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54 - La mujer americana en los discursos: los imaginarios sociales, políticos  y culturales

Coordenação:
Profa. Fernanda Gil Lozano, Mgtr en Sociología y Análisis Cultural, Prof de Historia Social Latinoamericana. Carrera de Sociología, Prof. de Problemas de Historiografía: Historia Social  del Género, Miembro del Instituo Interdisciplinario de Género, Universidad Nacional de Buenos Aires.- Buenos Aires – Argentina

Profa Dra Silvia Mabel Novoa Zieseniss, Dra en Historia de América, Prof. Titular – Facultad de Humanidades- Universidad Nacional del Nordeste, Resistencia – Prov. Chaco –Argentina

El desarrollo de América como espacio político se realizó a través de procesos donde se instalaron  la anulación del otro, la discriminación y el predominio racial. De esta forma, el desarrollo intelectual americano, estuvo en directa relación con estos temas, formándose  una clase dirigente circunscripta a la medianía de la repetición de modelos  culturales europeos que establecían el dominio de unos y la dominación hacia los otros. En estos espacios se desarrolló la vida cotidiana de quienes formaron los núcleos poblacionales  de expansión familiar y cultural. Y es allí donde se iniciaron los cambios, las resistencias o el fortalecimiento de las estructuras conservadoras consolidadas. Pero, si bien la  conservación de esos acerbos culturales estuvo a cargo de las mujeres, esta  situación no fue contemplada en los niveles de vida política y cultural en que ellas se desenvolvieron. Al terminar el siglo XIX y durante el XX esos conflictos generaron un espacio de “relaciones peligrosas” para una sociedad políticamente masculinizada. Y allí encontramos las luchas de pioneras visualizadas, ignoradas o perseguidas, pero nunca acalladas. El objetivo de esta mesa temática es crear un espacio de reflexión y de estudio sobre la lucha de las mujeres por la apropiación de esos espacios, en diferentes momentos de nuestras historias nacionales y americanas en su totalidad.

Discurso e gênero: uma discussão sobre modos de enunciar o feminino
Denise Regina Quaresma da Silva, Eliana Muller de Mello (Centro Universitário Feevale)

Este trabalho discute os conceitos de poder, subjetivação e (a)normalidade, bem como os conceitos de cultura e diferença em relação à temática da enunciação do feminino. Descreve como se constrói um discurso sobre as mulheres, atentando para os vazios do simbólico em relação ao feminino. Analisa: a constituição desse padrão feminino, para tratar da invenção e produção da mulher: o governo dos outros e de si; a produção do feminino nas práticas sociais; as relações de poder/saber que constituem a forma de governo de manuais de civilidade, que produzem a mulher como um ser civilizado, educado em seus desejos e sexualidade. Logo, são atribuídas personalidades para homens e mulheres, gerando a necessidade da existência de um ser frágil, dócil para justificar o outro ser forte e agressivo, reiterando a cultura patriarcal e garantir a assimetria entre os gêneros. Mostra uma concepção de sexualidade que generaliza o significado da experiência sexual, ignorando as variações entre diferentes grupos, culturalmente definidos, na atribuição de significados ao corpo. Discute, portanto, as formas de subjetivação do disciplinamento de corpos, através de dispositivos que produzem uma mulher submissa. Isso produz efeitos na subjetivação da mulher contemporânea e, conseqüentemente, na forma de pensar a sua educação através do discurso e da representação social.
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A heterogeneidade do discurso feminino: mulher-efeito e seus desdobramentos
Kátia Alexsandra dos Santos (UNICENTRO)

Tendo como contexto as novas configurações pelas quais passam homens e mulheres na contemporaneidade, este trabalho tem como objetivo pensar o efeito identitário da mulher a partir do discurso que ela faz circular sobre si mesma. A base teórica e analítica parte dos pressupostos da Análise do Discurso de linha francesa, sobretudo no que diz respeito aos conceitos de heterogeneidade e de forma-sujeito. Da Psicanálise retiramos a noção de sujeito desejante e da mulher como sintoma. Com isso em vista, analisamos um corpus constituído por dez entrevistas realizadas com mulheres de perfis diversificados. A partir desse corpus, descrevemos o processo de interpelação da mulher, o que chamamos de “efeito-mulher”. Na descrição/interpretação feita, observamos ainda o que “escapa” dessa interpelação, o que fura na teia discursiva tecida pela mulher contemporânea. A partir das análises que fizemos podemos dizer que a mulher atual tem se situado na posição determinada para ela pelas práticas discursivas masculinas, entretanto, a heterogeneidade inerente à constituição do sujeito faz com que essa interpelação não se dê de forma completa, o que se pode verificar nos equívocos e faltas presentes no discurso feminino. Assim, a mulher contemporânea reproduz um discurso composto por formações discursivas machistas, feministas, entre muitas outras que a ideologia dominante faz circular. Contudo, também dá voz a um discurso “outro” que desestabiliza a suposta homogeneidade do que chamamos de “discurso feminino”. Desse lugar de interpretação que construímos é possível afirmar que a mulher é, portanto, efeito, mas um efeito que possui desdobramentos: materialização da heterogeneidade.
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Relaciones de género: sexualidad y trabajo en Argentina, Chile y Costa Rica
Mariano Andrés Morato (UBA)

