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49 - Gênero, cultura e desenvolvimento: um debate na Amazônia

Coordenação:
Profa. Dra. Maria das Graças Silva Nascimento Silva, doutora em Ciências Sócio-ambientais pelo UFPA/NAEA. Professora do Departamento de Geografia e do Mestrado em Geografia da UNIR, Coordenadora do GEPGENERO

Profa. Dra. Rosa Ester Rossini, doutora em Geografia, professora do Departamento de Geografia-USP, pesquisadora do Núcleo de Estudos da Mulher e Relações Sociais de Gênero – NEMGE

Prof. Dr. Josué da Costa Silva. Doutor em Geografia pela USP, Professor do Departamento de Geografia e coordenador do GEPCULTURA, UNIR

Na 4ª Conferência Mundial das Nações Unidas para a Mulher, ficou estabelecida como estratégia mundial a promoção à igualdade de gênero, como objetivo fundamental para o alcance do desenvolvimento social e econômico. Esta decisão se baseou no fato de que os esforços de desenvolvimento não haviam enfocado às causas de subordinação das mulheres e assim falhado ao não propiciar impacto significativo sobre as desigualdades de gênero. Não se tem como conceber o desenvolvimento de uma sociedade dissociado dos atores que nela vivem, conhecedores de suas dificuldades, carências e também de suas potencialidades.

No novo debate acerca do desenvolvimento há um reconhecimento de aspectos não incluídos no pensamento econômico convencional. Estabeleceu-se uma importante área de análise, que gira em torno da terminologia "capital social". Um dos enfoques desta área de análise é a relação entre cultura e desenvolvimento, por se tornar num vasto campo de grandes potencialidades, uma vez que existem múltiplos aspectos na cultura de uma comunidade que podem contribuir para seu desenvolvimento econômico e social. Em se tratando de Amazônia, o início do Século XXI traz  à tona os grandes projetos desenvolvimentistas de alta capacidade de impacto sócio- ambientais e que possuem  dificuldades de inserir ou pensar alternativas que assegurem a manutenção de culturas, modos de vidas, valores e saberes das mulheres e populações tradicionais no contexto amazônico. Com o presente simpósio pretendemos  discutir e refletir como  as questões  de cultura e de desenvolvimento perpassam as relações de gênero na região amazônica, nos diversos aspectos que permeiam as relações sociais, como: Educação, Trabalho, Saúde, Política, Geração, Sexualidade, Religiosidade, Meio Ambiente e outros onde além de  aprofundar o debate a respeito das relações de gênero, procuraremos construir condições para o estabelecimento de parcerias com instituições e pesquisadoras/es para o desenvolvimento de nos campos científicos e sociais no contexto amazônico.

Gênero e meio ambiente na Amazônia Brasileira
Rosa Ester Rossini; Sonia Calió (USP)

Os problemas ambientais da sociedade atual são gravíssimos. Degradação da natureza, contaminação de recursos, esterilização de solos, poluição, são realidades cada vez mais presentes nas ações e lutas da sociedade civil planetária por uma conscientização humana a respeito de suas relações sociais com o meio ambiente e a naturezaNa vida cotidiana, esses impactos ambientais sobrecarregam as mulheres, particulamente as mais pobres. Envolvidas com a vivência e sobrevivência da família elas tem estado presentes nas lutas por moradias, pela terra de trabalho, pelos serviços básicos, pela melhoria do meio ambiente.As mulheres trazem à ordem do dia a importância das políticas públicas que incorporem suas necessidades cotidianas e sua participação nas tomadas de decisão.Enfrentar a questão da participação social, política e ambiental da mulher como um direito humano, significa, antes de qualquer coisa, enfrentar a questão da justiça social e ambiental e para tal a Amazônia brasileira nos fornece riquíssimas possibilidades de realização.
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Mulheres no Contexto do Seringal
Antonio Carlos Galvão da Silva (UNIR)

Com o processo de vulcanização em 1839 iniciou-se uma enorme e efetiva penetração ao interior da floresta amazônica. Em 1850 a região recebe um novo e importante
desenvolvimento, sendo, o Barão de Mauá, o responsável pelo incremento do comércio daregião com a Europa e América do Norte. O surto migratório para a Amazônia teve início nos anos de 1877-1879. Estima-se que do primeiro ciclo da borracha até 1960, aproximadamente quinhentos mil nordestinos vieram para essa região. As mulheres que vieram para a
Amazônia, viveram praticamente no anonimato. Contudo, apesar da pouca visibilidade dada à presença feminina nos seringais, estas, vítimas de abusos sexuais e requintes de crueldades
por parte dos seringalistas, de seus representantes nos seringais e por seringueiros, tiveram um papel fundamental não só na coleta do látex, mas, sobre tudo, pela variedade e quantidade de
atividades desempenhada por estas verdadeiras guerreiras da selva que, com sua determinação e coragem, contribuíram sobremaneira para o modo de vida e configuração territorial do espaço amazônico atual.
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Gênero e Sustentabilidade na Amazônia
Elias Brasilino de Souza; Iraildes Caldas Torres (UFAM)

