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Coordenação:
Profa Dra Maria Zilda Cury
UFMG

Profa Dra Simone Pereira Schmidt
UFSC

O simpósio pretende discutir textos de autoras africanas, bem como os diferentes modos de representação das mulheres nessas literaturas, enfocando, neste debate, as intersecções de gênero, raça, etnia e nacionalidade. Considerando a grande diversidade e a riqueza das culturas africanas, o enfoque que se pretende é transnacional, interdisciplinar e multicultural. Assim, para compor o debate, serão trazidas, para a leitura dos textos literários, diferentes contribuições, da história, antropologia, teoria literária, estudos pós-coloniais, etc.

Entre o arcaico e o moderno: a mulher moçambicana busca a celebração da vida em Niketche: uma história de poligamia
Adriana Jorgge (UFRGS), Adriana Elisabete Bayer (PUCRS)

Entre o arcaico e o moderno: a mulher moçambicana busca a celebração da vida em Niketche: uma história de poligamia
Moçambicana; negra; pertencente a uma classe social superior a de suas compatriotas, justificado pelo acesso à educação formal; casada há vinte anos com o polígamo Tony, Rami problematiza as características mencionadas ao dar-se conta de sua imensa solidão: “Vou ao espelho tentar descobrir o que há de errado em mim”. Esse é o início do romance de Paulina Chiziane, Niketche: uma história de poligamia (2004), para o qual o presente estudo se volta. O objetivo é analisar como as personagens do gênero feminino enchem “de palavras o silêncio histórico” (PADILHA, 2002), posicionando-se como sujeitos. O exame da narrativa respalda-se nas intervenções críticas sobre “mulher”, “sexo” e “gênero” de Nelly Richard (2002) e de Judith P. Butler (2003); na teoria de Homi K. Bhabha (1998) sobre diferenças culturais e fronteiras enunciativas, nas quais se incluem o “entre-lugar” e o espaço-tempo do hibridismo. Após a exposição da análise, por Adriana Bayer, e com base nas teorias norteadoras do estudo, a comunicação apresenta uma performance, por Adriana Jorgge, da já citada personagem Rami.
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Entre o arcaico e o moderno: a mulher moçambicana busca a celebração da vida em Niketche: uma história de poligamia
Adriana Jorgge (UFRGS), Adriana Elisabete Bayer (PUCRS)

Entre o arcaico e o moderno: a mulher moçambicana busca a celebração da vida em Niketche: uma história de poligamia
Moçambicana; negra; pertencente a uma classe social superior a de suas compatriotas, justificado pelo acesso à educação formal; casada há vinte anos com o polígamo Tony, Rami problematiza as características mencionadas ao dar-se conta de sua imensa solidão: “Vou ao espelho tentar descobrir o que há de errado em mim”. Esse é o início do romance de Paulina Chiziane, Niketche: uma história de poligamia (2004), para o qual o presente estudo se volta. O objetivo é analisar como as personagens do gênero feminino enchem “de palavras o silêncio histórico” (PADILHA, 2002), posicionando-se como sujeitos. O exame da narrativa respalda-se nas intervenções críticas sobre “mulher”, “sexo” e “gênero” de Nelly Richard (2002) e de Judith P. Butler (2003); na teoria de Homi K. Bhabha (1998) sobre diferenças culturais e fronteiras enunciativas, nas quais se incluem o “entre-lugar” e o espaço-tempo do hibridismo. Após a exposição da análise, por Adriana Bayer, e com base nas teorias norteadoras do estudo, a comunicação apresenta uma performance, por Adriana Jorgge, da já citada personagem Rami.
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Uma voz de imbondeiro no silêncio da gravana: a representação da mulher na poesia de Alda Espírito Santo e Conceição Lima
Érica Antunes Pereira (USP)

Alda Espírito Santo e Conceição Lima são as poetas que melhor representam a literatura são-tomense de autoria feminina e, embora pertençam a gerações diferentes, suas obras se aproximam tanto pela abordagem temática, quanto pelo projeto de busca por uma identidade feminina. Neste trabalho, partindo de dois poemas que dialogam entre si – “Às mulheres da minha terra”, de Alda Espírito Santo, e “Gravana”, de Conceição Lima –, pretendemos analisar de que forma a mulher, portadora de uma voz aparentemente silenciosa e marcada pelo cotidiano, consegue se inscrever no espaço social e, ao mesmo tempo, transformá-lo.
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Da Filha do céu à Filha da morte: mulheres, sobrevivência e transgressão
Izabel Cristina dos Santos Teixeira (UFT)