El trabajo se propone, a partir de las categorías de género, trabajo y sexualidad, hacer un análisis comparativo de tres textos que abordan dichos conceptos: el primero es el texto de Thomas Klubock “Hombres y Mujeres en El Teniente: la construcción de género y clase en la minería chilena del cobre, 1904-1951”, el segundo es el de Silvana Palermo “¿Trabajo masculino, protesta femenina? La participación de las mujeres en la gran huelga ferroviaria de 1917” y el tercero es el de Carmen Murillo Chavarri “Masculinidad y Cultura del Trabajo Ferrovial en Costa Rica (1872-1890).
Veremos cómo cada uno de las autoras y autores de estos tres textos abordan las relaciones de género en un contexto de trabajo dominado por los hombres –en el texto de Murillo Chevarri las mujeres están ausentes en todo el proceso de construcción ferrocarril-, sobre todo si tenemos en cuenta la definición de género que utiliza Klubock, en la cual las relaciones de género son entendidas como la definición ideológica, social y cultural de la sexualidad.
Así como Klubock propone abordar los mecanismos a través de los cuales las ideologías de género y las construcciones de la sexualidad moldearon la formación de la clase trabajadora de “El Teniente”, trataremos de ver en qué condiciones se realizó la huelga ferroviaria argentina de 1917 y si las categorías aplicadas a uno y otro caso pueden ser intercambiables con las utilizadas para el análisis el caso chileno. A su vez, podremos analizar el caso de Costa Rica y cómo se construye la sexualidad en ese caso.
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Que seremos nós, as Mulheres? Entre o Discurso e a Experiência
Luciene Fontão (UFSC)

Aqui se pretende discutir o conceito Mulher como coletivo, na constituição de contextos que se diferenciam no discurso, na consideração de um conjunto de categorias da teoria feminista decorrente da reflexão sobre identidade, experiência e os deslocamentos como parte de um processo de autoconhecimento, a partir dos postulados de Chandra Mohanty, Judith Butler, Thereza de Lauretis dentre outros. Reflexões sobre as conseqüências dos debates do conceito feminista no Sul do Brasil.
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Estratégias de se fazer ver ou de como constituir visibilidades
Márcia Luiza Machado Figueira (UFRGS)

Este trabalho analisa a partir da perspectiva dos Estudos de Gênero e Estudos Culturais, na sua aproximação com os estudos de Michel Foucault, os modos pelos quais mulheres adeptas da prática esportiva skate, constroem estratégias de visibilidade. Estes campos de estudos possibilitam o entendimento de que as práticas sociais são culturalmente produzidas em meio à disputas nos distintos jogos de poder que as constituem. E que historicamente vem sendo negociado e disputado em busca de significação das mulheres como sujeitos políticos partícipes da construção da história da vida humana, em suas amplas dimensões. Nesse sentido, ao considerar que o skate em distintos contextos, ainda é representado como uma prática culturalmente associada ao universo masculino mais que ao feminino, o estudo aqui apresentado elegeu para a sua observação e acompanhamento algumas fontes em que as ações produzidas por skatistas fizeram emergir, práticas discursivas que circulam nos sites, blogs, zines, revistas, encontros e circuitos promovidos por elas. Tais ações são por mim consideradas como “estratégias de se fazer ver”. Pois ao imprimir esforços no sentido de produzirem-se as skatistas investiram esforços para estarem presentes nesses espaços midiáticos e posicionarem -se como sujeito de ação. Divulgando produtivamente, as vozes e as imagens de mulheres em suas variadas intervenções, tornam-se visíveis rompem fronteiras e colocam em funcionamento jogos e estratégias de poder, que as inscrevem no universo dos esportes e determina as condições de sua existência.
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A mulher rural na literatura latinoamericana
Ana Brancher (UFSC)

A literatura constitui-se em espaço peculiar para análises históricas. Possiblitando aproximações e distanciamentos entre o discurso histórico e o discurso ficcional, o texto literário, no caso o romance, trabalha com riqueza de horizontes os diversos sujeitos do fazer histórico. Em nossa comunicação, analisamos como a mulher rural foi tratada em duas obras literárias clássicas da literatura latinoamericana: El llano en llamas (1953) do escritor mexicano Juan Rulfo (1917 – 1986) e O continente (1949) do escritor brasileiro Érico Veríssimo (1905 - 1975).
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O imagínário paraguaio ao redor de Pancha & Lynch
Alai Garcia Diniz (UFSC)

