fazendo genero 8
 
 
 
 
autores cronograma cultura
inscricoes posters hospedagem
programacao simposio tematico transporte
mini cursos lancamentos contato
 
 
     
 
header apresentacao

Gênero e Deficiência: refletindo sobre possibilidades de articulação destas duas categorias

Ministrante: Adriano Henrique Nuernberg – Doutorado Interdisciplinar em Ciências Humanas –DICH- UFSC; Leandro Castro Oltramari - Doutorado em Ciências Humanas –DICH- UFSC – Professor da UNISUL; Anahi Guedes de Mello – UFSC – Graduanda em Ciências Sociais - UFSC

Proposta: O campo de estudos de gênero cada vez mais tem articulado a categoria gênero com outras categorias sociais como classe, etnia, geração, religião, entre outras. Isso resulta da emergência de novas demandas no bojo do feminismo, na qual o desafio de considerar a diversidade de seus sujeitos políticos leva a avaliar diferenças e a pluralidade de contexto político. Recentemente, por exemplo, mulheres com deficiência têm aparecido no bojo do movimento, com questões muito singulares frente à história do feminismo (Galvão Adriao, 2008). Por outro lado, as políticas de inclusão às pessoas com deficiência, alavancadas pelos movimentos sociais, acabaram por proporcionar maior visibilidade social a esse grupo social, fazendo com que esta diferença significativa – a deficiência – seja uma realidade que demanda reflexão e análise. Pensando no potencial conceitual e analítico da articulação entre gênero e deficiência, propõe-se esse mini-curso, como um momento de reflexão sobre as diferentes possibilidades dessa interface na análise de temas como a corporeidade, a violência de gênero, direitos reprodutivos, identidade, sexualidade e família, articulando as mesmas com discussões pertinentes ao campo de estudos sobre preconceito, estigma e discriminação.

Objetivos: Discutir possibilidades de articulação de gênero e deficiência, através de diferentes temáticas como estigma e discriminação que historicamente constituem o campo de estudos de gênero.

Organograma de Execução: Gênero e deficiência como categorias de análise.  Movimentos sociais, gênero e deficiência. O modelo social de deficiência e sua articulação com gênero. Temas pertinentes à articulação de gênero e deficiência (corporeidade, a violência de gênero, direitos reprodutivos, identidade, sexualidade e família). Psicologia Social, gênero e deficiência. Perspectivas conceituais da articulação de gênero e deficiência

Método: Exposições dialogadas e uso de materiais áudio-visuais

Referências Bibliográficas:
AMARAL, Lígia A. Pensar a diferença/deficiência. Brasília: Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, 1994.
DINIZ, Débora. O que é deficiência? São Paulo: Brasiliense, 2007.*
GALVÃO ADRIÃO, Karla. Encontros do Feminismo - Uma análise do campo feminista brasileiro a partir das esferas do movimento, do governo e da academia. Tese de Doutorado. Doutorado interdisciplinar em Ciências Humanas – DICH. Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, 2008,  301 p.
GOFFMAN, Erving. Estigma : notas sobre a manipulação da identidade deteriorada. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, c1988.
HARDING, Sandra. A Instabilidade das categorias analíticas na Teoria Feminista. In
Revista de Estudos Feministas. Florianópolis: UFSC, Vol.1, n. 1, 1993, ps. 07-32.
SAWAIA, Bader Burihan. As artimanhas da exclusão: análise psicossocial e ética da desigualdade social. 2. ed Petrópolis: Vozes, 2001.
SCOTT, Joan. W. "Igualdade versus diferença: os usos da teoria pós-estruturalista." Debate Feminista (Cidadania e Feminismo), nº especial, 2000, p. 203-222
SCOTT, Joan W. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação & Realidade, Porto Alegre, n. 20, v.2, p. 71-100, jul./dez. 1995 [1986].
Feminista. Cidadania e Feminismo. no. especial, 1999a, ps.203-222.*
QUINTÃO, Denise T. Algumas reflexões sobre a pessoa com deficiência e sua relação com o social. Psicologia & Sociedade; 17(1): 2005. p. 17-28.
WILLIAMS, Lúcia C. Sobre deficiência e violência: reflexões para uma análise de reflexão na área. Revista Brasileira de Educação Especial. v.9, n.2, 2003. p.141-154