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Fórum especial: Sociabilidades, representações e gênero.

Feminismos, direitos sexuais e direitos reprodutivos
Sílvia Lúcia Ferreira, Simone Andrade Teixeira, Patrícia Figueiredo Marques (Escola de Enfermagem da UFBa - EEUFBa)

Os movimentos feministas alcançaram várias conquistas relativas ao direito à igualdade e à cidadania das mulheres e tem como uma de suas principais bandeiras a autonomia das mulheres sobre seu próprio corpo. Corpo compreendido não apenas como reprodutor da espécie, mas como espaço da afirmação de que o pessoal é político. O movimento feminista brasileiro foi capaz de converter em políticas públicas muitas de suas reivindicações. Entretanto, os indicadores relacionados aos direitos sexuais e aos direitos reprodutivos das mulheres, demandam esforços no sentido de eliminar a persistência da disparidade de poder e assimetrias de gênero entre as mulheres e os homens. Diante deste contexto, propomos a realização deste Simpósio Temático, como amplo espaço de discussões dos feminismos, direitos sexuais e dos direitos reprodutivos, que pode incorporar as seguintes perspectivas/temas: os movimentos feministas no Brasil na luta por estes direitos; gênero e saúde das mulheres; democracia, direitos sexuais e direitos reprodutivos; construções teóricas feministas sobre estes direitos; experimentações dos movimentos feministas no desenvolvimento de tecnologias.
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Jogos e brincadeiras apropriados para meninos e meninas
Sissi A. Martins Pereira; Fátima Gomes (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro)

O estudo teve por objetivo levantar informações sobre a opinião de crianças de 8 a 14 anos de escolas municipais do Rio de Janeiro, sobre jogos e brincadeiras apropriados para meninos e meninas. Participaram, aproximadamente, 300 crianças que responderam algumas perguntas e fizeram comentários sobre jogos e brincadeiras. Foi distribuída nas escolas uma revista em quadrinhos que trazia uma discussão sobre meninas que queriam participar de um jogo de futebol com os meninos e, ao final, havia perguntas que foram respondidas pelas crianças, sendo um dos questionamentos se, na opinião delas, haveria jogos e brincadeiras apropriados para um ou outro sexo. Meninos e meninas foram unânimes em afirmar que brincar de boneca, casinha e amarelinha não são apropriados para meninos, e que boneco, carrinho e luta não são apropriados para meninas. Outros jogos e brincadeiras foram classificados de acordo com a descrição das crianças. As justificativas foram interpretadas através da análise de conteúdo (FRANCO, 2002). Observa-se que o sexismo está presente na infância, principalmente no que se refere à ludicidade e que, possivelmente, tais crenças e comportamentos são carregados para a vida adulta e que a busca pela desconstrução de determinados padrões cristalizados em nossa sociedade é um desafio necessário.
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Gênero, raça e o acesso à educação e trabalho
Vânia Beatriz Monteiro da Silva (UFSC); Edelu Kawahala (NEN - Núcleo de Estudos Negros);Joana Célia dos Passos (NEN - Núcleo de Estudos Negros)

Ao tratar da questão da mulher negra em relação ao trabalho o que emerge não é uma discussão meramente econômica, haja visto que toda precariedade, informalidade vivenciada são frutos de um processo histórico da exclusão da população negra no Brasil que se evidencia em praticas educacionais discriminatórias em relação a gênero e raça, manifestando-se tanto em questões como currículo, disciplinas e estruturas, como nas relações sociais estabelecidas no âmbito escolar. A baixa escolaridade consequentemente remete-as as piores condições de trabalho. Segundo dados do DIEESE a vulnerabilidade social é significativa no que diz respeito, a presença de negras no mercado de trabalho nos grandes centros tendo como ocupação atividades desvalorizadas por grande parte da sociedade e caracterizadas por baixos salários, elevadas jornadas e trabalho informal. As principais capitais do Brasil apresentam diferenças significativas no que diz respeito à situação de vulnerabilidades por sexo e por cor entre mulheres brancas e negras. Uma das estratégias para reverter esta situação é a criação de estratégias que possibilitem o acesso destas mulheres a educação e conseqüentemente a melhor qualificação profissional, neste sentido as ações afirmativas poderão ser essenciais neste processo de equidade social. Desta maneira torna-se importante implementar políticas educativas que contemplem a diversidade de gênero e raça em todas as instancias educativas e de maneira emergencial garantir as cotas em universidades públicas como estratégia de acesso a melhores postos de trabalho a estas mulheres. Assim este simpósio tem como proposta discutir ações afirmativas, sobretudo cotas nas relações de gênero e raça através de experiências acadêmicas desenvolvidas por profissionais das áreas de ciências humanas e sociais.
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“O herói e a mocinha”: feminilidade e masculinidade na literatura maranhense (1865-1930)
Tatiane da Silva Sales (UFBA)