Pancha Garmendia, paraguaya, una de las novias de Solano López es la que lo rechaza cuando se da cuenta de sus intenciones poco serias. Elisa Lynch, la extranjera de Irlanda, le conoce en Paris y vuelve con él a Asunción y aunque sea la madre de sus hijos y nunca le abandone, no puede contraer matrimonio con el presidente por haber sido casada antes con un francés. Es la rubia que incluso le acompaña en la jornada por el país y en su huída al fín de la Guerra Grande. ¿Qué clase de imaginarios suelen acompañar esas dos personajes históricas en la literatura que se prolifera como hilos testimoniales alrededor de la Triple Alianza? Y cómo en la última obra de Roa Bastos se representan esas dos potencias de lo feminino personificadas por un imaginario híbrido y transcultural en Pancha Garmendia y Elisa Lynch (2006)?
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Estrategias de poder en el discurso de La Cautiva, de Esteban Echeverría
Aldo Oscar Valesini (Universidad Nacional del Nordeste)

El devenir histórico mexicano nos permite observar que, gracias al triunfo de la Revolución Mexicana (y al interés que despertaba el séptimo arte), en este país se fue gestando de forma temprana un estilo de cine que podemos calificar como nacionalista. A partir de la apertura del período de institucionalización de la Revolución Mexicana, en forma cada vez mas acentuada se busca plasmar el carácter heroico o épico de la misma, en donde el cine fue tan solo uno de los medios empleados para tal fin, a la par de otros importantes movimientos artísticos y culturales –como la pintura o el muralismo. La llegada del cineasta ruso Sergei Eisenstein –El Acorazado Potemkin, Octubre, etc.- en 1930 marca un hito en este sentido, ya que da inicio a una serie de realizaciones, de las cuales nos interesan particularmente algunas producciones que nos servirán de ejemplo para graficar el rol de la mujer a lo largo de la Revolución, específicamente, en algunos casos, el de la singular imagen de la soldadera, fuente, hasta nuestros días, tanto de inspiración como de debate para algunas de las disciplinas sociales interesadas en las cuestiones de género; principalmente, respecto a la dicotomía entre la mujer “rebelde” que encarna la soldadera y la mujer “tradicional”, ambas situadas en el contexto de la revolución mexicana.
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Cunhataí - um romance da guerra do Paraguai (2003) – a representação do corpo feminino no Novo Romance Histórico Latino-americano
Maria Josele Bucco Coelho (UFPR)

Conforma afirma Giddens (2002), a reflexividade é umas das fontes da natureza dinâmica da condição pós–moderna e consiste no processo constante de exame e reforma das práticas sociais à luz de informações renovadas sobre estas próprias práticas. Nesta perspectiva, o novo romance histórico latino-americano se constitui numa das construções discursivas contemporâneas que permite um reinventar dos signos que a história oficial produziu. Trata-se de uma revitalização do modelo scottiano, convertido em um subgênero que se prolifera em todo o continente e que é caracterizado por Menton (1993) como uma representação mimética de um determinado período histórico, distorcido mediante omissões, exageros e anacronismos. Ainda pode-se elencar a ficcionalização de personagens históricos, o uso da intertextualidade e da metaficção além dos conceitos bakhtinianos de dialogia, carnavalização, paródia e heteroglossia. A partir da análise da obra Cunhataí – um romance da Guerra do Paraguai, de Maria Filomena Bouissou Lepecki, publicado em 2003, esse trabalho refletirá sobre a representação do corpo feminino e a consolidação da corporeidade nas possíveis “outras histórias” engendradas nesse romance histórico.
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Dos discursos femeninos pioneros de la subversión textual en la aurora de la modernidad
Marta Graciela Trógolo (Facultad de Humanidades. UNNE, Chaco, Argentina)