A Amazônia é uma constelação aberta, sem fronteiras rígidas, articulada por processos sociais de grande alcance simbólico que fazem dela uma construção social inventada pelo libelo da fantasia e reconstruída em sua significação real. Trata-se de uma realidade multifacetada em sua dimensão regionalizada e em suas formas de conexão com o mundo. A sua sociodiversidade abre um veio de múltiplas interpretações centradas no núcleo homem/natureza/sociedade. Este estudo detém-se a examinar uma chave de leitura da problemática amazônica que é a relação que mulheres e homens estabelecem com o meio ambiente. Busca-se perceber em que medida as relações de gênero aparecem como uma grande aliada na busca de alternativas para a preservação do meio ambiente, numa perspectiva de sustentabilidade centrada na construção de relações saudáveis entre mulheres, homens e os elementais água, terra e floresta. A partir de um cotejamento de dados, constatou-se que os nativos da Amazônia, homens e mulheres, são os sujeitos centrais da política alternativa de preservação do grande vale amazônico. As mulheres, por exemplo, têm cuidado ao utilizar os recursos hídricos, aos realizar plantio e extração de produtos agrícolas; respeito e acuidade no trato com animais domésticos, envolvendo, inclusive, toda uma rede de simbologia e significado. Conclui-se, portanto, que não são as mulheres e os homens nativos que depredam a natureza amazônica e sim as forças de mercado exógenas presentes na região. É preciso, pois, que sejam valorizadas e potencializadas as relações saudáveis entre mulheres, homens e meio ambiente como condição fundamental para a sobrevivência da Amazônia, quiçá do planeta.
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Os ciclos econômicos e a condição feminina na Amazônia Rondoniana
Sheila Ximenes de Souza (UNIR); Maria das Graças Silva Nascimento Silva

O estado de Rondônia passou por vários processos econômicos que direta ou indiretamente modificou a vida de milhares de pessoas. O presente trabalho trará uma breve retrospectiva abordando alguns processos econômicos trazendo à baila a condição feminina. Durante e posterior a esses ciclos, constata-se que a mulher passou por condições de segregação, sendo submetida a violência e sendo vista como objeto de consumo, diversão e prazer. Será abordado os ciclos da borracha e do ouro e quais as conseqüências para as mulheres. E ainda, questionamentos referentes às políticas públicas que estão sendo pensadas para esse segmento diante dos empreendimentos elétricos apoiados pelo Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal
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Dieta Alimentar de mulheres grávidas e paridas em áreas ribeirinhas da Amazônia
Maria das Graças S. Nascimento Silva (UNIR)

No espaço ribeirinho o papel social das mulheres chama atenção por ser o símbolo da oralidade e do conhecimento local sobre a tradição do “cuidar” da saúde do grupo. E “cuidar” da saúde da comunidade, especialmente das mulheres cabe à parteira essa responsabilidade em comunidades mais isoladas. É ela que é responsável pela dieta alimentar da grávida e da nutriz, é ela quem vai orientar sobre os “perigos” do consumo de certos alimentos, o que fica proibido, e o que deve ser ingerido. São ensinamentos adquiridos ao longo do tempo e da história, repassados ao longo das gerações através da oralidade do grupo Para as mulheres ribeirinhas, no período gestacional e durante a amamentação, os alimentos que contém reima e os que sofrem maior recusa por parte delas são:bichos de casco ,peixe de couro ,carne de caça, de porco, de gado, de galinha de pés roxos e frutas cítricas. Na cultura das parteiras e das mulheres ribeirinhas, consumir esses alimentos é um sério risco à saúde, essa é a verdade do grupo. Pois tem toda uma simbologia a respeito dos alimentos. Então como manter uma dieta saudável no período gestacional sem interferir na cultura do grupo? Segundo as parteiras, as mulheres são saudáveis, justamente porque não consomem qualquer alimento que possa comprometer a sua saúde e a do bebê.Os ribeirinhos têm uma preferência muito grande pela galinha de granja, “congelada”. Esse alimento é consumido em todas as etapas da vida da mulher, não recebe nenhuma restrição.
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De ribeirinhos sobre a saúde: mergulho nas representações femininas sobre saúde e doença no rio Madeira
Wilma Suely Batista Pereira (UNIR)