A produção literária na sociedade maranhense de fins do século XIX e início do XX era grande e diversificada, algumas delas destinavam-se a relatar a questão do ser mulher e/ou homem, sendo por sua vez carregadas de atributos e adjetivos que fossem capazes de qualificar as duas situações e elaborar moldes para a feminilidade e masculinidade. O presente trabalho tem o objetivo de analisar algumas destas obras literárias escritas por maranhenses, e amplamente difundidas no Maranhão, no período citado acima, levando em consideração a compreensão dos elementos tidos como femininos e masculinos abordados em cada livro, tendo em vista que muitas destas representações permanecem com influências na noção de feminilidade e masculinidade no momento atual. As obras abordadas serão as seguintes: As raças humanas: a mulher, de Gomes de Castro (1921), trabalha os atributos, adjetivos e dotes essenciais à mulher possuidora de “valor”; Alma do Sertão, de Catullo Paixão Cearense (1928), um trabalho que se utiliza de voz masculina para qualificar a “mulher ideal”, fazendo uso de comparações e anedotas; Um coração de mulher, autoria de Joaquim Serra (1867), enfatizando a abordagem da atuação da mulher e sua contribuição para o progresso da nação ao atuar no lar, célula mater, ressaltando os papéis feminino, masculino e da família para a pátria; Alma: educação feminina, de Coelho Neto (p.VII, 1911) que destina-se à menina fornecendo uma opção de leitura sadia às moças, trabalhando conselhos educacionais.
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Identidades culinárias regionais: estratégias
Vania Menezes de Almeida

A afirmação das identidades culinárias é uma das estratégias que podem ser acionadas para inserir num mundo globalizado, tanto no que diz respeito a inserção num sócio-cultural quanto político-econômico. Os diferentes significados relacionados aos saberes e fazeres das culinárias são traduzidos em marcações simbólicas de uma identidade reivindicada. No caso dos praticantes de culinárias regionais, ao reivindicarem para si a exclusividade da produção, o fazem com base na afirmação de uma identidade que confere autenticidade ao produto. Essa reivindicação é tanto pelo reconhecimento dos saberes e fazeres da cultura quanto pelas condições materiais para reprodução da existência do grupo social. O prato típico ao mesmo tempo em que é símbolo da identidade reivindicada pode ser usado como marca comercial do produto cultural destinado ao mercado global. O consumidor global ao adquirir produtos regionais “típicos” de culturas “autênticas”, garante para esses produtores os recursos econômicos inseridos os no mercado globalizado. E, mais do que isso dá visibilidade as suas reivindicações por maior autonomia na gestão e uso de seu território, pelo reconhecimento do direito a exclusividade na produção, pelo direito as condições mínimas de preservação da identidade, dos saberes e fazeres da cultura (bens imateriais da cultura), pela garantia das condições de existência grupo.
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Uma outra forma de gozar – cocaína, performance e rituais de consumo nos circuitos paulistanos
Osvaldo Francisco Ribas Lobos Fernandez (UNEB)