La intención de la presente propuesta es abordar los discursos femeninos de Santa Teresa de Ávila y de Sor Juana Inés de la Cruz, como representativos de dos osadas pioneras en la lucha de siglos emprendidas por las mujeres, con el afán de ser integradas y reconocidas “pensadoras” en pie de igualdad con los hombres, en el ámbito de las letras, las artes y las ciencias desde la religión y el entorno sociocultural e histórico vivido. Si la religión profesa que “la verdad os hará libres”, estas mujeres sienten la necesidad de transmitir tanto sus propias experiencias en su búsqueda, como la de expresarla, a través del don de la pluma del que evidentemente han sido dotadas y que, para recibirlo no consta en Las Escrituras haya privilegio alguno de sexo.
Tal entorno por ellas vivido, juega un rol importante a la hora de comprender la necesidad de recurrir al arte, como único medio de expresión y liberación que posibilita la transmisión de una idea común a un grupo minoritario. El recurso al discurso trasgresor tiene por finalidad impugnar los diversos principios de poder que fueran impuestos sobre los propios y que estigmatizan la posibilidad de un contenido de pretensiones absolutamente universalista.
En el mismo sentido, también intenta demostrar, por medio de la interpretación, el muy en boga y controvertido tema de los mecanismos de subversión textual, que permite ver más allá de los mecanismos artísticos utilizados, el mensaje emitido por ambas escritoras.
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Las mujeres españolas, portuguesas y americanas: representações femininas sob a ótica do ideário hispanista no século XIX
Edméia Ribeiro (UEL)

Las mujeres españolas, portuguesas y americanas, configura-se em uma coleção composta por textos e litografias que tematizam mulheres, editada na década de 1870 na Espanha. Nesta obra são representados diversos espaços territoriais independentes na América hispânica e portuguesa, Espanha e Portugal, através de imagens de mulheres. Os discursos ali presentes, tanto o textual quanto o iconográfico, abordam questões que são pungentes no oitocentos, a saber, identidades e constituição de espaços nacionais e, a ideologia hispanista, baseada em experiências comuns entre Espanha e ex-colônias, embasa tais discursos. Nesta pesquisa parte-se do pressuposto que imagens, textos e a simbologia feminina constituem-se em forma eficaz de tocar os imaginários sociais para problemas políticos daquele momento.
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Familia y poder político-económico en la hispanoamérica moderna
Nelly Estela González; Analía Silvia García (Universidad Nacional del Nordeste / Facultad de Humanidades)

La legitimación de la Historia nos remite, necesariamente, al rol de la Memoria porque la Historia en su sentido ejemplar, debe interpretar la experiencia del pasado para comprender las actuales condiciones de vida y desarrollar modos alternativos conforme a esa experiencia. Es una construcción que implica enfrentar el pasado, aprehenderlo, mantenerlo vivo, volverlo actual.
La incomprensión del presente nace de la ignorancia del pasado.
La Historia de los pueblos tiene momentos o períodos que por su relación con el presente se vuelven trascendentes y pueden modificarlo. Es precisamente en ésta intersección donde Historia y Memoria se vinculan intrínsecamente de modo tal que el recuerdo ayude a mejorar nuestro presente.
Inserta en ésta perspectiva nuestra propuesta es analizar un pasado que, cronológicamente, está distante pero que, en las actitudes, no nos resulta tan lejano.
La idea es, rescatar de una historia predominantemente androcéntrica, el rol de la mujer como parte de un análisis que la historiografía norteamericana y europea vienen haciendo desde la segunda mitad del siglo pasado a través de la categoría analítica de Género, pero que en nuestro país es bastante más tardía y en nuestra universidad se está iniciando. Indudablemente esto nos remite al análisis de documentos con una lectura y un enfoque diferente.
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Una fortaleza inexpugnable”. Conflictos y consensos en torno al brazo asistencial del Estado. Buenos Aires, 1880-1910
Valeria Silvina Pita (Universidad de Buenos Aires, Instituto Interdisciplinario de Estudios de Género)

En este trabajo se analiza la particular experiencia de agencia de un grupo de poderosas mujeres argentina que actuaron en el escenario público a partir de la Sociedad de Beneficencia, y las relaciones y tensiones que establecieron con la corporación médica porteña. Tal cruce permite rearmar un mapa de las tensiones en el seno de los sectores dirigentes y las elites como así también abren una ventana para resituar las formas, los recursos y las solidaridades que esas poderosas mujeres generaron para sostener su ascendiente político, sin bregar en ningún momento por su inclusión a partir del voto. El tránsito temporal de este trabajo va desde 1880 a 1910. Tres son las razones de este recorte. Por un lado, en esos años, la Sociedad de Beneficencia de la Capital Federal se erigió como la agencia oficial más relevante del territorio nacional. Así pudo contar por ejemplo -a pesar de las crisis económicas cíclicas y los problemas de financiamiento público que atravesaron a esos años- con los recursos suficientes para llevar adelante nuevos programas sanitarios y asistenciales y la edificación de nuevos y “modernos” edificios. Además, a lo largo de esos años, el sistema de beneficencia pública que dirigían fue en distintos momentos cuestionado por aquellos sectores que buscaban organizarlo en otros sentidos y por otras manos. En tercer lugar, fue a lo largo de este período que la llamada “cuestión social” tomó cuerpo y las intervenciones sociales se transformaron en un campo de disputas y también de encuentros entre diferentes sectores de las elites profesionales, gubernamentales y políticas.
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Política é coisa de homem: disciplinarização e representações femininas na imprensa político-partidária catarinense no início republicano (1889-1894)
Emy Francielli Lunardi (UFSC)

