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ST34 - Gênero nas interseções: classe, etnia e gerações

Coordenadoras:     Luzinete Simões Minella (UFSC)
                               Clara Maria de Oliveira Araújo (UERJ)
                               Alda Britto da Motta (UFBA)

Resumo

I. Ementa: compreendendo gênero, classe, etnia e gerações como “eixos de poder” e de conflitos, pretende-se abordar nesse Simpósio, as interseções entre as desigualdades de gênero e as desigualdades de classe, étnicas e geracionais que emergem no contexto atual, identificando as novas tendências de investigação e destacando tanto os desafios teórico- metodológicos implicados nos estudos recentes sobre o tema quanto os desafios da eqüidade. A programação do Simpósio incluirá primeiro, análises sobre a situação sócio-econômica das mulheres de modo a refletir sobre as políticas que geram efeitos de subordinação; segundo, os aspectos étnicos da discriminação de classe e de gênero, relacionando a dimensão global do racismo com as configurações locais; terceiro, as trajetórias e representações sobre gênero e gerações, destacando as novas práticas culturais e sociabilidades. As reflexões deverão aprofundar o diálogo entre as contribuições tradicionais e atuais, reunindo as condições para estimular a construção de abordagens mais inovadoras e fortalecendo os vínculos com as perspectivas inter e multidisciplinares as quais reforçaram a compreensão de que o gênero é recortado por clivagens que adquirem maior ou menor relevância de acordo com os contextos socioeconômicos e culturais, mas permanece como um componente estruturante das relações sociais, em suas distintas dimensões. Não obstante os avanços realizados, no entanto, observa-se que muitas dificuldades persistem, dada a própria complexidade do tema. Essas dificuldades sejam de caráter epistemológico, sejam de caráter político, demandam novas análises, mais atentas aos desafios e às contradições contidas nos projetos da modernidade e da pós-modernidade, capazes de subsidiar, portanto, de modo mais efetivo, as políticas sociais locais, sem perder de vista o profícuo debate internacional sobre o assunto.
 

  1. II. Objetivos:  Considera-se necessário que  pesquisadores/as interessados/as nessa temática possam ter a oportunidade de apresentar e discutir nesse Simpósio,  os resultados dos seus estudos, tendo em vista os seguintes objetivos:

  2.  aprofundar a reflexão sobre os desafios colocados pelas contribuições teóricas e metodológicas tradicionais e atuais;

  3. vislumbrar as tendências de investigação emergentes que vão se colocando no cenário atual dos campos disciplinares a partir de um debate acadêmico mais focalizado;

  4. reunir as condições para estimular a construção de abordagens mais inovadoras;

  5. fortalecer os vínculos com as perspectivas inter e multidisciplinares;

  6. proporcionar subsídios para a formulação de políticas sociais.


Trabalhos

Aliger dos Santos Pereira, Fabiano Viana Oliveira - UCS/Universidad Complutense de Madrid/Faculdade Castro Alves
Gestão feminina nas ruas soteropolitanas: como as mães de famílias de rua comandam a mendicância nas sinaleiras da capital baiana
O foco central do artigo é a descrição da relação funcional das famílias soteropolitanas que sobrevivem através da atividade de mendicância na capital baiana, o principal aspecto desta atividade é que o comando bem como a gestão deste tipo de instituição familiar é realizado por mulheres/mães. Para realizar a pesquisa foi utilizado o método etnográfico a partir da observação participante no período de 12/11 a 05/12 de 2005, com descrições interpretativas de uma dessas famílias que sobrevivem em condições de pobreza e atuam em sinaleiras de um bairro de classe média de Salvador, e que visa relacionar o funcionamento dessas famílias e o seu comando pelas mulheres/mães.
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Almir Nabozny - UEPG
Espaço urbano, política e interseções de gênero
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Ana Carolina Freitas Lima Ogando, Mariana Prandini Fraga Assis - UFMG
Reconhecimento e direitos individuais: categorias em tensão no caso das mulheres brasileiras
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Cíntia Carneiro - ISS/Holanda
O perfil da legitimidade da democracia no Brasil: 1989-2000
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Cíntia Maria Teixeira - UFMG
Os sentidos do trabalho na vida das mulheres: uma análise do discurso de estudantes e profissionais do setor de vestuário de Divinópolis
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Clara Araújo - UERJ
Mídia, gênero e legitimidade: espaços e discursos de candidatas em tempos de competição eleitoral e de políticas de cotas
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Dieuwertje (Dyi) Huijg - Universidade de Amsterdã
Contra quem? A conflituosa posição da militante jovem branca na luta transformadora
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Eliana Maria dos Santos - UFPR
A construção de relações mais igualitárias no trabalho, gênero, raça e orientação sexual na categoria bancária
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Érica Tavares da Silva - ENCE/IBGE
Mercado de trabalho e questões de gênero: um estudo em municípios do norte fluminense