Trata-se de pesquisa qualitativa realizada na comunidade ribeirinha de Nazaré, situada a 150 km de Porto Velho. A investigação visa a conhecer as representações das mulheres locais sobre a saúde e a doença de modo orientar a construção de um cuidado promotor da saúde e impactante no desenvolvimento da comunidade. São objetivos da investigação: Geral: Investigar e analisar as representações mantidas por mulheres ribeirinhas sobre a saúde e a doença, a partir das estratégias de cuidado utilizadas no cotidiano feminino. Específicos: Descrever as representações sobre saúde e doença; Elencar as doenças e agravos mais conhecidas pelas informantes; Enumerar as ações cuidativas exercidas para cada tipo de doença. Materiais e métodos: Para a coleta de dados foram realizadas observações participantes a partir de Malinowski, entrevistas semiestruturadas utilizando formulário com questões abertas em que as informantes foram estimuladas a falar sobre saúde, doença, o que fazer quando há alguém doente. Resultados: a realização da investigação mostra que no cotidiano das mulheres ribeirinhas a malária, a gripe e o quebranto(sob as mais diversas formas de sintomatologia) são os desafios mais temidos. As representações de saúde como “força para trabalhar”, “alegria de ser mulher”, “coragem para criar os filhos” e de doença como “atraso de vida”, foram as mais referidas nos depoimentos. Outro achado da investigação é a representação “cuidadora” como papel essencialmente feminino.
Palavras-chaves: ribeirinhas, representações coletivas, cuidado.
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Práticas devocionais e religiosidade popular: as mulheres ribeirinhas nos festejos religiosos de comunidades ao longo do rio Madeira
Adriano Lopes Saraiva; Selma Suely de Oliveira Sarmento (UNIR)

A realização dos festejos religiosos nas comunidades ao longo do rio Madeira, no município de Porto Velho, Estado de Rondônia tem em sua estrutura momentos marcantes voltados às práticas devocionais dos fiéis que fazem parte desse evento religioso. O pagamento de promessas, o “fazer” promessas, a procissão, as novenas, as celebrações religiosas, os sacramentos, as rodas de orações, são exemplos de práticas devocionais muito fortes e que são organizadas em sua grande maioria por mulheres. O acontecer do festejo tem na figura das mulheres papel de relevada importância, pois elas estão a frente das atividades, da organização e dos momentos festivos e religiosos. E são elas que tomam a frente das novenas, das orações e praticam de forma fervorosa a fé na figura dos santos padroeiros. As mulheres ocupam o espaço das festas religiosas por alguns motivos específicos; um deles é fato delas possuírem capital social e cultural; os festejos permitem a formação da identidade e oferecem formas particulares de permissão e de convicções morais religiosas. Já que a religiosidade observada nas comunidades ribeirinhas é fruto de um processo histórico advindo da ocupação do colonizador que veio explorar as drogas do sertão, dos fluxos migratórios pra região amazônica objetivando explorar a seringa e da ocupação do espaço para moradia e consolidação do território brasileiro. Dessa forma a participação das mulheres nos festejos religiosos é influenciada significativamente pelos espaços sociais disponíveis para elas dentro da estrutura da social das comunidades situadas ao longo do rio Madeira.
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Gênero e religiosidade no contexto das festas religiosas em comunidades ribeirinhas da Amazônia
Josué da Costa Silva; Adriano Lopes Saraiva (UNIR)

Historicamente, segundo Mary Del Priore o espaço da mulher além do trabalho e seu cotidiano eram ditados pelas atividades em torno da igreja; as festas, as procissões, além das práticas domésticas, como rezar o terço diante do oratório e ensinar aos pequeninos as principais orações. No tocante a religião, este foi um espaço além da família onde a mulher podia transitar sem maiores problemas, afinal a religião se tornou “afeminada”. E nas comunidades ribeirinhas da Amazônia, esta situação é observada com grande freqüência, uma vez que as atividades da igreja são papeis da mulher. Afinal as igrejas e outros espaços sagrados particularmente ofereceram um espaço social que de outra forma não seria disponível às mulheres. A população ribeirinha que vive na Amazônia tem como principal prática religiosa o catolicismo, embora sejam eminentemente católicos é muito comum à crença em superstições e mitos que fazem parte do cotidiano das comunidades situadas à margem dos rios. Essa é uma religiosidade que se expressa através da devoção aos santos católicos e da reunião da comunidade em momentos específicos para celebrarem seus padroeiros, tais eventos se caracterizam pela realização de festas religiosas ou festejos, como são designados na região ribeirinha. Este trabalho busca estabelecer as bases de compreensão da religiosidade e o papel da mulher; uma vez que as festas religiosas se configuram como eventos de elevada importância para esta população e a mulher possui papel de destaque dentro dessa organização.
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Comunidades ribeirinhas do rio Madeira: “Pontos e contra-pontos” de gênero ao desenvolvimento
Elaine Filgueiras Gonçalves Fechine (UNIR)