A imprensa foi, durante a segunda metade do século XIX na capital de Santa Catarina, impulsionada pelas lutas político-partidárias. Concomitantemente a essa disputa ocorria a divulgação da ideologia burguesa. Propagar as “luzes” da civilização, fomentar o progresso, construir uma esfera íntima familiar, disciplinar os comportamentos e separar o setor privado do público eram preocupações que transpareciam nos textos políticos dos jornais partidários no início republicano. Uma vez que, segundo esse imaginário, a cena pública deveria ser ocupada apenas por homens, as mulheres raramente apareciam nesses artigos. E quando isto ocorria seus papéis eram claramente delimitados: elas eram meras auxiliares desempenhando funções compatíveis à de mãe e dona-de-casa (enfermeiras e anfitriãs), ou eram vítimas dos horrores cometidos por homens inescrupulosos, ou então eram transgressoras – mulheres-macho ou loucas. Em qualquer dessas representações reforçava-se um comportamento idealizado, considerado aceitável para as mulheres e esperado delas. Esses artigos por vezes cômicos deixavam claro que a política não cabia ao sexo feminino e que ultrapassar essa fronteira era adentrar nos limites do anormal e do monstruoso. Mesmo assim, sempre houve as que ousaram, principalmente em momentos de exceção como as guerras e revoltas civis. Não foi diferente durante a Revolução Federalista em Santa Catarina.
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A experiência formatando a representação feminina no cinema
Cleber Rosso Bicca (UFSC)

Na década de 90, a experiência, concebida por muitas feministas como posição fundadora, talvez até ontológica do movimento, foi descentrada pelo debate teórico promovido por Joan W. Scott (1991). Para a estudiosa, era necessário teorizar a experiência, uma vez que essa provinha de idéias concebidas, de conceitos culturalmente formados, com história própria, sendo necessário inserir a experiência em um discurso, em uma mentalidade. Para Scott e Judith Buttler (1992), o movimento, de certa forma, sempre esperou que a experiência dos países periféricos servisse como estudo de caso para a comprovação das teorias elaboradas nos centros. Um dos principais objetos para essa análise são, nos estudos culturais, os filmes que possibilitam captar sutilezas e criar representações que possibilitem tal análise. Neste caso, a produção Antonia (Coração Selvagem, 2006), terceiro longa da diretora Tata Amaral, ao lado de Um Céu de Estrelas (1998) e Através da Janela (2000), forma uma trilogia dedicada às mulheres, seus tipos e arquétipos, oferecendo um excelente espaço para discussões acerca do conceito de experiência e de sua apropriação pela diretora. Focando nas articulações entre experiência e representação, é possível constatar que a retomada da experiência possibilitou uma múltipla concepção de mulher e de feminilidade partir das intersecções de raça, classe e faixa etária.
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La mujer en la revolución mexicana según la óptica del cine- 1930-1950
Alberto E. Álvarez, Pablo G Poseer (Universidad Nacional del Nordeste)

El devenir histórico mexicano nos permite observar que, gracias al triunfo de la Revolución Mexicana (y al interés que despertaba el séptimo arte), en este país se fue gestando de forma temprana un estilo de cine que podemos calificar como nacionalista. A partir de la apertura del período de institucionalización de la Revolución Mexicana, en forma cada vez mas acentuada se busca plasmar el carácter heroico o épico de la misma, en donde el cine fue tan solo uno de los medios empleados para tal fin, a la par de otros importantes movimientos artísticos y culturales –como la pintura o el muralismo. La llegada del cineasta ruso Sergei Eisenstein –El Acorazado Potemkin, Octubre, etc.- en 1930 marca un hito en este sentido, ya que da inicio a una serie de realizaciones, de las cuales nos interesan particularmente algunas producciones que nos servirán de ejemplo para graficar el rol de la mujer a lo largo de la Revolución, específicamente, en algunos casos, el de la singular imagen de la soldadera, fuente, hasta nuestros días, tanto de inspiración como de debate para algunas de las disciplinas sociales interesadas en las cuestiones de género; principalmente, respecto a la dicotomía entre la mujer “rebelde” que encarna la soldadera y la mujer “tradicional”, ambas situadas en el contexto de la revolución mexicana.
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Mulheres que Amam Demais Anônimas (MADA): Molécula de uma revolução subjetiva de outsiders?
Alcione do Socorro Andrade Costa (UFPR)

