos les quedan de esa primera vez.
PDF

Ednalva Maciel Neves
Risco de ""pegar filho": estudo antropológico sobre sexualidade e saúde reprodutiva entre adolescentes em São Luís –MA"
O estudo volta-se ao tema da sexualidade e saúde reprodutiva entre adolescentes, enfatizando a experiência da gravidez precoce. A relação entre adolescentes e gravidez é tomada como “problema social”, pelas implicações sociais e pessoais que acarreta. Tem-se indicado a desigualdade social como aspecto determinante, e poucos são os estudos que abordam as matrizes culturais e as dominações simbólicas orientadoras de práticas sexuais e reprodutivas em adolescentes. Partindo da perspectiva sócio-antropológica, nosso objetivo é mapear os segmentos sociais mais atingidos pela gravidez precoce, verificados nas maternidades da cidade e selecionar o grupo a ser entrevistado no trabalho de campo. Esperamos reconhecer aspectos relacionados à inserção social dos adolescentes e identificar os sistemas de significados sexuais
PDF

Elcimar Dias Pereira - PUC/SP
Jovens negras e os discursos sobre suas práticas sexuais
A juventude é uma população diversa. A maioria das pesquisas sobre juventude não levam em conta as diversidades deste grupo em relação a raça, orientação sexual e espaços geográficos. É de grande importância identificar os contextos que este publico se insere, para não correr risco de homogeneizar e não levar em conta as várias vivências. Este trabalho demarca uma das especificidades estudadas em relação à juventude. Investiga trajetórias de jovens negras universitárias, que fazem parte do cenário acadêmico brasileiro. O foco deste trabalho direciona aos discursos que elas constroem sobre suas práticas sexuais diante dos discursos que foram historicamente construídos sobre as práticas sexuais delas. Busca identificar também se há limitações e diferenças que compõem os discursos destas jovens neste contexto acadêmico, em relação a outros tipos de discursos sobre as limitações diversas nas suas trajetórias de vida. Assim, este trabalho tem a pretensão de trazer mais elementos que contribuam para o enriquecimento dos vários estudos sobre estes temas.
PDF

Gabriela Junqueira Calazans - SES/SP
O discurso acadêmico sobre a gravidez na adolescência: um discurso de manutenção de relações assimétricas de poder sobre jovens, pobres e mulheres no Brasil
Este estudo enfocou as relações de idade, num contexto social, no qual se desenrolam conflitos de valores entre os diferentes grupos etários na negociação de modelos culturais e de estilos de vida, por meio da análise do discurso acadêmico. Tal análise procurou interpretar as formas como esse discurso incorpora à sua conformação representações valorativas dominantes sobre as relações de idade. Foram analisados 129 artigos acadêmicos publicados em periódicos científicos brasileiros, entre 1990 e 1999 sobre o tema da gravidez na adolescência. Identificou-se, no âmbito desta pesquisa, quatro dimensões inter-relacionadas de relações de poder sistematicamente assimétricas atuantes na configuração da gravidez na adolescência enquanto problema: as relações de subordinação da adolescência; as relações de dominação de classe, as hierarquias de gênero, e as relações sistematicamente assimétricas entre nações e blocos de estados-nação.
PDF

Humberto Corrêa
Conjugalidade na adolescência: contextualizando as adolescentes unidas sem filhos
Apesar da iniciação sexual, o controle da fecundidade, a gravidez e os vínculos amorosos serem amplamente abordados em estudos sobre adolescência, pouco se tem explorado sobre a constituição e a experiência da vida conjugal nesta fase da vida. A ênfase nas evidências que apontam para a associação entre gravidez e o estabelecimento de uma união conjugal na adolescência, têm restringido o entendimento dos contextos que cercam a nupcialidade e a formação familiar nas populações que se encontram nas fases iniciais da vida reprodutiva. Com base nas informações da amostra do Censos Demográfico 2000, este trabalho discorre sobre características sociodemográficas de mulheres de 15-19 anos, unidas e sem filhos, visando discutir contextos sociais e de gênero que possam ser indicativos de projetos familiares iniciados na adolescência.
PDF

Jaime Eduardo Barrientos Delgado - Universidad Católica del Norte/Chile
Inicio sexual en el norte chileno: transicion dolorosa hacia una nueva normatividad
Se efectuó un estudio en la II región de Antofagasta, Chile, sobre el comportamiento sexual y las relaciones de género, con metodología mixta cuali-cuanti. Este estudio sugiere una transformación no acabada aún del comportamiento sexual y de género en las nuevas generaciones sexuales. Este cambio apunta hacia relaciones más equitativas. El inicio sexual de hombres y mujeres no es tan precoz como se cree y fluctúa entre los 17-18 años. Las mujeres se inician de forma más tardía que los hombres y son menos favorables al sexo premarital y las relaciones casuales, pero a la vez se da una convergencia de diversas otras conductas y opiniones con los hombres. Las mujeres otorgan mayor importancia a la implicación afectiva como precondición del sexo, mientras los hombres lo integran más en un escenario lúdico.
PDF