O objetivo dessa tese foi conhecer os modos e padrões de uso de cocaína inalada na Grande São Paulo, levando em conta a “carreira de usuário” e sua “estrutura de vida”. O objetivo específico foi conhecer o uso de drogas como técnica corporal, as regras e rituais dos consumidores. Foram empregados métodos qualitativos como observação participante, entrevistas abertas e semidirigidas e uma reentrevista com relatos autobiográficos, após 12 anos. Os entrevistados (11) foram contatados e selecionados como informantes-chave para a primeira entrevista após uma longa inserção nos territórios e circuitos “do pó”, abrangendo diferentes sociabilidades, estilos de vida e redes sociais, tais como: homossexuais (Jardins, Centro), universitários (Perdizes), redes da periferia que lidam com o tráfico de drogas (Zona Oeste). O material foi analisado segundo a perspectiva de gênero, orientação sexual, curso de vida, geração e classe social. A pesquisa revelou o ethos dos consumidores e uma relação entre cocaína, comportamento sexual e a performance de gênero. O uso recreativo de cocaína foi a principal forma de uso e de significado desta prática, sendo que há uma minoria faz uso como estimulante, para fins de trabalho. Nestas duas diferentes formas de uso, verificou-se a existência de uma série de regras para auto-regulação do consumo. Após doze anos, a maioria dos entrevistados abandonou (6) o uso e/ou reduziu (2), contudo uma minoria (2) aumentou o uso, sendo que um (1) não foi localizado. A cocaína foi descrita como um “verdadeiro gozo” e há descrições de uma liberação circunstancial da homofobia internalizada.
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Convergências semânticas enunciativas e discursivas na Tessitura e na Tecedura do vídeo documentário Tereza
Nádia Régia Maffi Neckel (Unicamp/UnC)

As discussões aqui delineadas voltam-se para uma proposta de análise do documentário “Tereza” (1992) de Kiko Goifman e Caco P. de Souza. O percurso analítico que se pauta na forma e funcionamento do filme e processos de produção de sentido (Tessitura) e também na forma de construção do filme e suas ancoragens estilistas (tecedura), considerando os territórios e as fronteiras de uma produção contemporânea bem como as características singulares do “gênero” documentário experimental. Busca-se também compreender as convergências teóricas Semântico-Enunciativas, Discursivas e Documentaristas. Num primeiro momento delineia-se um percurso teórico pelas áreas em discussão e, num segundo momento, apresentam-se alguns recortes do documentário com intentos de uma análise do mesmo.
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Mulher e telenovela brasileiras num contexto diaspórico
Lourdes Ana Pereira da Silva (UFRGS)

O artigo discute a internacionalização da telenovela brasileira desde a perspectiva da interculturalidade das migrações femininas contemporâneas como experiência configuradora de fluxos culturais e comunicacionais-midiáticos que mobilizam a produção e consumo da telenovela brasileira em âmbito internacional, tendo como cenário específico o contexto português.
Um dos alicerces da telenovela é seu viés mercadológico, que exige um olhar atento à audiência a ser atingida, ou seja, na dita indústria cultural tudo o que é feito para seduzir as massas é feito, sobretudo com finalidade de comercialização.
A pluralidade que assumem os projetos e configurações femininas transnacionais, se tornam impulsionadores de experiências de migração ao mesmo tempo em que se podem se constituir em espaços de conformação de outras noções do papel da mulher derivadas dos trânsitos interculturais possibilitados por essas mesmas experiências migratórias. Noções que aparecem confrontadas com os limites daquelas ofertadas pela telenovela brasileira no caso das mulheres imigrantes focalizadas nesse artigo.
Isso se aproxima à reflexão de Appadurai (2004) quando postula que a comunicação eletrônica modificou as interações interpessoais, os laços afetivos e o jeito dos indivíduos estarem no mundo. No caso de Portugal, a oferta e consumo da telenovela brasileira, colaboram para promover a integração do imaginário português acerca dos brasileiros. Ferin destaca que os receptores reafirmam “o mito da mulher dos trópicos, disponível e sensual e acentuando a nostalgia de um passado português grandioso” (Ferin, 2006, p. 30).
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Moda, cinema e gênero: entre o belo e o grotesco no século XXI
Liliane Edira Ferreira Carvalho e Felícia Gabler (UNISUL)

Tendo por definição que a concepção do belo e do grotesco é construída cultural e historicamente, este artigo busca estudar como o grotesco, ou “a estética do horror”, referenciado em obras como “O Corvo” de Poe, “Frankenstein” de Mary Shelley e “Drácula” de Bram Stoker, se embebe dos valores da sociedade do século XIX, construindo variados discursos estéticos de gênero, e encontra respaldo na moda e no cinema até a atualidade.