O objetivo deste trabalho é apresentar algumas considerações teóricas iniciais sobre a irmandade Mulheres que Amam Demais Anônimas – MADA. O primeiro grupo foi fundado em 16 de abril de 1994 em São Paulo e desde essa data, esse modelo de organização social laico e não profissional têm se disseminado pelo país e hoje está presente nas principais capitais brasileiras. A origem desse grupo foi inspirada no livro “Mulheres que Amam Demais”, da terapeuta Robin Norwood (2005). Baseada em sua experiência clínica e inspirada no modelo de AA, Norwood desenvolveu a perspectiva de uma mulher co-dependente, que vive sob o signo de “amar demais”, o qual se configura, segundo o discurso do grupo, em um vício. A experiência amorosa estruturada como viciosa, é o elemento que filia o grupo MADA ao modelo organizacional criado por AA, que é genericamente definido como um movimento de mútua ajuda anônimos, cuja principal base de atuação se dá através do estabelecimento de uma cultura de outsider para outsider. A voz do MADA é plural, generificada e polissêmica, falam de violência física, de tentativas de suicídio pelo desespero de não aceitar a ruptura de uma relação amorosa; de uma vida dedicada exclusivamente ao exercício do papel de mãe ou esposa, da dificuldade de viver sem a figura de um companheiro, mesmo sustentando a casa e ele; da impossibilitada de se projetar como sujeito de vontade, de desejo e poder. O “lugar de origem” dessas vozes é a estrutura de dominação patriarcal construída historicamente e reificada pelas práticas culturais cotidianas que as naturalizam através da idealização de um modelo de amor hetero-normativo, da cultura da passividade feminina, de uma ciência masculina e de sociabilidades dicotômicas (mulher x homem); e a partir disso, é preciso saber qual o significado da articulação dessas “novas vozes”, as quais se apresentam imbricadas a partir de um modelo de patologia e saúde, construída em um espaço institucional que se apresenta como uma entidade abstrata e homogênea, nos moldes dos AAs. Será que elas representam uma ruptura com o modelo patriarcal?
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Com açúcar, com afeto ou na luta destemida - a ação política do MFPA nas memórias em disputa
Ana Rita Fonteles Duarte (UFSC)

Por quantas vias se chega à política? As mulheres que lutaram nos movimentos de resistência às ditaduras militares no chamado Cone Sul, na América do Sul, nas décadas de 70 e 80 do século XX, provaram que a partir das relações de afeto é possível desenvolver uma ação política nova e perturbadora, vide movimento das Madres de La Plaza de Mayo, na Argentina, e Movimento Feminino pela Anistia (MFPA), no Brasil. Através da análise de memórias de um grupo de ex-militantes do MFPA é possível perceber como as mulheres podem instrumentalizar o gênero em jogos políticos, transcendendo seus papéis tradicionais como familiares, no caso de mães e esposas, ou incorporando elementos novos de um discurso marcado pelo gênero em suas trajetórias políticas, no caso de militantes da esquerda que também se incorporaram em peso ao Movimento. e uas trajeto maracdo pelo gntos nomentalizar o g Plaza de Mayo, na Argentina, e Movimento Feminino pela Anistia, no Bra Mas, apesar do MFPA ter sido fundamental na luta pela redemocratização brasileira, há uma tendência em enxergá-lo apenas como movimento “legítimo” de mulheres em defesa de seus entes queridos, o que “naturaliza” essa ação e dificulta o surgimento de visões diferenciadas. Essa tendência não está apenas entre os homens que recordam os “anos de chumbo”, mas em muitas das ex-integrantes do MFPA.
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Mujer y sociedad. Los derechos políticos y el discurso en la sociedad norteamericana
Silvia Mabel Novoa Zieseniss (Universidad Nacional del Nordeste)

Los derechos políticos de la mujer en América tiene su evolución con semejanzas basadas en el tiempo y en las aproximaciones de objetivos en cada uno de los países americanos Pero poco sabemos de las similitudes o diferencias de los caminos utilizados para llegar a esos conceptos. EEUU desarrolla una visualización política paralela a las luchas por los derechos civiles de toda la sociedad. Organizaciones de base femenina encararon esa lucha con discursos claros pero cuyos alcances eran específicamente limitados por las características políticas del estado nacional. El análisis del discurso empleado y los métodos elegidos para recorrer el camino del reconocimiento como ciudadana de pleno derecho político de la mujer blanca y posteriormente de todas las mujeres nos permiten acceder al entendimiento de aspectos que confluyen diferenciando a sectores de población escalonados en el uso de sus derechos Se abarcará temporalmente desde la segunda mitad del siglo XIX hasta la promulgación del Acta de Derechos Civiles (Civil Right Act) 1964 centrándose principalmente en la mujer blanca, anglosajona quien es la que puede iniciar esa lucha al tener reconocidos sus derechos como ciudadana aunque políticamente negada.
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La Cooperativa de Consumo de Amas de Casa Ltda.: el protagonismo socioeconómico de las mujeres en Resistencia
Natalia Hermosilla; Érica Lescano; Andrea Rougier; Maria Zurlo (Universidad Nacional del Nordeste)