Os debates em torno das temáticas desenvolvimento e gênero são relativamente recentes no Brasil e em se tratando da região amazônica, ainda mais. A partir da década de 70, instituições internacionais como a Organização das Nações Unidas, o Banco Mundial, os movimentos sociais e a academia, passaram a incorporar essas questões. Na 4ª Conferência Mundial das Nações Unidas sobre as mulheres, ficou estabelecida como estratégia mundial a promoção à igualdade de gênero, como objetivo fundamental para o alcance do desenvolvimento social e econômico. Na Amazônia e em particular nas comunidades ribeirinhas, com seu modo peculiar de vida, o saber transmitido através das gerações, cultura, raça e etnias distintas, os Projetos, Planos ou Programas de Governo só alcançarão resultados positivos se incluírem as mulheres na condição de agentes partícipes do desenvolvimento local. Urge o combate a pobreza, não somente a destituição material mais a pobreza política, de dimensão mais complexa e abrangente que induz a impossibilidade da mulher de conduzir o seu próprio destino. Nesse sentido a educação é essencial para o processo de desenvolvimento, na medida em que contribui para a conscientização, a compreensão dos direitos e deveres, ampliando assim o sentido de cidadania a uma parcela da população que se encontra às margens de Políticas Públicas, tendo os seus direitos aviltados sem que percebam. As Comunidades Ribeirinhas do Rio Madeira, vinculadas ao Município de Porto Velho, devem ter iguais oportunidades de acesso a serviços públicos, como educação, proteção a saúde, moradia e saneamento ambiental, proporcionando as pessoas vida digna.
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A invisibilidade da mulher camponesa
Terezinha Ferreira de Souza; Josué da Costa Silva; Sheila Ximenes de Souza (UNIR)

As mulheres há muito têm vivenciado um processo de exclusão, exploração de seus corpos e silenciamento. Se antes, a economia baseava-se nas atividades de manutenção e subsistência dos grupos camponeses, hoje, vivenciamos a corrida pela acumulação, e vemos constantemente estudos e pesquisas com o intuito de analisar estratégias mais eficazes para se conquistar mais dinheiro. No período de auto-suficiência no campo, mesmo com o trabalho cooperativo familiar, já existia a divisão sexual do trabalho, marcada pelo patriarcalismo. O homem detentor da força física se fazia presente como o proprietário da terra, do sustento orgânico e social da comunidade campesina. Com exceção do período matriarcal, desde a pré-história aos dias atuais, no âmbito urbano ou rural, com perspectivas econômicas baseadas na agricultura ou no sistema industrial, da era primitiva à era tecnológica a mulher representou e representa ainda hoje, invisibilidade diante de atividades desempenhadas, seja no âmbito econômico, social ou intelectual, através da exclusão que muitas vezes apresenta-se de forma tácita.
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Mulheres nas Ciências
Gabrielle Pellucio, Maria das Graças S. Nascimento Silva (UNIR)