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A mulher na cozinha de shopping center: quando o arroz e o feijão estão na panela
Karen Adriana Farias Monteiro (PUC/RS)

O ato de “comer fora” marca a sociedade contemporânea. O shopping center, um dos ícones dos centros urbanos, aparece como “templo do consumo” e um espaço onde se encontra a “comida rápida”. O modelo McDonald’s, emblema do fast-food, presente, em regra, nos shoppings, apresenta uma produção de comida baseada em princípios fordistas/tayloristas empregando mão-de-obra jovem na produção de seus hambúrgueres. A figura masculina se destaca na cozinha e nos balcões do modelo, assim como corpos “esbeltos”. Mas nem tudo é hambúrguer na praça de alimentação. O lado de dentro do balcão das “lojas” de comida, que adotam o sistema self-service (buffet e/ou “por quilo”), revela a presença de mulheres que cozinham à “moda de casa”, com corpos que remetem à cozinha de tempos passados. Lá não se encontra equipamentos de última geração e nem se despensa o arroz e o feijão. A cozinha de shopping, rica em simbolismo, revela o papel da mulher no “templo do consumo”, bem como as aparentes contradições encontradas na sociedade globalizada.
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Cenas de meninas e meninos no cotidiano institucional da Educação Infantil: um estudo sobre as relações de gênero
Arlete de Costa Pereira (UFSC)

Esta pesquisa foi realizada em um Centro de Educação Infantil da Afasc, conveniado à Rede Municipal de Criciúma, que atende 270 crianças de 0 a 6 anos, em período integral. O tema central deste trabalho é investigar como as crianças expressam as relações de gênero no cotidiano institucional da Educação Infantil. A partir da análise de cenas do cotidiano de meninas e meninos, busco compreender como esses pequenos atores sociais expressam, interpretam, reproduzem ou ressignificam os comportamentos e regras sociais no que tange à construção dos gêneros. A seleção de cenas para análise implicou a ampliação da discussão dos gêneros, incluindo também as expressões de sexualidade e poder. Os procedimentos metodológicos utilizados foram a observação e registros em diário de campo, fotografias e filmagens focalizando as crianças e também entrevistas com as professoras e questionários com as famílias, possibilitando a triangulação das informações na construção das análises. O estudo dos gêneros na perspectiva das crianças preenche uma lacuna nas pesquisas, uma vez que esse aspecto é ainda pouco discutido na educação infantil, porém precisa ser mais bem compreendido, principalmente se temos o desejo de contribuir para a construção de uma sociedade mais igualitária no que se refere às relações entre mulheres e homens, meninas e meninos.
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Representações da docência de jovens normalistas
Rita Cristine Basso Soares Severo (UFRGS)

Esta comunicação constitui-se em um recorte de pesquisa de mestrado em andamento, vinculada ao Programa de Pós-graduação da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Inscrita no campo dos Estudos Culturais tem como objetivo problematizar as negociações identitárias que as alunas realizam entre ser jovem e ser professora. Assim, neste recorte pretendo analisar como essas jovens normalistas se narram como jovens e como professoras e quais identidades docentes estão presentes em suas narrativas, quais identidades são tomadas como ‘norma’, como ‘modelo’. Sabe-se que a escola é constituída basicamente pela presença feminina, entretanto, é preciso entender como se deu esse processo de feminização e assim problematizar a associação que é feita entre a educação de crianças e a mulher. As discussões sobre a feminização do magistério têm sido tema de reflexão de alguns pesquisadores que tem problematizado a profissão docente articulada a categoria de gênero, pois não parece ser possível compreender a história das mulheres na sala de aula sem salientar que essa foi uma história que se deu no terreno das relações de gênero, as representações do masculino e do feminino, os lugares sociais determinados para cada um deles são integrantes desse processo histórico. As análises - realizadas através de registros fotográficos, composições gráficas e entrevistas – foram produzidas no sentido de pensar em toda uma discursividade que produziu esses sujeitos, possibilitando a eles que valorizem certas identidades, demarcando assim seus pertencimentos e suas negociações.
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Mulheres, política e mídia: identidades metonimicamente constituídas
Walkyria Wetter Bernardes (UnB)