Marcelo Tavares Natividade - UFRJ
Iniciação sexual, família e religião em trajetórias de homossexuais evangélicos
A comunicação versa sobre as complexas relações entre exercício da sexualidade e adesão religiosa, na experiência de ‘homossexuais’ masculinos de pertença evangélica. Investigo os nexos entre carreira afetivo-sexual e trajetória religiosa. A análise contempla a reflexão sobre o lugar da religião, da família e da sexualidade na visão de mundo dos entrevistados, com vistas a compreender processos de construção de si. A categoria fofoca, aparece como importante mecanismo regulador da sexualidade nesse contexto. Contudo, o cultivo do segredo possibilita o trânsito entre as diferentes redes de sociabilidade e a conjugação de identidades discrepantes, na tensão entre ethos privado e exercício da sexualidade. Particular ênfase será dada à compreensão do aprendizado social da homossexualidade e ao que é descrito em termos de uma iniciação sexual. O material etnográfico é composto por entrevistas com homens, entre 19 e 32 anos, moradores da Baixada Fluminense e na Zona Norte do Rio de Janeiro.
PDF

Márcia Stengel - PUC/MG
“Que família eu quero?”: discutindo a família com adolescentes
A família contemporânea sofre(u) transformações. Os jovens são duplamente sujeitos nestas transformações: primeiro, por estarem incluídos em uma família de origem, participam da dinâmica familiar e dos aspectos aí implicados. Segundo, estão num momento de construção de uma identidade adulta, que os guiará para um mundo em que projetos devem ser pensados e realizados. Casar e ter filhos se incluem na maioria dos projetos de vida destes jovens. A construção de uma nova identidade pelos adolescentes é mediada pelos valores de seu grupo social, pelas significações que as categorias de gênero engendram, que também apontam para a vivência de modelos familiares. Pretendo discutir a visão de família que os adolescentes têm e constroem para seu futuro recortada numa perspectiva de gênero, o que possibilita compreender discursos e práticas afetivo-sexuais.
PDF

Márcio Segundo - Instituto Promundo
Promovendo relacionamentos eqüitativos e prevenção de HIV/DST com homens jovens: resultados de um estudo de intervenção no Brasil
Estudo com 3 grupos de (HJs) homens jovens (14-25 anos) de comunidades de baixa renda no Rio de Janeiro (n=780) participaram de intervenções cujas linhas centrais de discussão e reflexão contemplavam temas como promoção de saúde, normas eqüitativas de gênero, vulnerabilidade frente ao HIV e violência de gênero. A Escala de Eqüidade de Gênero para Homens (EEGH), desenvolvida para esse estudo, foi utilizada como uma medida de aferição de mudanças nas atitudes dos (HJs) em relação às normas de gênero. Normas tradicionais de gênero e as atitudes medidas pela Escala EGH apresentaram associação significativa (p < .05) com sintomas de DST, uso de violência contra a parceira e com o uso do preservativo com parceira fixa. A intervenção aponta a necessidade de se incorporar uma perspectiva de gênero nas intervenções com população masculina jovem.
PDF

Maria das Dores Honório - UFRN
Representações de corpo feminino
Esse trabalho focaliza o processo de construção de representações de corpo e sua relação com a sexualidade e o gênero, a partir de uma perspectiva sócio-antropológica. Trata-se de pesquisa etnográfica que tem como alvo jovens meninas de 13 a 17 anos pertencentes a camadas populares de um bairro de periferia da cidade de Natal, o Guarapes. Partindo da concepção de corpo como uma construção cultural e social específica de cada cultura, sociedade e/ou classe social, a pesquisa analisa as representações de corpo e as práticas dos grupos observados nesse processo de construção, revelando como o gênero e a sexualidade são construídos socialmente.
PDF

Paola Christina Bragagnolo Martins, Marilene Cristina Vieira, Jean Carlos Natividade, Renata Orlandi - UFSC
“Foi cedo mas eu tô feliz”: considerações de adolescentes pais acerca do período em que ocorreu a paternidade
Em nossa sociedade, freqüentemente, a paternidade na adolescência é reprovada, partindo-se do pressuposto de que o adolescente não tem condições de atuar como pai, atuação fortemente atrelada ao provimento material da família. A partir do discurso de oito adolescentes (com idades entre 16 e 19 anos) pais entrevistados, buscou-se compreender o movimento dinâmico, histórico e cultural de atribuição de sentidos à paternidade. Os entrevistados consideraram que foram pais do primeiro ou do segundo filho precocemente. Também relacionaram um hipotético adiamento da paternidade, principalmente, à espera pela conquista da estabilidade financeira e à conclusão dos estudos objetivando aquele mesmo fim. Os sujeitos apontaram dificuldades vividas diante da paternidade, mas ainda assim se declararam felizes por serem pais, cada um deles tendo apresentado narrativas idiossincráticas sobre esta experiência.
PDF