Esta pesquisa foi realizada na Universidade Federal de Rondônia para o Programa de Iniciação Cientifica, PIBIC que teve como finalidade discutir a participação feminina na produção do conhecimento cientifico. A princípio levantamos o quantitativo de mulheres líderes de grupos de pesquisa certificados, de mulheres no Mestrado e Doutorado e da participação feminina no Comitê Técnico Científico, devidamente credenciadas na base do CNPq, em seguida realizamos o instrumental de coleta de dados com 27 das 37 mulheres. Neste caso, consideramos uma baixa de 10 questionários não respondidos em virtude de algumas pesquisadoras estarem afastadas da Universidade em qualificação, por motivo de saúde, ou por estarem aposentadas. Estas 27 pesquisadores estão distribuídas nos 5 Campi e nas seguintes áreas: Ciências Humanas e Sociais (14), Ciências Exatas e da Terra (4) e Ciências da Vida e Saúde (5), Lingüística e Artes (4). Em outro momento realizamos as entrevistas estruturadas que possibilitaram conhecer o que as pesquisadoras da Universidade Federal de Rondônia pensavam sobre alguns assuntos como formação, a dupla jornada, o fazer ciência na Universidade, as dificuldades, o homem e a mulher, entre outros. Os resultados apresentados revelam que a pesquisa na Universidade, merece uma atenção especial como política institucional, pois apesar de todos os esforços das pesquisadoras em captar recursos para realizar a sua pesquisa, ainda, esbarram em vários obstáculos na própria instituição. Outro fator importante é a dificuldade em divulgar sua produção que é tão essencial para consolidação de sua carreira e dos grupos de pesquisas certificados pela UNIR na base do CNPq.
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Histórias de vida de professoras da Amazônia
Domingas Luciene Feitosa Sousa; Sheila Ximemes de Souza; Terezinha Ferreira de Souza (UNIR)

O objetivo deste artigo foi de analisar as histórias de vida de duas professoras que migraram para a Amazônia a partir da década de 70. Foi nessa região que as mesmas desempenharam suas atividades no magistério, descrevendo suas experiências frente à educação e as relações de gênero.
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Corpo, sexualidade e gênero na Amazônia: estudo nas narrativas de autoria feminina no Acre
Margarete Edul Prado de Souza Lopes (UFAC)

O corpo feminino, a sexualidade e a teoria de Gênero vêm permeando meus trabalhos de pesquisa desde 2005, na Universidade Federal do Acre. A partir de algumas orientações de bolsistas de PIBIC, trabalhando com subprojetos somando Literatura e Gênero, decidi criar o Grupo de Pesquisa de Crítica Feminista, Estudos Culturais e Teoria de Gênero na UFAC, em 16 de maio de 2006. Dela para cá, concluímos a orientação de quatro subprojetos de pesquisa dentro desta temática e estamos finalizando mais dois, com apresentação oral prevista para julho de 2008. Este trabalho pretende fazer um resumo dos meus estudos no Acre tematizando a mulher, cultura, sexualidade, condições de vida feminina na Amazônia. Utilizando o pensamento de pensadoras como Simone de Beauvoir, Julia Kristeva, Nancy Chodorow, Judith Butler e Gayatry Spivak, entre outras, as bolsistas de iniciação científica vêm estudando narrativas de autoria feminina no Acre, em revistas, jornais e livros isolados, como o lugar de contestação, de lutas econômicas, políticas, sexuais e intelectuais. Foi dado destaque às narrativas retratando mulheres em variadas situações, marcadas pelo sexo, pela raça, pela classe social. Nestes 3 anos de pesquisa, os resultados não apresentaram nenhuma variação sempre mostrando as personagens femininas como mulheres construídas pelo patriarcado, dominadas por uma sociedade androcêntrica, na qual a mulher não teve lugar para atuar no espaço público antes de 1980.
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O entendimento da construção da sexualidade: uma perspectiva geográfica
Lucileyde Feitosa Sousa; Adnilson de Almeida Silva; Wendell Teles de Lima (UFPR)

Este artigo se propõe a discutir a idéia de territorialidade, com base na abordagem geográfica social, enfatizando os aspectos culturais e ideológicos construídos a partir do modo capitalista, atendo-se a compreensão da atualidade, daquilo que chamamos de pós-modernidade. Entretanto, ressalta-se que essa construção não pode prescindir dos processos ideológicos que permeiam a construção espacial e como se expressam na definição produtora das contradições. É uma tentativa de levantar alguns questionamentos presentes na nossa sociedade acerca dos papéis desempenhados por homens e mulheres, numa perspectiva de gênero que leva em conta as próprias contradições humanas como sendo construtoras de um ideal, não se limitando a uma dicotomia fragmentada dos gêneros, mas a construção de uma sociedade possível. Desse modo, essa sociedade poderá ser consolidada por debates, respeito pelo diferente, pelas distintas culturas, onde o ser humano é sujeito de sua própria história. Sem dúvida, é um processo de construção que considera o diferente, como algo que acrescenta o valor, os significados, à essência humana, imprescindível à evolução do homem, sobretudo de afirmação de uma nova sociedade, onde o respeito e a ética possam ser orientadores dessa construção do possível. Quem sabe sonhar utopicamente com o “admirável mundo novo”, sem mecanicismo, feito de emoções, de diferenças aceitáveis e de sujeitos preparados para entender essas diferenças de gênero.
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