Eulália Lima Azevedo - UFBA
Mulheres idosas beneficiárias da seguridade social: que limites?
Neste trabalho pretendo analisar o recente interesse do movimento sindical pela organização dos aposentados/as e pensionistas. Nesse processo, atravessado por conflitos geracionais matizados por relações de desigualdade entre homens e mulheres, novos mecanismos são criados e recriados para reafirmar a autonomia desses velhos trabalhadores e trabalhadoras em relação à direção da luta pelas suas demandas. A legitimidade da representação dos idosos em todo país foi conquistada, a duras lutas, pelos/as aposentados/as e pensionistas, e nesse caminhar constituíram-se como força política inquestionável. Com suas massivas mobilizações públicas deram visibilidade aos problemas cruciais vividos pelos idosos brasileiros e mobilizaram toda a sociedade civil numa aliança estratégica à causa dos aposentados e pensionistas. A partir daí, o movimento sindical da atualidade despertou seu interesse por esse segmento da classe trabalhadora, até então esquecido e abandonado à sua própria sorte, e tem buscado criar formas de manter sob seu controle a interlocução do mesmo junto aos poderes públicos constituídos. Desse modo, paira grande ameaça sobre a autonomia do movimento de aposentados e pensionistas. O “Fórum Permanente em Defesa do Idoso”, na Bahia, que surge como contraponto a esse risco, vai fermentando possibilidades futuras, mostrando a disposição dessa geração de dirigentes em não arredar pé do lugar conquistado em função do saber trabalhar a sua independência, da qual não abre mão. Só não se sabe até quando.
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Francineide Pires Pereira - UFPI
“Seja homem!”: o processo social de produção de masculinidades
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Jaques Gomes de Jesus, Maria das Graças Torres da Paz, Ângela Maria de Oliveira Almeida, Ana Lúcia Galinkin - UNB
Trabalho escravo no Brasil contemporâneo: os fatores gênero e raça nas representações sociais dos libertadores
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Joseli Maria Silva - UEPG
Espaço, gênero e pobreza como elementos de análise das políticas de desenvolvimento urbano
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Kátia Jane Chaves Bernardo - UNEB/FTC/UFBA
Novos laços familiares: o fenômeno da coabitação de gerações e a violência contra a pessoa idosa
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Márcio José Ornat - UEPG
Gênero e espaço urbano: espacialidade e performance do corpo
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Maria Cristina Pache Pechtoll, Sara Juarez Sales, Silvana Pereira Gimenes, Luzia Arlete Góis Bento, Maria Aparecida Ruiz Soliani - Universidade de São Caetano do Sul
Um novo modo de gerir políticas públicas – núcleo de políticas de gênero, raça, geração e pessoa com deficiência
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Maria de Lourdes Novaes Schefler
Gênero, gerações e arranjos familiares no meio rural
No Brasil, onde o fenômeno da co-residência de distintas gerações é uma realidade cada vez mais frequente, o conceito de arranjos familiares tem sido intensivamente utilizado para analisar as formas de organização das famílias com idosos, em face ao acirramento da crise econômica do País. No meio rural – notadamente no segmento da agricultura familiar – os arranjos familiares, historicamente têm-se constituído respostas às situações de crise e seguem a mesma lógica da divisão do trabalho familiar, ou seja, estão relacionados ao fator terra, à pluriatividade defensiva das famílias, às migrações, à venda da mão de obra familiar e pautam-se nos apoios intergeracionais, ancorados nas mulheres e nas/os idosas/os, configurando-se como estratégias de sobrevivência das famílias.As relações de gênero e gerações encontram-se, assim, diretamente implicadas nessa trama existencial conformando as estratégias de reprodução da agricultura familiar. A análise desses arranjos familiares, de forma contextualizada, enfocando o atual papel dos velhos e velhas rurais na agricultura familiar é o objetivo dessa comunicação.
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Maria Gabriela Hita - UFBA
Estudo de casas matriarcais nas interseções da geração, gênero, classe e raça
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Maria Patrícia Corrêa Ferreira - UNICAMP
Parricídio, gênero, classe e gerações: a atuação dos operadores do direito em processos criminais de parricídio na cidade de São Paulo
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Mériti de Souza, Francisco Hashimoto - UFSC/UNESP
O expurgo do outro como forma de subjetivação: lógica identitária e produção do laço social
A ordem liberal e moderna produz o sujeito da razão e da consciência configurado como identidade individualizada. A constituição subjetiva demanda o outro, porém a produção identitária se ancora na mesmidade e promove o expurgo do que é representado como diferente. O objetivo deste trabalho é problematizar o potencial disruptivo e crítico do laço social e das práticas sociais fundadas na lógica identitária. O potencial disruptivo se articula a processos de subjetivação e de re-subjetivação que sustentam o ato de reconhecer a alteridade, mas não determinam a qualidade do olhar lançado ao outro. Essas análises se alicerçam nas atividades desenvolvidas pelos autores em instituições e grupos de ensino e de saúde e se ancoram em referenciais teóricos oriundos de diversas áreas de conhecimento, numa perspectiva multidisciplinar.
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Moema de Poli Teixeira, Kaizô Iwakami Beltrão - IBGE
Raça e gênero nas carreiras universitárias – Brasil – 1960/2000
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Neuza de Farias Araújo - UFRN
Trabalho, rendimento: desigualdades de classe e gênero
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Viviane de Oliveira Barbosa - UFBA
Pensando o masculino e o feminino entre a quebra do coco e o trabalho na roça
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