Resistencia, Chaco, en la República Argentina, presentaba, hacia la década de 1950, un panorama de crisis en sus estructuras productivas y conflictos sociales enmarcados en las frecuentes oscilaciones de precios de productos de consumo. Esta situación movilizó a un grupo de mujeres, amas de casa, a organizarse en defensa de sus economías domésticas. Es así que la Cooperativa de Consumo de Amas de Casa Ltda. intentó restablecer el equilibrio de las economías familiares, defendiendo la posición de las consumidoras minoristas. A través de la acción de sus socias, la Cooperativa realizaría una eficaz labor durante su existencia. Las actividades de la Cooperativa se centraron inicialmente en la comercialización de carne en un puesto habilitado en el Mercado Central de la ciudad de Resistencia, a un costo menor para el amplio número de asociadas.
La trayectoria de esta organización nos muestra una amplia gama de actividades relacionadas con la interacción que se establece con las instituciones municipales y provinciales de gobierno, grupos de comerciantes y proveedores locales de carne, y diversos sectores sociales. Es así que se visualizan las distintas repercusiones de esta entidad conformada por mujeres en un medio sociopolítico mayoritariamente masculinizado pero que dejaba importantes espacios para la acción femenina; espacios que la mujer resistenciana supo ganar y aprovechar para defender lo que en ese momento constituía una prioridad: la economía familiar.
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Sexualización y generización de la represión política
Débora Carina D´Antonio (Universidad de Buenos Aires)

La última dictadura militar tuvo como objetivo fundamental disciplinar al conjunto de la sociedad argentina. La eficacia del plan se sostuvo en el ocultamiento de los aspectos criminales y en la visibilización de los aspectos blandos de la estrategia represiva. Mientras en la fase oculta desaparecían a diario miles de personas, en la fase pública se aglutinaban en las cárceles cantidades de presos y presas políticos. Resultando copartícipes un nivel se articuló con el otro.
Un mecanismo similar rigió las formulaciones sexuales y de género emitidas por el régimen militar. Por ejemplo, mientras se promocionaba que la mujer-madre cumpliera un rol de garante en el ámbito privado de un modelo católico y conservador de familia, en la fase oculta se ejercía una operación de exterminio sobre las mujeres-madres-militantes que refutaban el modelo socialmente construido, siendo privadas en consecuencia del ejercicio de sus funciones maternas, impidiéndoles realizar lo que los mismos represores consideraban la verdadera función de la ‘naturaleza’ femenina.
Desarrollaré en este texto los aspectos de la experiencia carcelaria que puntualicen en la organización sexuada de la represión así como en la resistencia que ofrecieron hombres y mujeres a la estrategia represiva, deteniéndome especialmente en este juego entre lo oculto y lo visible del sexo-género.
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Ideales de mujeres o mujeres ideales: las guerrilleras en Argentina (1966-1976)
Andrea Andujar (Universidad de Buenos Aires)

Durante la década del ’60 la sociedad argentina fue atravesada por una profunda conflictividad social protagonizada por un variado arco de organizaciones políticas que cuestionaban, en distinto grado, el orden social vigente. En algunos casos, tales cuestionamientos apuntaban contra un sistema político que ahogaba todo conflicto mediante la recurrencia a gobiernos de facto. En otros, el objetivo declamado era la destrucción de la sociedad capitalista y la construcción del socialismo.
Algunas de estas fuerzas políticas, conformadas por personas jóvenes pertenecientes a los sectores sociales medios y obreros, construyeron organizaciones armadas a fin de llevar a cabo los cambios radicales deseados. La participación de las mujeres en ellas fue numéricamente importante, conformando en algunas entre el 40% y el 50% de sus militantes. Aún cuando fue escasa su presencia en los lugares de liderazgo, ciertos documentos de propaganda y formación política producidos por estas organizaciones permiten atisbar qué tipo de ideal de mujer, con qué virtudes y cualidades en su vida y práctica política, debía perseguir la “militante revolucionaria”. A su vez, los relatos memoriales de las militantes también posibilitan desentrañar el ideario de la “guerrillera” por excelencia. En este trabajo me propongo indagar sobre los distintos discursos que en una organización específica, el Partido Revolucionario de los trabajadores-Ejército Revolucionario del Pueblo, se produjeron en torno a las mujeres; qué grietas o contradicciones emergieron dentro de esos discursos, y entre ellos y la práctica política de mujeres y varones, y cómo la diferencia sexual atravesó las experiencias políticas en esta organización.
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Mujer y ciudadanía. La igualdad de derechos políticos La construcción del poder como concepto “liberalizador”. Estudio de casos.
Elena Russo de Pagno (Universidad Nacional del Nordeste Facultad de Humanidades. Resistencia Chaco Argentina)