Este trabalho enfoca a vida de personagens femininas do romance “Terra sonâmbula”, de Mia Couto (1992). A história se passa em Moçambique, em meio a um cenário de extrema violência provocada pela guerra da então colônia contra a metrópole colonizadora, Portugal. Nesse contexto, mulheres expõem suas vozes, corpo e atitudes, em ações contra crenças que lhes são impostas nas mais diversas situações, tanto no plano subjetivo quanto objetivo. Em estado de alerta, lado a lado ou não, elas somam forças para transpor sede de poder e desumanização que conduzem à morte, movidas por um silêncio abrasador, e criam uma nova história para suas próprias vidas.
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Um novo homem para um novo tempo: considerações sobre formas de representação do corpo na obra de Mia Couto
Márcio Matiassi Cantarin (UNESP)

O objetivo desta comunicação é sondar os modos pelos quais o moçambicano Mia Couto busca romper com conceitos de diferenciação sexual, sejam eles biológicos, psicológicos ou socialmente construídos, de modo a transgredir o status quo patriarcal que toma o corpo masculino como referencial de completude. Em contos como Mulher de mim, Sapatos de tacão alto, Joãotónio, no enquanto e A princesa russa, mulheres e homens se encontram em situações limite que reclamam novos modos de dizer e de ser/estar mundo que sejam mais de acordo com uma nova ordem social a qual se almeja.
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Mapas literários: representações da mulher e da nação em dois romances africanos
Maria Zilda Cury (UFMG)

Representações do feminino e da nação no Niketche, uma história de poligamia, de Paulina Chiziane e no romance Kehinde, de Buchi Emecheta
Marly Jane Fernándes Franco
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Sob o jugo da argila: texto e corpo em Tahar Ben Jelloun
Sandro H. Brincher (PUCRS)

O hibridismo cultural, os paradoxais encontros entre tradição e modernidade e os resquícios psicológicos da herança colonial são temas recorrentes na obra do marroquino Tahar Ben Jelloun. No polifônico romance "O menino de areia", outra questão igualmente importante atravessa a teia narrativa e é determinante em sua composição: o gênero; do corpo e do texto.
Escolha pessoal, adequação social, determinação fisiológica... quais as estratégias de representação que cada narrador utiliza para a homossexualidade e a masculinidade feminina sob o jugo do patriarcado islâmico? Quais os caminhos possíveis para, nas palavras do(a) protagonista Ahmed, libertar-se do peso argila, que o(a) impede de ser o que é? São estas as perguntas pelas quais este trabalho pretende transitar.
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Representação e escritura literária de autoria feminina em Cabo Verde
Simone Caputo Gomes (USP)

Representações da mulher pela mulher cabo-verdiana: a escritura literária de autoria feminina e os olhares da margem deslocados para o centro do cotidiano crioulo.
Orlanda Amarílis, Ivone Aída, Maria Margarida Mascarenhas, Fátima Bettencourt, Dina Salústio, Sara Almeida, Vera Duarte, entre outras autoras de Cabo Verde.
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As mulheres africanas e a guerra: experiência e catástrofe
Simone Pereira Schmidt (UFSC)

A partir das discussões em torno dos temas da violência (Hannnah Arendt, Judith Butler, Paulo Sérgio Pinheiro) e da catástrofe (Walter Benjamin, Hannah Arendt, Jeanne-Marie Gagnebin, Márcio Seligmann-Silva), pretendo fazer uma aproximação entre a experiência traumática da guerra e a experiência das mulheres, na representação das guerras civis que dizimaram países africanos, como Angola e Moçambique. Para tal aproximação, o foco da análise incidirá sobre o conceito de experiência na perspectiva benjaminiana e da teoria feminista (Joan Scott, Nelly Richard, Judith Butler), e seu objeto será constituído pelos textos ficcionais de Ana Paula Tavares e Paulina Chiziane.
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