Este trabalho apresenta como propósito principal a análise dos processos argumentativo-constitutivos engendrados pela mídia impressa pós-moderna (jornais e revistas nacionais) para a construção identitária feminina no quadro político brasileiro. Discute, no interior de seu aparato teórico-metodológico-analítico, pertencente ao universo da Análise de Discurso Crítica (ADC), questões nodais referentes à globalização/mídia/economia política cultural e a relação desses elementos com discurso/identidade feminina/poder. Ancora-se teoricamente no trabalho de Fairclough (1989; 1992; 2003; 2005; 2006) para discutir aspectos concernentes à abordagem dos elementos internos e externos dos textos, conjugados às práticas discursivas e às práticas sociais que permeiam o contexto da globalização. Busca, em Van Leeuwen (2005), componentes significativos da teoria semiótica multimodal para o procedimento investigativo aqui desenvolvido. Ao realizar um percurso transdisciplinar, aponta traços da semiótica social (metáfora visual, modalização visual) como desencadeadores do processo de fragmentação dessa constituição identitária feminina. O resultado do percurso analítico revela um sistema identitário constitutivo realizado metonimicamente. Desse modo, a mídia, ao focalizar determinadas perspectivas identitárias ao invés de outras, usa procedimentos argumentativos direcionados para a finalidade específica de construir esses perfis de modo fragmentado e incompleto. Afloram, assim, neste estudo, questões de poder que colaboram para situar o sujeito aqui investigado em um entre-lugar sócio-econômico-político-cultural.
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O livro das noivas: receitas culinárias e relações de gênero na sociedade brasileira
Eliane Monteiro Considera (UCAM e UFF)

Trata-se de um estudo de História social da alimentação através das receitas culinárias, e onde são valorizadas as estruturas invisíveis que implicam os atos de criar, preparar e servir os pratos. O Livro das Noivas foi escolhido por sua singularidade em apresentar as receitas culinárias acompanhadas de artigos cujo objetivo era preparar a jovem esposa para garantir o bem estar da família, função primeira da mulher. Tratadas a partir de um olhar antropológico, as receitas culinárias tornam-se uma fonte preciosa para o estudo da história das mulheres e das relações de gênero na sociedade brasileira no início do século XX.
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Mulheres e espaço público: a inserção de farmacêuticas e dentistas no mercado de trabalho em São Paulo (1892-1932)
Olga Sofia Fabergé Alves, Maria Lucia Mott, Maria Aparecida Muniz (Instituto de Saúde/SESSP)

Desde os anos 1970, as mulheres se tornaram, de forma crescente, tema de pesquisa nas ciências humanas e sociais. Foram escritos trabalhos incluindo as mulheres na história, analisando as relações de gênero. Apesar desse vivo interesse, dos temas abordados, a bibliografia sobre Saúde, Gênero e História nas primeiras décadas da República é pequena. Esta apresentação faz parte de um projeto mais amplo sobre História dos/as Trabalhadores/as da Saúde (1892-1978). Visa discutir a inserção das mulheres no espaço público como profissionais liberais, trazendo para primeiro plano a atuação de farmacêuticas e dentistas no mercado de trabalho em São Paulo, nas três primeiras décadas do século XX. É resultado de pesquisa em diferentes fontes, destacando-se os registros de alunos das escolas de farmácia e odontologia, textos publicados em revistas especializadas e dados colhidos nos Livros de Registro do Serviço de Fiscalização do Exercício Profissional do Estado de São Paulo, preservados pelo Centro de Memória da Saúde Pública (Instituto de Saúde/SESSP).
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A lei Maria da Penha como instrumento de efetivação dos direitos humanos das mulheres
Luísa Helena de Oliveira Marques (Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo)

A violência doméstica é uma das formas mais graves de violação dos Direitos Humanos das mulheres. Na tentativa de coibi-la, em 7 de agosto de 2006 foi sancionada a Lei 11.340, a chamada “Lei Maria da Penha”, resultado de esforços do movimento feminista por muitos anos.
A presente pesquisa pretende demonstrar como tal Lei veio consubstanciar os instrumentos internacionais – sobremaneira a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher – e nacionais – o parágrafo 8º do artigo 226 da Constituição Federal – que prevêem a criação de mecanismos de proteção da mulher, da promoção da igualdade de gênero e criação de políticas públicas.
Deseja-se também neste trabalho analisar os resultados obtidos durante o primeiro ano de vigência da Lei, no que tange à diminuição dos casos de violência doméstica e familiar contra as mulheres e às políticas públicas implementadas. Para tanto, faremos uso de dados estatísticos da Polícia, do Ministério Público, do Judiciário, do Estado e de instituições da sociedade civil na cidade de São Paulo.
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