En el análisis de la mujer, en su carácter de ciudadana, construye un poder, capaz de marcar un sendero que implique la igualdad de derechos, en este caso, la igualdad de derechos políticos.
Al hurgar en el pasado, la mujer aspiró como ciudadana a construir una sociedad de “iguales”, sin excluídas ni marginadas. Desde el reclamo del derecho al voto de las sufragistas, la mujer inició un proceso de participación en los puestos de poder y toma de decisiones.
No obstante, la mujer desarrolla aún una ciudadanía incompleta. .Una manera de mejorar esta situación es mediante la construcción de un proceso que implique el ejercicio de un poder Ahora bien, ¿qué tipo de poder debe construir para el logro de estos fines?
A partir de este interrogante, nuestra ponencia tiene como objetivo analizar desde el estudio de casos, el rol de la mujer como ciudadana, que en el ejercicio de los derechos políticos, debe hacer uso de la política no como una carrera para acumular poder, sino para construir un poder “liberalizador” “emancipador”, entre iguales.
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Representações: a Polícia Militar Feminina no Paraná (1979-1984)
Andréa Mazurok Schactae (Universidade Federal do Paraná/CAPES)

A comunicação se refere ao ingresso da mulher na PMPR, no final da década de 1970, uma instituição cujo espaço era exclusivamente de homens. Os textos da legislação que instituiu a presença de mulheres na Policia Militar foi um dos elementos de "construção" da polícia feminina no Estado Paraná. A partir de crônicas de um colunista da cidade de Ponta Grossa, no Paraná, identifica-se como ele olhou para o grupo de policiais formado na cidade entre 1983 e 1984, quando foi implantado um pelotão da polícia feminina na cidade. Como ele foi construído e construtor da sociedade em que viveu, o seu olhar não foi único, mas compartilhado por outros homens.
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Mary Terán. ¿Cautiva del deporte o mujer política?
Marta Antúnez (Secretaría de Deporte)

El comienzo de la organización deportiva argentina a fines del siglo XIX tuvo, como en todos los países, una conformación europea fija en el ideario Olímpico, con valores viriles de una elite económica y política dominante. En ese marco, la incorporación de las mujeres fue ardua y lenta. Quienes accedían a las arenas del deporte eran consideradas masculinas, ignoradas o en el mejor de los casos, idealizadas como pioneras. En la década peronista, Mary Terán accedió a la vidriera del deporte acompañada por políticas que hicieron posible la incorporación de mujeres, no sólo a las canchas sino a la participación en campos inexplorados para ellas y masculinizados por el poder, como el de las políticas públicas deportivas. Mary Terán fue una deportista de nivel internacional, pero también tuvo un preponderante papel en tareas de fomento y desarrollo deportivo específico para niñas y mujeres. Luego de la caída del peronismo se le impidió competir y representar al país. Actualmente se la rescata como mujer destacada del deporte, se institucionalizó un premio y un estadio lleva su nombre. Sin embargo, se sigue ignorando su papel como política, revalorizando sus dotes deportivas, su belleza, su vestimenta y la anécdota del pedido de mano que supuestamente le hiciera Perón, manteniendo en la invisibilidad su labor en el campo de las políticas deportivas. Desde la vida de Mary Terán se intentará abordar el deporte como ámbito exclusivo de masculinidad y poder y la imagen que se pretende mantener de las mujeres que llegan a éste.
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Mujeres entre rejas y cerrojos
Fernanda Gil Lozano (Instituto Interdisciplinario de Estudios de Género)

Desde fines de los años ’50 las mujeres latinoamericanas comenzaron a ocupar un espacio creciente dentro de las organizaciones sociales y políticas en sus más variadas expresiones desde organizaciones populares de control del abastecimiento y los precios de los productos de consumo hasta ser cuadros militares en organizaciones políticas que adoptaban la lucha armada.
Las dictaduras de los años 70 en los países de américa del sur presentan ciertas particularidades con respecto a las construcciones genéricas.
En primer término, porque la represión política tuvo poca diferenciación en lo relativo a uno y otro sexo. Hubo gran número mujeres exiliadas, presas y detenidas-desaparecidas.
Me propongo un estudio comparativo en el marco de pensar el Género como una construcción histórico social que se nutre y transforma en cada país y con cada proceso represivo.
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