Priscila Pinto Calaf - UnB
“Mais esperto que muito marmanjo”:sexualidade e esperteza nas construções identitárias em um grupo de meninos e meninas de rua de Brasília
Discorrer sobre o papel da sexualidade nas representações identitárias de um grupo específico de meninos e meninas de rua de Brasília (crianças e adolescentes entre 6 e 18 anos) é a proposta principal deste trabalho. Neste contexto, busco demonstrar como a disposição ativa para o sexo é fator fundamental na construção das identidades masculinas deste grupo, enquanto a sexualidade feminina, atrelada ao desejo e ao prestígio masculinos parece ser também o passaporte para a entrada definitiva no mundo adulto, por meio da maternidade. Analisando alguns casos de gravidez dentro do grupo estudado, procuro também refletir sobre o impacto das políticas de prevenção às DSTs/AIDS voltadas para esta população, que se utiliza da sexualidade para adentrar em um mundo adulto, no qual os sujeitos não são necessariamente tutelados
PDF

Renato Macedo Filho, Agacy Santos Macedo - SME/SEE/Salvador
Sexualidade e afetividade: a (des)informação mitiática na juventude
Informações imprecisas sobre a sexualidade e os modelos apresentados pelos meios de comunicação, sem considerar o desenvolvimento das(os) jovens, para compreender e analisar esses modelos, têm levado as(os) adolescentes a viverem imitativamente a sua sexualidade, comprometendo muitas vezes o entendimento de temas relevantes para construção de uma nova concepção da sexualidade, como também, usufruir inteiramente o que seu corpo e mente poderiam obter e oferecer de forma prazerosa. A gravidez não planejada, DST's, AIDS, drogas e interrupção da gestação são intercorrências que afetam a vivência plena da sexualidade, principalmente das adolescentes. Este trabalho objetivou uma reflexão sobre as transformações biológicas e psíquicas de jovens de uma escola pública e a influência dos meios de comunicação nas suas percepções sobre sexualidade.
PDF

Rosângela Soares - UFRGS
Sexualidades juvenis no programa Fica Comigo/MTV
Fundamentando-se em pressupostos da teorização cultural contemporânea, este trabalho problematiza um artefato cultural específico – o Programa Fica Comigo da MTV, Music Television – para discutir possíveis relações entre cultura da mídia, juventude e sexualidades juvenis. Nesta análise enfatizo que as relações tradicionais ancoradas no amor romântico se mesclam a outras relações mais contemporâneas, e se configuram num espaço midiático. No próprio cerne da pós-modernidade, reorganizam-se as relações tradicionais e, com isso, as posições que os gêneros ocupam. Argumenta-se que problematizações como essas podem ser produtivas para se pensar como os artefatos culturais estão ajudando a constituir formas de ser e viver a sexualidade e a juventude na contemporaneidade.
PDF

Simone Monteiro, Fátima Cecchetto - FIOCRUZ
Trajetórias juvenis, sexualidade e saúde reprodutiva: uma análise sobre intervenção social no Rio de Janeiro
Neste trabalho examinamos os efeitos de projetos sociais na trajetória escolar/profissional e afetivo/sexual de jovens das camadas populares do Rio de Janeiro. Para tal foram realizadas 42 entrevistas com rapazes e moças das camadas populares, de 19 a 24, com e sem participação em projetos voltados para a cidadania e profissionalização de jovens. A análise comparativa indica que os integrantes das intervenções sociais demonstram menor vulnerabilidade social, maior inserção e qualificação profissional e ampliação das redes de sociabilidade. No que se refere ao gênero e as práticas sexuais há diferenciais acerca dos valores e conhecimento quanto à iniciação sexual, maternidade/paternidade, DST/Aids e concepções de masculinidade/feminilidade. O estudo resulta da pesquisa Aids, Reprodução, Gênero e Raça/Etnia: Trajetórias Juvenis e Intervenção Social - Apoio Fundação Ford.
PDF

Taysa Schiocchet
Exercício de direitos sexuais e reprodutivos por adolescentes: repensando os fundamentos da capacidade jurídica
É considerável o número de adolescentes brasileiros que estão inteiramente desamparados, sobretudo no que concerne à assistência sanitária. Justamente com o intuito de diminuir as desigualdades sociais e garantir, ao menos, os direitos essenciais dos indivíduos, emergiu o processo internacional de consolidação das dimensões dos direitos humanos. Por um lado, os adolescentes foram elevados à categoria de sujeitos de direitos, garantida a primazia do seu melhor interesse, e, por outro, houve o reconhecimento dos direitos sexuais e reprodutivos enquanto parte indivisível dos direitos humanos. A partir dessas premissas, o presente trabalho pretende verificar de que maneira o sistema jurídico normatiza a sexualidade e a reprodução, a partir da análise da (im)possibilidade do exercício de direitos sexuais e reprodutivos por adolescentes, notadamente no contexto sanitário.
PDF